Fotografia: Harry Murphy/Web Summit

Amy Poehler: “O ativismo aparece em diferentes formas”

A atriz subiu ao palco principal da Web Summit para falar sobre mentores, redes sociais e expectativas para a nova geração

Amy Poehler foi um dos grandes nomes que subiram ao palco da Web Summit a 2 de novembro. A atriz, conhecida pelo seu papel na série de comédia Parks and Recreation e pela sua participação no programa Saturday Night Live, foi partilhar a sua experiência com o empoderamento feminino e a necessidade de mentoras femininas.

Welcome to Squid Game” foi a forma como a comediante começou por se dirigir à multidão que encheu a Altice Arena para a ouvir. “Estou entusiasmada por estar em Portugal, é a minha primeira vez aqui e estou apaixonada por este país” completou.

Quando questionada sobre as suas mentoras, Poehler não escondeu nada. “Tive poucas mentoras que fossem mulheres” admitiu. Em resposta à pergunta sobre quem foram as mentoras que teve, explica que nunca conheceu grande parte. “Muitas delas cresci a ver na televisão“, acrescenta. “Eram mulheres que estavam a fazer o trabalho que eu queria fazer“. As suas mentoras não se cingiram à televisão. Amy Poehler avança que um dos exemplos que teve na vida real foram “muitas das “más raparigas” da minha escola. Fascinava-me como eram categorizadas tão cedo e como por vezes eram pessoas brilhantes.”

A comediante acabou por também falar um pouco sobre as personagens a quem já deu vida e como se enquadram nos seus ideais. Quanto ao filme Moxie, a atriz diz que “o feminismo esteve sempre presente nas personagens” e que tentaram mostrar o ativismo de uma forma mais real. “O ativismo aparece em diferentes formas. Tentámos mostrar todas as diferentes formas como cada um pode participar“.

Numa palestra sobre como ser uma boa mentora, Amy Poehler respondeu, de uma forma que surpreendeu todos os presentes, a uma questão sobre quais os seus conselhos para ajudar outros mentores. “Tentei deixar de dar conselhos, especificamente quando não são solicitados”, explicou. A comediante elaborou um pouco mais sobre a necessidade de deixar cada um tomar as suas decisões: “Temos de dar às pessoas o espaço de que precisam para pensar.

Numa conferência sobre tecnologia, a conversa acabou por virar para as redes sociais. De acordo com Poehler, estas são um “novo ambiente para as jovens: traiçoeiro e fortalecedor”. No que diz respeito à vida online, a comediante não tem dúvidas:

As jovens estão habituadas a serem vistas e observadas. Por isso, querem muito que as pessoas que veêm online sejam autênticas. Há uma responsabilidade em saber que as jovens estão a olhar para fora à procura de validação, e são águas traiçoeiras“.

Apesar de acreditar no poder das redes sociais, a atriz praticamente não tem presença online. Sobre não estar no Instagram, a atriz brincou: “Estou à espera que o nome mude“. Numa nota mais séria, explicou que decidiu que não queria participar no ativismo dessa forma. “Tenho visto como as pessoas constroem relações com redes sociais“, afirmou, acabando por dizer que por vezes se podem tornar um vício.

A comediante é muitas vezes ligada a Tina Fey como um par cómico, algo de que gosta. “Cresci a ver pares cómicos. Adoro o sentimento, quero vê-lo.” Quanto a amizades femininas para além do trabalho, Amy Poehler considera-as de extrema importância, acrescentando que “como membro de uma audiência, acho fascinante ver amizades femininas.”

Depois de admitir que fez binge-watching de ER durante a pandemia, a atriz falou um pouco sobre o que acha do streaming. “Estou entusiasmada pela forma como o streaming me deixa ver coisas de outros criadores e países. Adoro como nunca sei qual vai ser o meu novo favorito. Fiz uma piada sobre Squid Game e adorei!” Numa nota não tão bem recebida pela audiência, Amy assumiu que teve de ver Squid Game dobrado. “Tinha de me levantar e andar um pouco [devido à tensão] então precisava de ouvir“.

No final da conferência, Poehler falou um pouco sobre as suas expectativas para os jovens. “O que é que estou mais interessada em ver na próxima geração? Acho que não importa. Próxima pergunta?” Em jeito de explicação, a atriz desenvolveu: “Acho que eles pensam em coisas que eu nunca pensaria, por isso há que ficar flexível e ter mente aberta“.

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