Fotografia: Assunção Castelo Branco/divulgação

‘Maluda’. Telefilme sobre a vida da pintora portuguesa tem estreia marcada na RTP2

Maluda tem estreia marcada na RTP2, no dia 15 de novembro pelas 22h00. Depois da aposta em O Ego de Egas no final de 2020, a estação pública volta a exibir um filme biográfico, desta vez protagonizado por Margarida Moreira. A realização fica a cargo de Jorge Paixão da Costa e a produção de Anica Chaves.

O novo telefilme do realizador, conhecido pelos projetos Soldado Milhões e A Espia, debruça-se sobre a vida da pintora portuguesa Maluda, uma das artistas mais relevantes do século XX. Pintou os retratos de Amália Rodrigues, Mário Soares, Álvaro Cunhal, entre outros.

A trama principal remonta a duas décadas, os anos 70 e finais dos anos 80, tendo a casa da pintora em Lisboa como ponto central. “Maluda desenvolve-se em torno de uma entrevista concedida a uma jornalista, onde a pintora discorre sobre a sua vida e obra, levando-nos a conhecer várias situações passadas, ilustrando assim melhor a sua personalidade”. É assim que o canal descreve a história da nova aposta na ficção biográfica. “O pretexto para esta conversa são os selos que desenhou para os CTT e que acabariam por conquistar o Prémio Mundial para o Melhor Selo (1987 e 1989)”, lê-se ainda na sinopse.

Para além de Margarida Moreira, no papel de Maluda, o elenco conta ainda com a presença de Filipa Louceiro, Ana Zanatti, Dinarte Branco, Carlota Crespo, Eduardo Breda, Valerie Braddell, Mariana Norton, Pedro Pernas, Filipe Crawford e Miguel Monteiro. O telefilme chega à RTP2 no próximo dia 15 de novembro, no dia em que a artista celebraria os seus 87 anos.

Maluda, a pintora das janelas de Lisboa

Maluda, de nome verdadeiro Maria de Lourdes Ribeiro, nasceu a 15 de novembro de 1934 em Goa, na Índia. Contudo, passou a sua adolescência em Moçambique, onde deu início à sua carreira como pintora retratista autodidata. Obteve um bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian, que lhe valeu uma estadia em Portugal e, mais tarde, em Paris.

A pintora estabeleceu um forte contacto com a arte em território francês, onde conviveu com vários artistas. Desde então, começou a interessar-se pelo retrato de paisagens urbanas de cores características, com utilização de luz, que destacam as suas obras. Mais tarde, viria a interessar-se também pela pintura de janelas, outro dos grandes marcos do seu trabalho.

O seu percurso profissional passou por expor essencialmente em Portugal e em França, elaborou uma coleção de selos para os CTT e recebeu vários prémios, entre os quais o Prémio Bordalo Pinheiro. Em 1998, recebeu o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo presidente Jorge Sampaio, ano em que realizou a sua última exposição, com os seus selos em destaque. Mas nem tudo foi um mar de rosas. Maluda levou uma vida conturbada, tendo vivido um amor proibido. A artista apaixonou-se por uma jovem atriz, com a qual manteve uma relação em segredo, receosa de perder determinados privilégios.

Maluda acabou por falecer, após doença prolongada, a 10 de fevereiro de 1999, em Lisboa. No seu testamento, a artista instituiu o Prémio Maluda que foi, durante alguns anos, atribuído pela Sociedade Nacional de Belas Artes.

 

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