O verão do cinema comercial português não começou da melhor forma: os valores de bilheteira de Leviano ficaram aquém, com uma permanência curta em sala. Eis que chega agora a grande esperança da estação, um filme que se aparenta irreverente enquanto blockbuster à portuguesa: é Linhas de Sangue, a estreia que o Espalha-Factos destaca esta semana.

Um conjunto de malfeitores ameaça a ordem e a paz de Portugal em 2018. Por todo o lado surgem casos estranhos que parecem estar todos ligados, de alguma forma. A resposta não tarda e aqui e ali surgem heróis, mais ou menos acidentais, que salvam o dia. Atento, Manuel Chança, da velha guarda de uma força especial portuguesa, reúne vários “sobredotados” e forma uma frente de defesa nacional, pronta para responder a qualquer provocação ou tentativa de ataque à soberania do nosso país. Mas o pior dos inimigos está a guardar-se para o fim, e será este grupo de bravos corajosos suficientemente forte para enfrentar a ameaça do Chanceler?

Foi há oito anos que os realizadores Manuel Pureza (vencedor do Prémio MOTELX para Melhor Curta de Terror Portuguesa por A Bruxa de Arroios, 2012) e Sérgio Graciano (vencedor de um Emmy Internacional pela telenovela Laços de Sangue, 2011) realizaram a curta-metragem Linhas de Sangue, que passou em 2011 pelo MOTELX. Agora, chega a longa-metragem, que “quer assumir-se como um marco na ficção nacional, como sendo o primeiro grande filme de género, acessível a um público que vai dos 14 aos 86 anos“.

linhas de sangue

Foto: Divulgação/NOS Audiovisuais

Uma saga fictícia com personagens tão díspares quanto as Amazonas do Tejo, os Padeiros da Meia Noite e os Motoqueiros do Apocalipse, a fita promete funcionar tanto como entretenimento despretensioso como metáfora para a história recente de Portugal.

O elenco reúne cerca de 50 atores conhecidos do grande público, como Kelly Bailey, Ricardo Carriço, Filomena Cautela, Soraia Chaves, Luís Esparteiro, José Fidalgo, Catarina Furtado, Joaquim Horta, Pedro Laginha, José Mata, Débora Monteiro, Marina Mota, Dânia Neto, Lourenço Ortigão, Paulo Pires, José Raposo, entre outros.

Mais de 20 bandas nacionais marcam a música da obra, entre as quais Xutos e Pontapés, Carlão, Fogo Fogo, MGDRV, Frankie Chavez, Paus, e também duetos inesperados a evocar bandas sonoras dos filmes de acção dos anos 90, naquilo que se define como “um projeto de geração“.

Linhas de Sangue também é um avanço de outro género no cinema português: pela primeira vez no nosso país, os espetadores poderão decidir, em tempo real, o final do filme no cinema. No início da sessão, o espectador vai receber um comando, através do qual vai escolher um de dois finais possíveis, sendo que o final mais votado será aquele que será exibido. A iniciativa decorre de 26 a 29 de julho, nas sessões nos Cinemas NOS Colombo (21h30), Braga Parque (21h10), NorteShopping (21h10) e Forum Algarve (21h40).

A chegar hoje às salas de cinema portuguesas, Linhas de Sangue é uma proposta cinematográfica que promete não deixar ninguém indiferente.