à escuta
Fotografia: Facebook/EU.CLIDES

À Escuta. EU.CLIDES, Lena d’Água e Bizarra Locomotiva são destaque esta semana

O À Escuta, a rubrica semanal do Espalha-Factos que se compromete a divulgar as novidades da música portuguesa, está de regresso e recheado de coisas novas. Nesta edição, o destaque vai para o novo single de EU.CLIDES, a celebração dos 40 anos de ‘Robot‘ de Lena d’Água e o primeiro avanço do novo EP dos Bizarra Locomotiva.

Quanto a singles, falamos ainda de novos lançamentos dos bunny kills bunny, João CoutoLázaro, MALABOOS, Príncipe, Rapaz Ego, RAY, Rony Fuego e y.azz x b-mywingz, e das faixas colaborativas de Branko com Iúri Oliveira, dos HMB com Rui Veloso, de LEFT. com YANAGUI e Extrazen e de SaiR com Puppy Smooth. No mundo dos discos, há novos longa-duração de Cálculo, Império Pacífico e Paulo Novaes, a compilação da editora BAIT Records e novo EP colaborativo entre ChoroNED FLANGER.

EU.CLIDES abre caminho para EP de estreia com ‘Morto-Vivo

EU.CLIDES, um dos mais promissores nomes da música portuguesa, apresenta aquele que é o primeiro avanço do seu EP de estreia que será lançado ainda durante este ano. Intitulada de Morto-Vivo, a faixa foi composta pelo artista em colaboração com J.Barbosa e Jónatas Pereira, e conta com contribuição na produção de Branko.

Revelando-se rapidamente como uma faixa orelhuda, em ‘Morto-Vivo’ nota-se a capacidade de EU.CLIDES de ir beber a várias influências na presença de ritmos africanos – especialmente na percussão -, aliados a toques de eletrónica e uma sensibilidade pop que brilha nas harmonias da música. O instrumental, com a sua suavidade de um verão que se aproxima, dá a plataforma para EU.CLIDES brilhar enquanto vocalista, notando-se a influência do R&B na sua entrega vocal. De acordo com o artista, ‘Morto-Vivo‘ é uma reflexão “sobre a personalidade fragmentada que cada um traz em si“.

Lena d’Água celebra 40 anos de ‘Robot

Para celebrar os 40 anos de ‘Robot‘, tema seminal da carreira de Lena d’Água (na altura, enquanto vocalista dos Salada de Frutas), a artista lança uma nova versão da faixa ao lado da Banda Desalmada que a acompanha desde 2019. A Banda Desalmada é constituída por Francisca Cortesão, João CorreiaBenjamimAntónio Vasconcelos DiasMariana RicardoSérgio Nascimento

Esta nova versão, gravada ao vivo no Teatro Maria Matos, encapsula o quão divertida é ‘Robot‘. É uma daquelas faixas que é simplesmente impossível de ignorar. Há que cantarolar o refrão ao lado de Lena e da Banda Desalmada porque é mesmo assim que o new wave futurista de ‘Robot‘ é suposto ser celebrado.

Bizarra Locomotiva antecipa novo EP com ‘Veia do Abandono

Veia do Abandono é o nome do novo single de Bizarra Locomotiva, uma das bandas mais marcantes do metal português. É o primeiro avanço do novo EP da banda, intitulado de Fenótipvs, que inclui dois novos originais da banda (incluindo ‘Veia do Abandono‘) e versões de dois temas clássicos da música portuguesa – ‘Paixão‘ dos Heróis do Mar e ‘O Hábito Faz o Monstro‘ dos Rádio Macau.

A bateria pujante marca o ritmo de ‘Veia do Abandono‘, com os seus toques crus de industrial a fazerem-se sentir. Os sintetizadores e teclas, bem presentes ao longo da música, sobressaem, conferindo à música tons ansiosos que acabam por espelhar o seu conteúdo lírico. A entrega vocal de Rui Sidónio é – como sempre – hipnotizante, e os riffs de guitarra soam pesados e lentos, notando-se alguma influência de goth metal.

‘Veia do Abandono‘ é uma faixa que marca o início de uma nova era para os Bizarra Locomotiva, que procuram que este EP sirva como “ponte para o novo álbum de originais“. Fenótipvs será lançado no próximo dia 20 de julho.

Desconfinamente é a compilação de eletrónica da BAIT Records

BAIT Records - Desconfinamente
Fotografia: Facebook da BAIT RECORDS / Çalma

Desconfinamente é uma compilação de música eletrónica criada pelos artistas da editora BAIT RecordsÇalmaImguel, Bonança, Querubim, Jorge MartinsRossanaMetamito juntam-se neste trabalho para criar nove faixas prontas para nos levar a dar um pezinho de dança e que se mantêm fiéis à estética de individual de cada artista.

Branko colabora com Iúri Oliveira no (possível) hino de verão ‘CTG

CTG é o mais recente single de Branko, que conta com a colaboração do percussionista Iúri Oliveira. Ao Rimas e Batidas, Branko conta que a faixa nasceu com “um desafio do Iúri, que me enviou uma série de gravações de melodias que tinha criado num instrumento chamado mbira“.

A partir dessas melodias, o reputado produtor construiu as camadas de eletrónica que pautam a faixa, com os seus sintetizadores espaçosos e relaxantes, antes de Iúri adicionar os ritmos e percussões que dão a groove principal a ‘CTG‘. Esta merece entrada direta para a playlist de verão deste ano.

the loop‘ revela uma outra faceta de bunny kills bunny

the loop é o novo single de bunny kills bunny, o duo constituído pelo casal Ricardo Coelho (Loto, Cavaliers of Fun) e Joana Pena. É o segundo avanço do EP de estreia do grupo, que sairá ainda durante 2021.

Nesta nova faixa do duo, a componente energética observada no single anterior, ‘brave new world‘, é reduzida, mas é substituída por uma groove que soa a uma mistura de new wave com R&B. Os sintetizadores soam divertidos e brilhantes, contribuindo para a qualidade pop da faixa aumentar. Os vários hooks da música ficam na nossa cabeça e o refrão é orelhudo, servindo como o principal veículo da reflexão sobre a rotina na qual ficamos “presos” durante o confinamento que ‘the loop‘ apresenta.

Dois singles, duas facetas ligeiramente diferentes dos bunny kills bunny apresentadas. Veremos o que o restante EP nos trará.

Cálculo desliza pelos beats suaves de Royale

Um dos rappers mais promissores da cena nacional, Cálculo, nome pelo qual se apresenta o barcelense Hugo Martins, está de regresso com o seu terceiro álbum, Royale. O disco é o sucessor de Tourquesa, disco de 2018, e conta com um leque de claboradores cheio de talento, como MacaiaMaceBellucci ou Papillon.

Cheio de beats suaves e bem construídos, Royale é o disco que pode levar Cálculo à primeira linha do rap nacional. Demonstra toda a sua capacidade enquanto rapper, apresentando um flow capaz de se adaptar a vários estilos e ritmos e um jogo de palavra calculista e equilibrado entre referências, humor e devaneios pensativos que o artista vai apresentando ao longo do trabalho. Há refrões orelhudos, momentos onde o flow de Cálculo brilha e as features vêm servir o universo musical de Royale da melhor forma, notando-se que o disco tem uma narrativa coesa ao longo do trabalho.

A Room With a Cue é o EP colaborativo de Choro e NED FLANGER

A Room With a Cue é o nome do EP colaborativo entre ChoroNED FLANGER. São três faixas suaves onde a guitarra funciona como a cola nos instrumentais criados, construídos a partir de camadas de sintetizadores e baixos que se fazem sentir na criação das grooves. Um EP com influências do hip-hop, jazz e soul, contando com uma produção que faz sobressair os instrumentais.

Império Pacífico leva-nos à deriva em Flagship

Império Pacífico
Fotografia: Divulgação

2021 está a revelar-se um ano de peso para a eletrónica portuguesa e Flagship, nome do novo disco de Império Pacífico – duo constituído por funcionáriotrash CAN – é a mais recente peça a ser adicionada a esse puzzle.

Correspondendo ao sucessor de Exílio, lançado no ano passado, Flagship é um trabalho que prossegue a direção de Exílio, levantando os sintetizadores e ritmos a lugares de ambient dançável. São coloridos e espaçosos, relaxantes em momentos, cinemáticos noutros, criando uma banda sonora que se assemelha a estarmos à deriva no mar sobre o céu azul, a fazer lembrar os ritmos do trabalho mais recente dos Sensible Soccers.

HMB juntam-se a Rui Veloso em ‘Lembra-te de Mim

Lembra-te de Mim‘ é o nome do novo single dos HMB, contando com a colaboração de Rui Veloso. A banda indica que esta colaboração era já um “desejo antigo” e que a oportunidade surgiu no início deste ano. Os artistas já haviam colaborado num dueto de ‘Todo o tempo do mundo‘ e ‘Fim‘, há dois anos, para a Rádio Comercial.

Esta nova faixa dos HMB, que abre os caminhos para “canções novas prontas para nascer já em tempos de vacina“, é uma canção “sobre amizade em tempos que nos pedem resiliência e esperança“, onde a voz de Héber Marques e Rui Veloso se juntam para criar uma faixa cheia de alma e cumplicidade. O instrumental, com toques tanto de suavidade (principalmente nas guitarras) e grandiosidade (devido à produção), acaba por espelhar estes sentimentos, servindo muito bem as vozes de Héber e Rui.

João Couto apresenta um doce da pop em ‘Massa do Meio-Dia

Massa do Meio-Dia é o nome do novo single de João Couto que conta com colaboração de Pedro Pode na produção (e instrumentos) e Gonçalo Salta na bateria. É o novo avanço daquele que será o sucessor de Carta Aberta, longa-duração do artista de 2018.

Esta nova faixa do cantor e compositor gaiense mostra as suas qualidades enquanto intérprete e compositor. As melodias do instrumental são bem construídas e orelhudas, culminando no refrão que se revela como um momento de pop excelente. A faixa é extremamente divertida – muito por causa daquela linha de baixo que dá ritmo à música –  e João consegue adicionar um carisma nostálgico à faixa com a sua entrega vocal. E a lírica? Cheia de humor, conta uma história relacionável de uma relação que parece real para estes tempos.

O segundo disco de João Couto tem data de lançamento marcada para o outono deste ano.

Pedro Geraldes leva Lázaro mais perto do rock com ‘Fogo de Artifício

Fogo de Artifício é o novo single de Lázaro, nome pelo qual se apresenta Pedro Geraldes (Linda Martini) a solo.

A faixa vê Geraldes aproximar-se mais do registo rock pelo qual nos habituou nos Linda Martini, com o seu manuseamento da guitarra a servir como a entrada principal desta música. Com toques de Sonic Youth bem presentes, com a sua distorção e efeitos, Geraldes faz o noise rock voar com a colaboração de Tiago Barbosa, Ana Matos Gonçalo Abreu. As camadas de baixo existentes no instrumental e a produção crua da faixa conferem-lhe o toque extrarruidoso que complementa o jogo de guitarras que vai surgindo ao longo da faixa.

Cleopatra‘ é a faixa que junta LEFT., YANAGUI e Extrazen

Cleopatra é o nome do novo single que junta LEFT.YANAGUIExtrazen. A faixa conta ainda com mistura e masterização de Charlie Beats.

Nesta faixa colaborativa, que retira influência ao R&B alternativo e à sonoridade de boy band, o instrumental apresenta um beat suave, com sintetizadores espaçosos e uma groove bem conseguida pelo baixo e bateria que permite aos intérpretes da faixa brilharem. Há vários hooks que vão surgindo ao longo da faixa, e o refrão é muito orelhudo, onde a melodia pop de ‘Cleopatra‘ é revelada em todo o seu esplendor.

Cleopatra‘ é uma faixa que mostra a química entre todos os seus intervenientes e que traz uma sonoridade que não está ainda muito explorada dentro do mundo da música portuguesa.

MALABOOS traz delay para dias em ‘Nascente

Nascente‘ é o nome do novo single dos MALABOOS que antecipa o seu longa-duração de estreia, Nada Cénico.

O trio formado por Diogo Silva (guitarra e voz), Ivo Correia (bateria, voz e sintetizador) e Rui Jorge (baixo) apresenta uma faixa cheia energética, onde o delay das guitarras vai guiando o instrumental pelos seus ritmos pujantes. A bateria e o baixo vão marchando por entre as guitarradas que vão aparecendo, culminando na libertação catártica em forma de explosão que fecha este capítulo de art rock influenciado por post-hardcorepost-rock de Cénico, que tem data de lançamento marcada para o próximo dia 28 de maio.

Príncipe parte do fim para o início em ‘Corre-me no Sangue

Corre-me no Sangue‘ é o nome do novo single de Príncipe, projeto de Sebastião Macedo. Este lançamento antecipa o lançamento do seu segundo longa-duração, Lugares de Memória, com data de lançamento marcada para o próximo dia 18 de junho. A faixa conta com participação de Bernardo Couto na guitarra portuguesa e de João Pimenta Gomes nas modulações.

Nesta sua nova faixa, Sebastião começou “por criar um fim“. “Se criamos fins é porque neles guardam princípios. Entendo que somos acompanhados por fins, neles procuramos respostas, mas só sabemos como criar novos inícios. A resposta será sempre uma nova pergunta. Só acaba aquilo que recomeça”, refere o artista. A faixa, que junta camadas de eletrónica a toques de portugalidade e fado no instrumental, confere espaço para a interpretação sentida de Sebastião ser o seu ponto alto.

Paulo Novaes cria um disco de união com Minha Cabeça

Paulo Novaes
Fotografia: Divulgação / Marina Novaes

Minha Cabeça é o nome do novo longa-duração de Paulo Novaes. Gravado entre o Brasil e Portugal, o disco conta com um leque vasto de convidados que inclui os portugueses Tiago NacaratoJaneiro. É o terceiro disco do artista e é o sucessor de Baú do Coração, de 2018.

Sobre este seu novo trabalho, o artista indica que “é um reflexo fiel do momento que vivi entre os anos de 2018 e 2020, quando morei em Lisboa e tive um crescimento muito interessante na minha carreira, numa clara consequência das muitas conexões que eu plantei nessa caminhada.” Este é um trabalho que evoca amizade e união, apresentando o turbilhão dos encontros que Paulo Novaes foi tendo durante o seu processo de criação.

Isto é algo que se faz notar na música, que soa calorosa – e a voz de Paulo é belíssima aqui – e diversa, abragindo vários géneros e ritmos, representativos das colaborações que vão surgindo ao longo do disco. Minha Cabeça soa a música de união e confraternização, povoada por poemas belos que acabam a alinhar-se com o momento que todos vivemos.

Rapaz Ego lança último single antes do seu disco de estreia

Crime em Tânger‘ é o novo single de Rapaz Ego – alter ego de Luís Montenegro (Salto) – antecipando aquele que será o seu longa-duração de estreia.

Aqui, Luís explora a sonoridade do rock psicadélico infuso com alguns toques de música oriental e eletrónica – não fosse em certo momentos os vocais de Luís serem manipulados ao ponto de soarem robóticos. O baixo da faixa vai pautando as variações de ritmos que vão acontecendo ao longo da faixa, acompanhada por riffs psicadélicos de guitarra e sintetizadores que retiram influência ao rock progressivo, culminando no clímax global que fecha a música.

Luís Montenegro é um artista de muitas facetas e influências e no próximo dia 14 de maio vamos descobrir tudo o que seu disco de estreia sobre o nome de Rapaz Ego nos poderá trazer.

RAY atira-nos à cara o seu rock’n’roll em ‘Morally Dubious

Morally Dubious é o nome do novo single de RAY, nome artístico pelo qual se apresenta Luís Raimundo (The Poppers, Keep Razors Sharp).

É uma faixa cheia de pujança na sua produção, onde o rock’n’roll sofre uma mutação via injeção de sintetizadores diretamente no seu ADN. Os ritmos são energéticos, a distorção da guitarra é elevada e a voz de Luís assenta neste tipo de instrumental que nem uma luva – a fazer lembrar os primeiros trabalhos de Billy Idol nessa junção. A sua capacidade de se fazer ouvir por entre as camadas do instrumental é notável, e contribui para o quão orelhudo soa o refrão da faixa.

Morally Dubious‘ fará parte do disco de estreia a solo de Luís Raimundo, que tem data de lançamento marcada para setembro de 2021. O disco conta com a produção de Paulo Furtado (The Legendary Tigerman).

Rony Fuego honra a sua ‘Mãe‘ num single autobiográfico

Dedicada “à sua e a todas as mães“,Mãe‘ é o novo single de Rony Fuego. A faixa conta com produção de Deejay Show.

Em ‘Mãe‘, a interpretação de Rony Fuego é sentida, contando uma história autobiográfica da relação do artista com a mãe e dos sentimentos que sente quando ela se encontra distante. O instrumental é suave e groovy, mas tem o seu toque de sentimental, culminando num belíssimo solo de guitarra que soa a como se alguém estivesse a chorar de saudades. Uma balada uptempo que acaba por ser a canção mais pessoal que Rony Fuego lançou até à data.

SaiR  junta-se a Puppy Smooth para nos fazer dançar em ‘At the Doorstep

At the Doorstep é o novo single de SaiR, nome artístico com o qual se apresenta Ruben Allen. Nesta sua nova faixa, o produtor junta-se ao nova-iorquino Puppy Smooth para criar uma faixa cheia de groove que retira influências à nu-disco para criar o beat sobre o qual Puppy Smooth desliza com o seu flow, carregado de barras cheias de humor e referências à cultura nova-iorquina, a fazer lembrar um pouco o trabalho de Marc Rebillet. Uma faixa superalegre que é impossível não bater o pé ao longo de toda a sua duração.

y.azz x b-mywingz refletem em ‘These Days‘, último singles do seu disco de estreia

These Days é o quarto single a ser retirado do álbum de estreia das y.azz (Mariana Prista) x b-mywingz (Margarida Adão), CYCLES, que será lançado no próximo dia 14 de maio. A faixa conta com colaboração de Vasco Completo na guitarra.

y.azz, autora da letra da faixa, indica que o tema nasceu em 2020, “ano que levantou questões importantes, foi um ano que nos consciencializou para algo que, apesar da sua presença e existência histórica e sistémica, era um tema que estava adormecido para muitos de nós, e que muitos outros pouca consciência tinham do seu peso no mundo atual.

A artista acrescenta ainda que, quando decidiu falar sobre “esta altura, e sobre racismo“, “não foi de ânimo leve, nem com intenção de me apropriar da experiência da comunidade negra” e que a mensagem passa por um “desabafo pessoal sobre tudo aquilo a que assistimos, mas é a frustração de uma mudança que não se move rápido o suficiente, é a incapacidade de ser indiferente, é um apelo a que todos nós continuemos a falar sobre este assunto intragável, e que sejamos capazes de exigir algo que nos sirva a todos, e não apenas a alguns e que, acima de tudo, sejamos conscientes do nosso privilégio e de como isto é vida ou morte – e ultrapassa os nossos ecrãs.

É óbvio que este tema surge na lírica de ‘These Days‘, pesada e bem construída, apontando para um problema muito real da nossa sociedade que não pode ser esquecido e ignorado. O instrumental, com as guitarras ansiosas de Vasco a complementar os sintetizadores espaçosos e escuros, cria uma ansiedade enorme e aumenta o sentimento de insatisfação com o sistema que a música revela e que se sente na voz de y.azz.

 

 

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