Foto: 'Red (Taylor's Version)' / divulgação

Crítica. Taylor Swift estreia novo álbum e curta-metragem de ‘All Too Well’

As primeiras folhas de outono já estão a cair e isso é sinal que devemos pôr Taylor Swift a tocar nas nossas playlists. Por sorte, a cantora norte-americana lançou nesta sexta-feira, dia 12, o seu mais recente álbum, Red (Taylor’s Version). Uma regravação do álbum que lançou em 2012, com novas músicas, novas colaborações e novos conteúdos.

Para contextualizar, em 2019, a artista perdeu os seus direitos como proprietária dos seus primeiros seis álbuns. Visto que não pôde comprar o catálogo das obras que escreveu sobre a sua vida pessoal, para poder reaver os masters dos seus álbuns, Taylor viu-se obrigada a regravar e relançar os seus primeiros trabalhos discográficos, e tem contado com o apoio incondicional dos seus fãs.

Com este novo álbum veio a tão aguardada, e requisitada, versão de dez minutos deAll Too Well, uma das canções favoritas dos fãs, e também da cantora. Não menos importante, com esta nova versão veio também um pequeno filme, intitulado All Too Well: The Short Film.

O projeto teve direito a um evento de estreia em Nova Iorque, que contou com a presença de Taylor Swift e de vários fãs, selecionados pela própria e pela sua equipa. Agora encontra-se disponível no YouTube.

A curta, baseada nas letras e dramas da canção de Taylor, é protagonizada por Sadie Sink e Dylan O’Brien. Com direção da própria cantora, esta também tem um pequeno papel no filme. A peça segue toda a relação de um jovem casal, as suas desavenças e os seus momentos de maior paixão, ou seja, os seus altos e baixos, enquanto a canção que dá título ao filme toca no background a representar essas respetivas fases do relacionamento.

O que mais há que louvar nesta curta-metragem é a performance da atriz Sadie Sink. É brilhante a forma como esta consegue transmitir todas as emoções que a personagem implica. Não há nenhuma cena em que seja impossível ficar indiferente a Sadie e a todas as suas expressões. É maravilhosamente cativante, assim como a forma como ambos os atores têm uma química intensa e incrivelmente realista. Se não soubéssemos que era ficção, diríamos que eram um casal real.

Imagem: ‘All Too Well: The Short Film’ / divulgação

Quem também está de parabéns é Taylor Swift, pois foi ela quem dirigiu e escreveu o roteiro da peça. Baseado em acontecimentos da vida da cantora, a canção, ao servir de inspiração e base para o desenlace da história, é algo muito bonito e pessoal, o que o torna mais especial. É quase como se estivéssemos a assistir, em primeira fila, a acontecimentos da vida amorosa da cantora, de há mais de dez anos atrás.

Em geral, está um filme espetacular e totalmente cativante. A cena mais tensa de toda a peça, em que o casal discute, é talvez o ponto alto da atuação de ambos os atores, é o clímax de todas as emoções e onde se sente realmente que se está preso a esta história. É tudo o que fãs esperavam de Taylor Swift. A artista continua a surpreender com o seu talento e rigor em tudo o que lança, sejam álbuns, canções, videoclipes ou, agora também, filmes.