Cheira bem, cheira a café em Lisboa e no Porto. Pedir uma simples bica ou um cimbalino em cafés de especialidade, pode ser mais do que estar prestes a beber uma bebida à base de grãos de café torrados. O Espalha-Factos mostra-te onde beber café de qualidade.

Primeiro, é preciso explicar como chegar ao café de especialidade: resulta da conceção do café como uma arte e é chamada de terceira vaga. A qualidade deste café é começa no controlo dos produtores, passa para os distribuidores e chega por fim aos baristas.

O processo baseia-se assim nas características da fruta, no tipo de colheita, no processamento, na torrefação, na mistura e tudo culmina na moagem e extração, que deve ser feita apenas na altura do consumo.

O café de especialidade tem características peculiares. Pode até já ter acontecido que tenhas provado este café, feito uma cara feia e considerado aquele como um dos piores cafés. É talvez por isso que seja especial.

É preciso habituar o palato a este tipo de café, porque é diferente daquele a que estamos habituados. É ligeiramente ácido e encorpado e deve ser consumido no prazo de cerca de um mês após a torra.

Segundo, é preciso saber onde se pode apreciar o café de especialidade. Na capital ou na invicta, há mais de meia dúzia de locais que se dedicam à arte do café.

LISBOA

WISH SLOW COFFEE HOUSE

Fica num local conhecido pela arte urbana e pelas lojas com personalidade: o Wish Slow Coffee House fica na rua principal do LX Factory.

Da arte urbana, passamos para a arte do café. Aqui encontras café de vários tipos como: expresso, duplo, ristretto, americano, macchiato ou flat white. Quem está por detrás da preparação das bebidas com café é o barista da Nova Zelândia Adam Deck.

Além de café, não faltam razões para visitar a Wish Slow Coffee House. Na ementa há muffins (2,20 euros), tarteletes caseiras (2,5 euros) e mini dutch pancakes com toppings à escolha (varia entre os 3 e os 5,50 euros).

VALSA

É como ser guiado ao passo da dança clássica: um passo e encontra-se uma loja de discos e bar, outro passo e podem estar a decorrer aulas de música, concertos, workshops, exposições ou até sessões de cinema.

Funciona como uma Associação Cultural, na Rua da Penha de França, nº 270. Encontra-se um pouco de tudo no espaço Valsa, mas particularmente o café da Fábrica Coffee Roasters. Há três tipos: o Aeropress, filtrado e extraído na pressão em método invertido (1,50 euros); o Hario V60 01, filtrado e coado na clássica Hario V60, servindo uma pessoa (1,30 euros); e o Hario V60 02, igual ao anterior, mas servindo até três pessoas (3 euros).

Há ainda cervejas artesanais portuguesas (entre 2 e 4 euros) e tábuas ou petiscos para acompanhar as bebidas que variam entre os 8 e os 15 euros.

domingo chuvoso e friozin… nada melhor do que um café pra se esquentar! ❄️ aqui nosso café é selecionado e torrado…

Gepostet von VALSA am Sonntag, 7. April 2019

SIMPLI

No Simpli o café é feito de regras: regras que o qualificam como café de especialidade, mas também regras quanto à forma de servir. Tem uma gramagem específica por chávena e tem de ser tirado entre 20 e 26 segundos. Porquê? Para preservar todo o sabor do café que sai nos primeiros 20 segundos. Depois disso, sai apenas cafeína.

Fica no Rato e está aberto de manhã à noite – entre as 8h e as 20h – para servir café aos que precisam de despertar ou aos que já não têm energia ao fim de um longo dia.

Além das bebidas de café quentes – como o café especial da semana (1,25 euros) ou o café mocha (2,20 euros) – há bebidas frias com café, como o café gelado (2,10 euros) ou o cappuccino gelado (2,20).

Para comer há croissants e brioches (desde 1,20 a 2,40 euros) ou o menu brunch composto por: pão; arrufada, brioche ou croissant; bebida fria; bebida quente; compota, manteiga, queijo, fiambre; iogurte com fruta e granola; e ovos Benedict (15 euros).

https://www.instagram.com/p/Bv6XiJEnBwc/

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PORTO

7G ROASTER

Ao Cais de Gaia chega café do Panamá, da Etiópia e até da Costa Rica Las Lajas. Os baristas do 7G Roaster prepararam os chamados slow coffees na Aeropress, French Press, V60 ou Chemex. Custam entre 3€ e 5,50€.

Mas não é só de café que se faz o espaço. Os clientes são atraídos pelas smoothie bowls de fruta (entre 5,50 e 6 euros), as tostas como a Mediterrânea com pesto, queijo fresco, tomate seco, presunto, rúcula, azeite e tomate cereja (7,5 euros) ou a panqueca de chocolate e gelado de baunilha com chocolate, banana, morango, bolacha oreo e chocolate branco (6,5 euros).

MESA 325

A Mesa 325 é uma das pioneiras a servir café de especialidade. Caracteriza-se pelas diferentes formas de servir – Chemex, V60 e prensa francesa – e pelo conforto do espaço com uma decoração moderna e prática e com luminosidade no interior.

Algo inovador para um dos primeiros locais a servir café de terceira vaga são as chávenas feitas com borras de café. Fica na Avenida de Camilo, nº 325 – que deu nome ao espaço – no Bonfim.

https://www.instagram.com/mesa325/?hl=pt

BIRD OF PASSAGE

Entra-se no nº 185 da Rua do Duque de Loulé, Batalha e já cheira a café. O processo é minucioso: pesam-se os grãos, é medida a temperatura da água, controla-se a pressão, e programa-se os segundos de extração do café.

O barista Paolo referiu à Evasões que só trabalha “com cafés de torras leves que revelam acidez e aromas de fruta”.

Além das conhecidas bebidas de café como o cappuccino (2,50 euros), há batch brew (2 euros) e expresso tonic (3 euros).

Para comer há alfajor de maizena nos doces (2,20 euros) ou tostas de dolce de leche argentino (3 euros).