Muse no MEO Arena 2 de Mario
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Meio espetáculo de vista, meio Muse no MEO Arena

Como manda a tradição, os Muse lá vão regressando a Portugal, ano após ano. Com uma multidão de fãs agora não tão novos, mesmo que igualmente empolgados, e com uma setlist não tão diferente daquela apresentada o ano passado no NOS Alive, a expectativa era grande, e o primeiro dia de concerto no MEO Arena esgotou.

Um palco circular com duas extensões rasga o recinto, e por cima dele aparece suspenso do teto de madeira um enorme aparato semelhante a um Transformer de colunas, ecrãs e outros aparelhos tecnológicos cuja função é difícil de discernir. O cenário deixa adivinhar a dimensão do espetáculo que se está a aproximar, e o entusiasmo é visível no local, com os balcões já repletos de pessoas.

As luzes apagam-se para a banda entrar, disfarçada com fatos pós-apocalípticos e sob um ruído estrondoso vindo de todo o pavilhão. Uma dezena de esferas transparentes iluminadas por brilhantes LEDs brancos levantam voo do aparato e começam a pairar sobre o público, a lembrar a versão futurista da temática da tour, Drones.

Fonte: Facebook Everything Is New

Depois de uma introdução coral, a banda começa o concerto com duas músicas do último álbum, Psycho e Reapers, que apresentam guitarras agressivas mas também um pouco confusas. Ao mesmo tempo, passam vídeos relativos à temática do álbum, que faz lembrar uma distopia Orwelliana, nos ecrãs que circulam o alto do palco, juntamente com projeções que incidem sobre redes semitransparentes que entretanto desceram do aparelho.

Apesar do espetáculo ser vistoso, a saturação de sons existente nas músicas não estimula muito os ouvintes, e isso é ainda mais evidente quando, à terceira música, se ouvem as notas iniciais de Plug In Baby. O som é mais limpo e organizado, mas sem com isso sacrificar na agressividade dos fantásticos toques de guitarra de Mathew Bellamy. O público corresponde e no refrão criam na arena um assombroso coro. Os ânimos resfriam com The 2nd Law: Isolated System e The Handler, para voltarem depois a aparecer com Supermassive Black Hole.

Fonte: Facebook Everything Is New

Esta diferença na reação entre músicas antigas e recentes explicam o motivo pelo qual o MEO Arena encheu este dia, e ilustra a situação que os Muse enfrentam. Ao sétimo álbum apresentam já sinais de fadiga criativa, o que faz das suas atuações uma espécie de reunião musical mal-sucedida onde a banda necessita das suas músicas antigas para impulsionar os concertos.

A mensagem de Drones, uma tentativa de The Wall contemporâneo, não entusiasma, principalmente devido ao seu conceito apressadamente explorado e musicalmente atrapalhado.

Ainda assim a banda mostra que está aqui de coração cheio e com vontade de mostrar serviço: o espetáculo visual é impressionante; o palco rotativo, mesmo que por vezes fragmente a sua presença, permite a que todos os espetadores se encontrem a uma posição bastante boa dos artistas. Além disso, tem de se reconhecer o empenho da banda de vir a Portugal em nome próprio e com isso apresentar todos os meios técnicos que melhoram o seu espetáculo, ao invés de optar pela opção financeiramente mais segura de ir a um festival de verão, como aconteceu o ano passado e como é a opção de quase todas as bandas mais conhecidas.

Fonte: Facebook Everything Is New

No entanto, fica a faltar o toque de artista nos seus trabalhos mais recentes, e que arrasta para baixo metade do concerto. Se não fossem elementos passados como o riff de Knights of Cydonia, as linhas de baixo e o solo de Hysteria, ou a sucessão de piano de Starlight (com enormes balões a saltar sobre a multidão), este seria um concerto que rapidamente sairia da memória. Trata-se de um espetáculo que tenta marcar pelo impacto visual, não pelo valor musical, o que acontece com a maior parte dos artistas pop.

Resta esperar por uma chama criativa que motive os Muse a criar um álbum que consiga acompanhar a sua vontade técnica de artista, para que o seu legado não se vá já desvanecendo.

  1. “Opção financeiramente mais segura de ir a um festival de verão”? Mas tu sabes de que banda estás a falar sequer? Os Muse não apareceram a partir do NOS Alive, como devem ter aparecido na tua vida. Já tivemos cá concertos deles em seu “nome próprio” com bilhetes a 70 euros e não foi por isso que deixaram de estar completamente cheios. São conhecidos por se reinventarem a cada álbum e tu proclamas “sinais de fadiga criativa”? Falta de criatividade tens tu que és apenas mais um a tentar imitar o que muitos dizem, quando não percebem nada do assunto. Os Muse não são nenhuma banda de segunda, é uma banda que em festivais é cabeça de cartaz à frente de muitas bandas tão bem conceituadas e com verdadeiros hinos à música.
    Esta claramente não será a tua área.

  2. Você nem sabe o que está a falar, parece mesmo que ficou em casa e escreveu a típica critica que uma pessoa não entendida no assunto engole facilmente.

  3. Espetáculo fabuloso, do melhor. Grande banda em grande forma poucas actualmente como os Muse. Para além da qualidade criativa e musical que têm, incluem um espetáculo imagem, e luz impar.
    Único reparo deste concerto, para mim a qualidade sonora não foi a melhor e penso que seja do meo arena não terá as melhor condições acústicas para um concerto deste genero.

  4. Eu fui ao concerto do dia 3, mas não vi lá o Telmo Simões. Ele devia estar em casa a escrever este texto ridículo, enquanto que os que assistiam ao vivo e a cores, deliravam com toda a criatividade e qualidade com que os Muse nos brindaram. No fim do espetáculo, até achei que paguei pouco pelo bilhete, para a memória que me vai ficar para toda a vida, de uma das noites mais bem passadas que tive até agora.

  5. Falta de criatividade tem voce em não ter argumentos válidos para fazer a crítica ao concerto….como os pode acusar de acusar de falta de criatividade,quando os Muse a cada album se reenventam e apontam novas direções nuncam deixando o rock como ponto de partida e a cada acorde de guitarra e a cada secção rítmica ser logo reconhecível como sendo uma musíca sua,não habendo na actualidade e já ha muitos anos uma banda que se possa gabar de tal feito. Quanto ao espectaculo,cada um tem os seus gostos e aceito que possa não ter gostado,como eu tambem preferi o cenario que apresentaram na ultima tournée no estádio do dragão. Não os pode é acusar de falta de criatividade…

  6. Este Sr. não pode ter assistido ao mesmo concerto que os 18.000 assistiram em cada dia. Assisto a imensos concertos e festivais e só posso dizer que este está no TOP3, rivalizando até com o ultimo The Wall (sendo eu um fan incondicional do Universo Pink Floyd e derivados…). Concordo que a criatividade/qualidade do Second Law deixou algo a desejar, mas isso é completamente eliminado na actuação ao vivo e o Drones até se pode considerar um regresso ao passado. O ritmo do espectáculo é alucinante e isso talvez explique o facto de ninguém se ter sentado, durante todo o espectáculo. A qualidade técnica, de som, dos músicos, da organização foi absolutamente exemplar e irrepreensível. Cada um tem direito à sua opinião, mas do alto dos meus 50 anos, começo a ficar um bocado farto deste deste pseudo “Opinion Makers”.

  7. Bem, post ridículo em que pouco vai encontra ao que o concerto foi…”sinais de fadiga criativa, o que faz das suas atuações uma espécie de reunião musical mal-sucedida”, Enfim… O mesmo que eu ir escrever de politica quando de nada percebo…

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