Red (Taylor's Version)
Fotografia: Taylor Swift/Twitter

‘Red (Taylor’s Version)’. As reações da noite de lançamento da regravação

Taylor Swift lançou esta sexta-feira, dia 12 de novembro, ‘Red (Taylor’s Version)’. Ao longo da noite de lançamento, muitas foram as reações à regravação do álbum de 2012, que conta com 30 temas, incluindo os que foram excluídos há nove anos, e chega para continuar a caminhada da cantora pela luta pelos direitos das próprias canções.

O lançamento da regravação já tinha sido anunciado com cinco meses de antecedência, a 18 de junho. Inicialmente previsto para sair a 19 de novembro, o lançamento foi antecipado uma semana. Este é o segundo álbum regravado dos seis que a artista pretende relançar.

Nas redes sociais, Taylor agradece aos fãs o apoio neste processo de regravação do seu antigo trabalho: “Nunca teria sido possível voltar atrás e refazer o meu trabalho anterior, desvendar arte perdida e pérolas esquecidas ao longo do caminho se vocês não me tivessem encorajado”. A artista faz referência à conquista dos direitos do ‘Red’, motivo pelo qual está a regravar todo o antigo reportório. “O álbum ‘Red’ está prestes a ser meu novamente, mas sempre foi nosso. Agora começamos de novo”, continua a artista no post.

Para além das 20 canções regravadas do álbum original (16 presentes na versão standard de 2012, mais quatro bónus que a versão deluxe também incluía), a regravação inclui mais seis temas que foram excluídos do álbum e a artista apresenta como ‘From the vault’. Essas canções são ‘Better Man’ e ‘Babe’, já conhecidas do público, porque Taylor as ofereceu a bandas country para gravarem (respetivamente aos Little Big Town, em 2016, e Sugarland, em 2018), admitindo que tinham sido escritas durante o processo de criação do ‘Red’.

Em ‘Red (Taylor’s Version)’ é a própria artista que as interpreta. ‘Ronan’ foi uma canção que Taylor Swift escreveu em conjunto com Maya Thompson, mãe do rapaz de três anos que faleceu vítima de cancro que dá nome à música. A canção foi lançada em 2012, mas não fez parte do álbum – foi lançada como single e arrecadou 100 mil dólares para pesquisas sobre cancro infantil. As restantes são canções inéditas que Taylor foi buscar ao baú: ‘Nothing New’ (com Phoebe Bridgers), ‘Message in a bottle’, ‘I bet you think about me’ (com Chris Stapleton), ‘Forever winter’, ‘Run’ (com Ed Sheeran), ‘The very first time’ e a tão aguardada versão de dez minutos de ‘All Too Well’.

A noite de lançamento foi preenchida para a cantora norte-americana. ‘Red (Taylor’s Version)’ saiu à meia-noite (5h da manhã em Portugal) e, pouco menos de meia hora antes, Taylor Swift esteve à conversa com Jimmy Fallon no The Tonight Show. O apresentador não poupou os elogios à artista. “Eu não sei se tu compreendes o quão grandiosa és, o quão fenomenal és”, diz Fallon.

Taylor Swift
Taylor Swift no ‘The Tonight Show with Jimmy Fallon’ | Fotografia: Reprodução

Taylor explica que durante o processo de regravação desenterrou algumas canções que escreveu, mas que não fizeram parte da tracklist dos álbuns originais. “Eu pensei ‘quero guardar esta para um próximo álbum’, mas depois o álbum seguinte acaba por ser algo completamente diferente”, esta é a justificação da cantora para as canções ‘From the vault’, que podemos ouvir na regravação, mas que foram excluídas do álbum de 2012.

‘All Too Well’: hit de sucesso surge de um acaso

À conversa com Jimmy Fallon, a artista conta a história inédita da canção fan favourite ‘All Too Well’, que confessa também ser a sua favorita do álbum. A composição da canção remete para um dia de ensaios para a ‘Speak Now World Tour’ em que Swift, com 21 anos na altura, estava “muito em baixo e triste” e começou a tocar os mesmos quatro acordes de guitarra repetidamente. “A banda juntou-se, eu comecei a cantar sobre o que sentia e a canção começou a construir-se com intensidade e isto durou de 10 a 15 minutos” conta.

“Terminámos e regressámos ao ensaio estipulado. No final do dia a minha mãe foi ter com o homem do som e perguntou: ‘Há alguma hipótese de teres gravado aquilo?’. E ele disse ‘Yup’ e entregou-lhe um cd”, continua Taylor. “A versão de 10 minutos de ‘All Too Well’ é o que foi originalmente escrita antes de a ter cortado para um comprimento normal de uma canção, porque 10 minutos é absurdo”, explica a artista, em relação à conceção da faixa de dez minutos, que admite ser a que está mais entusiasmada por mostrar.

A procura pelo controlo da própria criatividade

Meia hora depois da meia noite e do lançamento de ‘Red (Taylor’s Version)’, Taylor Swift esteve à conversa no programa Late Night with Seth Meyers. No formato, a cantora reagiu em primeira mão ao facto de lançar novamente este álbum.

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Taylor Swift no ‘Late Night with Seth Meyers’ | Fotografia: Reprodução

“Eu sei que toda a gente tem vidas ocupadas, por isso sinto necessidade de explicar o que ando a fazer porque não é normal”. É assim que Swift começa por explicar os motivos das regravações, num tom cómico. “Muitos dos vossos artistas favoritos não detém o próprio trabalho”, diz Taylor à plateia, para contextualizar como funciona a indústria da música.

Foi assim que, em poucas palavras, Taylor contou a história dos direitos das músicas que criou e sempre quis ter, mas sem que lhe tenha sido dada a oportunidade de os obter. No entanto, em 2019, após abandonar a gravadora Big Machine Records, com quem tinha trabalhado desde o início da carreira até à data, os direitos foram vendidos a uma pessoa que a artista afirma tê-la humilhado no passado, algo que a motivou a querer ser dona do próprio reportório.

Durante a entrevista, a artista mostrou-se determinada: “Eu posso simplesmente fazê-las [as músicas antigas] de novo. Portanto, é o que vamos fazer”. A afirmação gerou um forte aplauso na audiência, que também aplaudiu quando acrescentou: “Se algo tem Taylor’s Version entre parenteses significa que eu sou dona disso, e isso é entusiasmante”.

Juntar a banda dos tempos do country também emociona a artista. “Eu não toco com a minha banda há anos e estamos todos a achar difícil não chorar por tocar juntos de novo”, confessa. “É um sonho poder fazê-lo”, finaliza.

Taylor Swift aborda ainda os desejos e ideias dos fãs relativamente a determinados aspetos dos álbuns e insinua satisfazer algumas das suas vontades, agora que tem a oportunidade de os lançar de novo. “Eu estou sempre a ouvir as suas opiniões e teorias e estou sempre à espreita. Eles fazem questão que eu saiba que músicas deveriam ter sido singles, eles fazem questão que eu saiba que músicas não tiveram vídeos e deveriam ter tido vídeos. Sabem que mais? Eu ando a ouvir e ando a fazer os vídeos” conta a cantora. Esta declaração, que coincide com o lançamento de um short film para a fan favourite ‘All Too Well’, entusiasmou os fãs com a esperança de ver mais videoclipes de canções que não foram singles.

Sendo ‘Red’ um álbum para os corações partidos e muito pessoal para a artista, Taylor salienta a vantagem de o regravar sem estar a sentir toda a tristeza que expressa nas letras. “É muito bom lançar este álbum e não estar triste, nem fazer pausas entre entrevistas para chorar. É muito melhor desta forma”, revela. Quando é questionada sobre se as pessoas sobre quem a cantora escreveu as canções ainda se poderão identificar com elas, a cantora não hesita: “Eu nem pensei na experiência deles para ser sincera”.

Os eventos para celebrar o lançamento de ‘Red (Taylor’s Version)’ continuam ao longo do dia e terminam com a atuação da norte-americana no Saturday Night Live. Esta será a quinta vez da artista no programa de comédia, para foi lançado um vídeo promocional cómico da cantora com o apresentador Jonathan Majors, Aidy Bryant e Bowen Yang.

Taylor Swift e o novo álbum são dos assuntos mais falados na internet. Alguns fãs brincam até com o impacto emocional das letras do ‘Red (Taylor’s Version)’.