super bock em stock
Fotografias: Divulgação

Super Bock em Stock. Os artistas que não podes perder na edição de 2021

Os dias 19 e 20 de novembro marcam o regresso da música à Avenida da Liberdade e às suas artérias adjacentes, em Lisboa, para mais uma edição do Super Bock em Stock, onde mais de 50 artistas irão atuar em dez salas ao longo dos dois dias de festival. Dotado de um cartaz (mais uma vez) eclético, o Espalha-Factos apresenta-te a lista de concertos que não podes perder na edição deste ano do festival lisboeta.

Dia 19 (sexta-feira)

Acácia Maior // 19h45 – Casa do Alentejo

Henrique Silva e Luís Firmino, dois artistas cabo-verdianos residentes em Portugal, formam o coletivo Acácia Maior, um projeto independente que visa continuar a transformar a cultura cabo-verdiana. Entre a morna e a mazurca, o reggae e o zouk, o hip hop e o funaná, a música dos Acácia Maior não parecem ter quaisquer fronteiras, como evidenciado pelos dois singles que lançaram até ao momento, ‘Catá Bórre‘ (com Cachupa Psicadélica) e ‘Sodade d’Mascrinha’ (com Cachupa Psicadélica e Eliana Rosa) – sendo esta última uma das faixas mais interessantes que ouviu pelas ondas da música portuguesa em 2021. Enquanto o grupo se prepara para desvendar as dez canções que farão parte do seu disco de estreia, ainda a editar este ano, sobem ao palco na Casa do Alentejo para um concerto que certamente irá ser uma verdadeira festa para quem estiver presente.

T-Rex // 19h45 – Bloco Moche (Capitólio)

Poucos nomes tiveram o impacto de T-Rex no mundo do hip hop tuga durante o ano de 2021. Com três singles a solo – incluindo a incrível ‘Volta’, uma das melhores canções do ano em Portugal -, mais umas quantas colaborações com artistas como Diana Lima ou Julinho KSD, foi um ano preenchido para o artista de Monte Abrão que integra a alargada família Mafia 73. Sendo este ano o culminar da (por enquanto) curta carreira de T-Rex, é natural que o concerto do artista no Capitólio, como parte do Bloco Moche do festival, seja um dos mais antecipados concertos das primeiras horas do Super Bock em Stock. Por entre camadas de autotune e alguns dos beats mais suaves e bem produzidos do hip hop tuga, o concerto de T-Rex tem potencial para ser uma experiência transcendente para quem estiver presente – vejamos se as expectativas se confirmam.

Pimenta Caseira // 20h15 – Sala Santa Casa (Garagem Epal)

A programação da Sala Santa Casa (Garagem Epal) no Super Bock em Stock é preenchida por soms emergentes indicados por artistas já estabelecidos no meio. Na primeira noite do festival, a honra da curadoria fica a cargo de DJ RIOT, um dos nomes mais conhecidos da noite clubística portuguesa e ex-membro dos grande Buraka Som Sistema. O primeiro dos nomes escolhidos pelo artista a subir a palco é o coletivo Pimenta Caseira, constituído por Fred Martinho, conhecido também por B.E.R.A (HMB), na guitarra e talkboxGui Salgueiro, conhecido como Yanagui, nas teclas, Zé Maria no saxofone, sintetizadores e vocoderAriel Rosa na percussão. O grupo traz na bagagem o seu disco de estreia, Pimenta Caseira – Cais Vol. 1, que será lançado ainda antes do final do ano. O primeiro avanço do disco de estreia do coletivo, fixado na Rua Cor de Rosa, no Cais do Sodré, em Lisboa, ‘Dá-me Tudo‘, é um vislumbre daquilo que é a sonoridade dos Pimenta Caseira: algures entre Daft Punk e o G-Funk, com as grooves a multiplicarem-se para nos pôr a dançar. Será certamente um concerto cheio de alegria e improvisação, um dos mais groovy de todo o festival, onde a dança será o mote para todos os que estiverem presentes.

Tomás Wallenstein // 20h40 – Teatro Tivoli BBVA
Tomás Wallenstein
Fotografia: Divulgação / Matilde Travassos

Fãs do panorama indie português reconhecerão imediatamente o nome de Tomás Wallenstein que, na última década, enquanto compositor e letrista dos Capitão Fausto, ajudou o grupo lisboeta a tornar-se no porta-estandarte da cena alternativa portuguesa. O também criador da editora Cuca Monga, responsável pelo lançamento de artistas como Luis Severo, Zarco ou Rapaz Ego, tem dado vários concertos a solo, ao longo do último ano e pouco, onde apresenta um repertório que consiste em versões de outros autores, compositores ou poetas ao piano, com o cunho melódico reconhecido ao artista. Indo além da homenagem e exploração das cantigas de alguns dos maiores autores da música portuguesa, o concerto a solo de Wallenstein é também um símbolo da sua crescente maturidade enquanto artista, um que está cada vez mais confortável em ir para lá do que se pode esperar dele.

Mundo Segundo & Sam The Kid // 20h45 – Sala Super Bock (Coliseu dos Recreios)
Mundo Segundo e Sam The Kid
Fotografia: Divulgação

É em palco que dois dos maiores nomes da história do hip hop português têm moldado a sua parceria: Mundo Segundo, líder dos Dealema, e Sam The Kid, um nome sinónimo do hip hop português. Com alguns singles já lançados entre ambos, a colaboração ainda não trouxe um projeto inteiro para o público de ambos os artistas disfrutar – apesar de, alegadamente, este estar finalmente a ser preparado para um lançamento em breve. Com alguns dos concertos mais emblemáticos do género nos últimos anos, é expectante que a subida ao palco do Coliseu dos Recreios por parte do duo seja mais um a juntar à lista. Energia de certeza que não vai faltar, tanto por parte dos artistas de Gaia e Chelas, como da parte de um público sempre pronto a recebê-los.

Rainhas do AutoEngano // 21h15 – Sala Ermelinda Freitas (Maxime)

As Rainhas do AutoEngano são um trio transatlântico constituído por três cantautoras e multi-instrumentistas: a portuguesa Madalena Palmeirim e e as brasileiras residentes em Lisboa Zoe Dorey e Natalia Green. O grupo foi uma das belas surpresas do ano de 2021 na música portuguesa, lançando quatro singles de aconchegar o coração que dançam entre o indie pop, a bossa nova e a MPB, e preparam-se para revelar o seu curta-duração de estreia em breve. Em palco, esperamos que o concerto do trio seja um dos mais aconchegantes e emocionais do festival, onde a sua sensibilidade melódica se intercala com os dotes vocais e instrumentais de cada um dos elementos do grupo.

Atalaia Airlines // 22h00 – Palácio da Independência

O concerto dos Atalaia Airlines, no primeiro dia do Super Bock em Stock, será mais que um simples concerto: esta será a estreia ao vivo do grupo constituído por Afonso Sêrro, Humberto Dias e Pedro Puccini, num dia marcado pelo lançamento do LP homónimo de estreia do trio. Espera-se uma verdadeira festa no Palácio da Independência, cuja programação ficou a cargo da editora Cuca Monga. A juntar-se ao trio em palco, estarão alguns convidados que, certamente, ajudarão a tornar a noite ainda mais memorável: João SalaMike El Nite, Iguana Garcia e Alexandre Guerreiro. Com uma sonoridade que viaja entre o vaporwave, o city pop e o smooth jazz, com toques pop nos seus hooks bem orelhudos, os Atalaia Airlines reformulam a estética kitsch para homenagearem um local boémio que frequentam regularmente, o restaurante-bar “O Avião”.

Paulo Novaes // 22h00 – Casa do Alentejo

Viveu em Portugal entre 2018 e 2020, onde estabeleceu as raízes que moldaram o seu terceiro disco. Paulo Novaes é um dos cantautores brasileiros mais aclamados dos últimos anos e traz à Casa do Alentejo o seu mais recente longa-duração, Minha Cabeça, um disco que une a poesia e a música num fluxo de cantigas bem construídas e instrumentações que nos arrebata o coração sempre que possível. Com a participação de Leo Middea durante o concerto, o regresso de Paulo Novaes a Lisboa é um daqueles gigs que pode passar despercebido ao olhar para o cartaz do festival mas que, para quem estiver mais atento, promete ser um dos concertos que mais corações irá arrebatar ao longo dos dois dias de evento.

João Não & Lil Noon // 22h20 – Sala Santa Casa (Garagem Epal)

A segunda escolha de DJ RIOT para a Sala Santa Casa (Garagem Epal) foi João Não Lil Noon, marcando mais uma visita dos dois aos palcos lisboetas. Responsáveis por um dos projetos mais interessantes do ano, Terra-Mãe, os dois artistas são um dos tesouros escondidos do primeiro dia do festival. Em Terra-Mãe, os instrumentais de Lil Noon servem de fundo para a escrita poética e nostálgica de João Não, que se apresenta como o representante gondomarense do “Novo Fado”, que junta uma componente eletrónica ao espírito e sentimento do género musical português que é Património Imaterial da Humanidade. Numa ode às suas origens e ao diálogo entre os dois artistas, o concerto de João Não e Lil Noon será certamente um momento muito bonito na edição deste ano do Super Bock em Stock. E qualquer momento para se ouvir Dancetaria Love ao vivo é, na realidade, um momento que não se pode perder.

Soluna // 22h50 – Cinema São Jorge (Sala 2)

Apesar de ainda não ter disco lançado, o nome de Soluna é dos mais entusiasmantes a surgir no mundo da música portuguesa. Depois de ter feito parte da banda que acompanha Dino d’Santiago em palco, a artista que nasceu na Argentina, cresceu na Catalunha, Espanha, e estudou no Algarve antes de se mudar para Lisboa prepara-se para iniciar a sua carreira a solo no próximo dia 26 de novembro com o lançamento do seu single de estreia, Flaca’. A sonoridade de Soluna junta as suas influências latinas ao R&B contemporâneo de artistas como 070 Shake ou H.E.R., fazendo lembrar, por momentos, as explorações sónicas que Kali Uchis tem vindo a fazer nos últimos anos no seio do reggaeton. Em palco, Soluna tem surgido acompanhada de uma das DJs emergentes da noite portuguesa, King Kami, que certamente dará um sabor extra a uma noite que promete ser cheia de ritmos e dança para quem for à Sala 2 do Cinema São Jorge.

The Legendary Tigerman (One Man Band) // 23h00 – Teatro Tivoli BBVA
Legendary Tigerman
Fotografia: Divulgação

Uma adição tardia ao cartaz do festival, fruto do cancelamento dos cabeças de cartaz Black Country New Road, o concerto de The Legendary Tigerman, o nome pelo qual se dá a conhecer o artista multifacetado Paulo Furtado, será certamente um dos pontos altos do primeiro dia do festival. Para quem ainda não conhece a energia contagiante da one man band que é Tigerman ao vivo, tem aqui uma excelente oportunidade para o fazer. Em palco, o artista surgirá acompanhado da sua guitarra, um bombo e prato-choque, numa noite que terá também convidadas em formato virtual para adocicar o show de cantigas do lendário homem tigre.

Lava La Rue // 23h30 – Bloco Moche (Capitólio)

Lava La Rue é uma das artistas mais entusiasmantes a surgir na cena musical de Londres. Com uma sonoridade eclética que varia entre o R&B alternativo, hip hop, trap e eletrónica, adocicadas por toques de punk, britpop e hyperpop, a música de Lava La Rue é a voz de uma geração, contando as histórias que vai vivendo em Ladbroke Grove, na região oeste de Londres, um lugar que é mais do que uma casa para a artista de 22 anos. Com canções que refletem questões atuais, como as da sexualidade e género, desigualdades sociais e educação num Reino Unido divido no período pós-Brexit, a artista traz na bagagem o seu mais recente EP, Butter-Fly, um dos lançamentos mais interessantes do ano no panorama do R&B britânico e que, entre o psicadélico libertador das faixas, a voz suave da artista e as grooves que povoam a música da artista, tem o potencial para colocar todo o Capitólio ao rubro.

Sports Team // 23h45 – Sala Rádio SBSR.FM (Estação Ferroviária do Rossio | IP)
Sports Team
Fotografia: Divulgação

Este promete ser um dos concertos mais energéticos e caóticos de todo o festival. Os Sports Team, oriundos de Cambridge, Reino Unido, são constituídos por Jerry Cummins (baixo), Alex Greenwood (bateria), Rob Knaggs (guitarra), Alex Rice (vocais) e Henry Young (guitarra) e trazem debaixo do braço o seu disco de estreia lançado no ano passado, Deep Down Happy, nomeado para o Mercury Prize do ano passado. Com uma sonoridade algures entre o indie rock britânico e o post-punk, as guitarras e linhas de baixo dos Sports Team vão meter a Sala Rádio SBSR.FM de braços abertos para o crowdsurfingmoshpits que se esperam que venham a acontecer.

Dia 20 (sábado)

Lila // 19h00 – Cinema São Jorge (Sala 2)

Conta com apenas singles lançados, mas Lila é uma artista emergente no mundo da soul portuguesa. A sua voz suave e melodiosa é o seu grande trunfo e uma sala como a Sala 2 do Cinema São Jorge tem as condições ideias para a artista se apresentar a um público maior e pronto a recebê-la. A sua música invoca o mundo da soul, do R&B escuro e hip hop, conseguindo soar intimista e acariciante ao mesmo tempo, transportando os ouvintes para um estado de espírito de calma hipnotizante, onde coexistimos apenas com a artista numa sala tingida de vermelho e negro.

Bejaflor // 19h45 – Sala Rádio SBSR.FM (Estação Ferroviária do Rossio | IP)

É dos artistas mais entusiasmantes e ecléticos da música portuguesa e sobe ao palco da Sala Rádio SBSR.FM para um concerto que promete ser imperdível. Bejaflor passou o ano de 2021 a prosseguir o seu desenvolvimento enquanto produtor e artista, apresentando uma mescla de singles que viajam pelo fado, shoegaze e funk cariosa, prosseguindo o desenvolvimento da sonoridade hi-fi pop que havia introduzido no seu EP de 2020, Bejaflor 2. Em palco, Bejaflor não irá surgir sozinho, com vários convidados agendados para subir ao palco com o artista e apresentar as suas colaborações.

Bateu Matou c/ Convidados // 20h10 – Teatro Tivoli BBVA

Autores de Chegou, um dos discos mais potentes do ano, os Bateu Matou preparam-se para subir ao palco do Teatro Tivoli BBVA para apresentar o seu longa-duração de estreia em junção com vários convidados que vêm apimentar a noite. O trio composto por Ivo Costa, DJ RIOT e Quim Albergaria prepara-se para meter o público a suar com os seus ritmos alucinantes e batidas pujantes que caracterizam a sua música, que promete colocar mesmo uma audiência sentada de pé a dançar. Só assim podemos verdadeiramente vibrar com a música dos Bateu Matou, que irá certamente ser um dos concertos mais memoráveis do segundo dia do festival.

Monday // 20h15 – Sala Santa Casa (Garagem Epal)
Monday
Fotografia: Divulgação

No segundo dia do festival, a curadoria da Sala Santa Casa (Garagem Epal) fica a cargo de Samuel Úria e é deste que vem a escolha do nome de Monday, o projeto a solo de Cat Falcão (Golden Slumbers). Apresenta o seu mais recente EP, Room For All, considerado um dos melhores discos de 2020 pelo À Escuta, a rubrica semanal do Espalha-Factos sobre sobre música portuguesa. A música de Monday é enternecedora, suave, recheada de melodias orelhudas e conta com alguma da melhor escrita na música portuguesa. Será certamente um concerto adorável e que nos embalará nas suas guitarras e sintetizadores noite dentro.

Primeira Dama & Sua Banda // 21h20 – Sala Rádio SBSR.FM (Estação Ferroviária do Rossio | IP)

Primeira Dama é Manel Lourenço, uma das caras da editora Xita Records e um dos nomes mais proeminentes da cena alternativa portuguesa atual. O artista vai subir ao palco da Sala Rádio SBSR.FM com a sua banda, constituída por Martim Brito (bateria), António Queiroz (baixo), João Raposo (guitarra e sintetizador) e Inês Matos (guitarra-solo), para apresentar o seu última longa-duração, Superstar Desilusão, um disco em que o artista se apresentou num novo registo, mais experimental, influenciado pelo garage rock, com o autotune a ser uma arma utilizada ao longo das várias faixas do disco. Com a capacidade de Primeira Dama enquanto cantautor a não se perder neste registo, o concerto no segundo dia do Super Bock em Stock tem potencial para ser dos mais interessantes de todo o festival.

Iceage // 22h00 – Sala Super Bock (Coliseu dos Recreios)

Promovidos a cabeça de cartaz do segundo dia do festival após o cancelamento dos Black Country New Road, os dinamarques Iceage estão de regresso a Portugal para um concerto que promete ser a grande atração do segundo dia do festival. A banda constituída por Johan Suurballe Wieth (guitarra), Jakob Tvilling Pless (baixo), Elias Bender Rønnenfelt (vocais), Casper Morilla Fernandez (guitarra) e Dan Kjær Nielsen (bateria) vem apresentar o seu mais recente longa-duração, Seek Shelter, gravado em Portugal com a presença do Lisboa Gospel Collective, um disco onde a banda deixou a sua sonoridade punk – mas não a atitude – um pouco de lado para apresentar músicas com maior influência da americana, do baggie e do britpop. Os arranjos são ainda mais arrojados do que em Beyondless e a enormidade das canções de Seek Shelter são o recreio para que o carisma em palco de Elias e companheiros encante o público do festival. Que surpresas terão reservadas para nós, só na noite iremos descobrir, mas promete ser um concerto belo, energético e explosivo.

Leo Middea // 22h00 – Casa do Alentejo

Leo Middea é um nome especial no mundo da música brasileira. Jovem mas já com um vasto repertório, a voz de Middea é doce, gentil, leve e capaz de nos colocar a dançar quando abraçada aos instrumentais que invocam toques de pop e MPB, mas refrescada para 2021. Atualmente radicado em Lisboa, Middea apresenta o seu mais recente EP, Beleza Isolar, uma coleção de cantigas nostálgicas e que gritam verão, prontas para nos embalar pelas melodias que constituem as suas brisas. Vai ser, com certeza, um momento bonito na Casa do Alentejo, especialmente tendo em conta a relação próxima que o artista tem com a cidade de Lisboa, espelhada no seu single mais recente, Hello Goodbye.

Cláudia Pascoal // 22h50 – Cinema São Jorge (Sala 2)

Cláudia Pascoal tem feito um caminho, no mínimo, interessante que a levou ao ponto onde se encontra na sua carreira. Passou por vários programas de talento pelas várias televisões portuguesas, representou Portugal na Eurovisão em 2018, e voltou à carga em 2020 com o seu disco de estreia, !. A sua passagem pelo Super Bock em Stock marca o ponto de encontro entre o fechar do ciclo de ! para a artista de Gondomar e o início de um novo, marcado pelo lançamento do seu mais recente single,Fado Chiclete. Na Sala 2 do Cinema São Jorge, espera-se um concerto extremamente colorido e divertido, próprio para todas as idades, marcado pelo humor e carisma da música de Cláudia Pascoal.

David & Miguel // 23h00 – Teatro Tivoli BBVA
à escuta David e Miguel
Fotografia: Divulgação/ Renato Cruz Santos

Depois do sucesso deInterveniente Acidental, uma das melhores faixas de Miramar Confidencial e do ano 2019, David Bruno Mike El Nite regressaram às parcerias em 2021 em forma de dupla como David e Miguel. O disco de estreia da dupla, intitulado Palavras Cruzadas, é marcado pelo estilo kitsch português que ambos os artistas sempre invocaram, capturando a essência das histórias de amor e desamor portuguesas, conjugadas com alguns dos melhores refrões do ano e com algumas das barras mais engraçadas que podemos ouvir de ambos os artistas. Com as guitarradas românticas de Marco Duarte a adoçar ainda mais a coisas, o concerto de David & Miguel no seu regresso ao Tivoli (onde já atuaram este ano) será certamente um concerto bombástico e divertido para todos os presentes.

Wet Leg // 23h10 – Sala Rádio SBSR.FM (Estação Ferroviária do Rossio | IP)

Têm apenas dois singles lançados, mas as Wet Leg, duo constituído por Rhian Teasdale e Hester Chambers, são um dos grupos sensação do ano de 2021. Não é difícil ver porquê: a sua música ecoa a influência de grupos como Franz Ferdinand ou Yeah Yeah Yeahs, atualizada para a estética do post-punk britânico de 2021. Guitarras ao alto e bem estridentes, grooves bem dançáveis e a entrega vocal bem característica do grupo juntam-se para criar canções pop orelhudas que são impossíveis de ignorar – é a mistura entre sunshine pop e garage rock a funcionar. Ao vivo, trazem mais novas cantigas que serão lançadas no futuro, e tudo o que queremos fazer é dançar ao som de Wet Leg para o que se espera ser um concerto intenso na estreia do grupo por terras portuguesas.

Priya Ragu // 23h45 – Cinema São Jorge (Sala Manoel de Oliveira)

O R&B de Priya Ragu não é o que se espera. Partilha muitas das características do género, mas leva um twist oriental proveniente das suas raízes do Sri Lanka, infundindo a sua música com os ritmos pulsantes e característicos da dança sul-asiática. A isto, a artista associa a sua capacidade de criar canções pop orelhudas e altamente dançáveis, como demonstrado na sua mixtape de estreia lançada este ano, Damnshestamil. Espera-se que seja um dos concertos mais surpreendentes a acontecer na edição deste ano do Super Bock em Stock.

Moullinex b2b Anna Prior // 00h30 – Sala Super Bock (Coliseu dos Recreios)

É o último concerto da edição de 2021 do Super Bock em Stock e espera-se que seja um fechar com chave de ouro do festival. Moullinex e Anna Prior (baterista dos Metronomy, que atualmente vive em Portugal) foram desafiados pela organização do evento a apresentar um DJ set em conjunto. Espera-se um set onde possamos ouvir músicas de ambos os artistas, mas também descobrir novas sonoridades que resumem um pouco do eclectismo do Super Bock em Stock.

Abaixo, podes consultar o cartaz final da edição de 2021 do Super Bock em Stock. Os bilhetes ainda podem ser adquiridos nos locais habituais ou no website do evento.