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Rebelde Temporada 2. (L to R) Saak as Okane, Azul Guaita as Jana, Franco Masini as Luka, Sergio Mayer Mori as Esteban in Rebelde Temporada 2. Cr. Mayra Ortiz/Netflix © 2022

Crítica. ‘Rebelde’ melhora na segunda temporada, mas continua a faltar algo

Já saiu a segunda temporada de Rebelde, o reboot da Netflix, e há muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Existe um pouco de tudo nesta nova temporada, e vemos novos lados, que nunca pensámos existir, em certas personagens.

Nesta nova temporada começamos onde acabámos, com Sebas (Alejandro Puente) e MJ (Andrea Chaparro) a ganharem a Batalha das Bandas, criando uma inimizade com Jana (Azul Guaita), que está também agora de costas voltadas com Esteban (Sérgio Mori). Este, por sua vez, começa a criar uma certa distância entre o seu melhor amigo Dixon (Jerónimo Cantillo) e começa a ser visto pelo seu pai biológico como um verdadeiro Colucci, algo que Luka (Franco Masini) já nem se preocupa em provar. Já Andi (Lizeth Selene) e Emilia (Giovanna Grigio) começam a ver a sua relação a ruir.

Temos ainda a introdução de novas personagens, tais como Okane (Saak), um novo aluno do Programa de Excelência Musical que vai ser uma dor de cabeça tanto para Jana como para Luka, e não sabemos realmente se é alguém em quem se pode confiar ou não, mas sabemos que o queremos de volta para a terceira temporada.

A nova amiga colorida de Esteban vai ser Ilse (Mariané Cartas), uma estudante bolseira de Gestão que está a estagiar na escola. E a maior adição, mas não menos importante, é a do professor Gus Bauman (Flavio Medina), um ex-produtor de música à procura de uma nova estrela que não joga limpo para chegar ao topo. Custe o que custar, custe quem custar.

Um dos aspetos mais positivos desta temporada é o maior tempo de antena de algumas personagens que não tinham tido muita relevância na primeira temporada, como é o caso de Laura (Alaíde), que não só tem mais tempo de antena, como ainda ganha uma própria storyline ao envolver-se e ganhar alguns sentimentos por Esteban. Para não falar das suas interações com outras personagens, que a fazem tornar-se um pouco mais relevante, mas ainda sem uma relevância suficiente para se tornar um elemento-chave da narrativa.

Algo também positivo que esta temporada nos ofereceu foi a relação entre Luka e Okane, tornando a primeira personagem um pouco mais um humano que realmente tem sentimentos, e não apenas o robô que planeia ser o melhor e que não olha a meios para chegar aos seus fins. Continua obviamente rebelde e o maior opositor ao seu pai e às decisões deste, mas finalmente podemos ver um outro lado da personagem com esta relação. O mesmo aconteceu a Sebas, que na primeira temporada era alguém frio, podendo ser considerado o maior vilão da temporada, agora é alguém que se importa com o que o outro pensa e se mostra mais vulnerável.

Rebelde, temporada 2
Rebelde – Netflix © 2022

Já com Esteban, aconteceu totalmente o contrário. Aquele que era a personagem principal da primeira temporada, com a humildade a que nos tinha habituado, tornou-se em alguém mais frio e mais distante, fazendo mesmo parecer que se tornou num verdadeiro Colucci, agora que sabe a verdade sobre as suas origens. Quase que parece que trocou de personalidade com Luka.

Sem intenção de revelar o final, também podemos ver que todo o esforço de melhorar a personagem de Sebas foi por água a baixo nos últimos minutos do último episódio. Já Jana, também parece estar diferente da menina perfeita e que tenta agradar tudo e todos, a importar-se menos com as aparências, e isso é algo que lhe fica bem. A confiança e a tranquilidade que a personagem ganhou consigo mesma, sem querer saber das opiniões de outros, foi um dos grandes pontos positivos desta temporada.

No que toca a questões mais técnicas, a realização e a produção deixaram um pouco a desejar. O grande ponto positivo é que a série finalmente se distanciou o suficiente da série original e da banda RBD, mas com o conteúdo presente nesta temporada podiam ter investido muito mais no produto final. Existem várias cenas importantes em que os cenários, quando não era necessário serem melhorados, podiam ter sido aproveitados para que se criassem alguns planos que ficassem na memória e ficassem bastante bem feitos, melhorando também a estética de toda a série mexicana.

Em conclusão, apesar desta nova temporada se tornar um pouco mais parecida com Elite, visto que o quarteto sexo, álcool, drogas e dinheiro se torna muito presente e relevante para a trama, para a série que é, o trabalho está bem feito e bem conseguido. Podes assistir à segunda temporada de Rebelde na Netflix.

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7.5

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