Fotografia: Pedro Mkk

Entrevista. Murta: “Eu quero conquistar tudo o que não conquistei”

Um ano após o lançamento de 'Alguém Que Mude', Murta está de volta com um novo single, 'Palavra'

Pisou o palco do The Voice Portugal e encantou o país inteiro com a sua versão de ‘Georgia On My Mind’, que lhe valeu um contrato discográfico com a Universal Music Portugal. Com apenas 23 anos, Francisco Murta é uma das fortes promessas da música nacional. É natural da Figueira da Foz, mas pode dizer-se que nasceu artisticamente durante a quarentena.

Um ano após o lançamento de Alguém Que Mude, Murta está de volta com um novo single, Palavra, editado dia 19 de outubro. É, desta forma, que o jovem cantor marca o início de uma nova fase, com muito amor e R&B à mistura. Para dezembro deste ano, está previsto o lançamento do seu EP. O Espalha-Factos esteve à conversa com o artista sobre o seu novo projeto, bem como o seu percurso musical.

Começando por uma pequena viagem no tempo, consegues identificar em que momento da tua vida descobriste que a música era a tua vocação?

Sim. Que era a minha vocação só quando eu descobri que queria fazer disso vida, foi para aí no meu décimo segundo ano. Quando entrei no The Voice, vá pode ser. Quando eu entrei no The Voice eu senti “ok, afinal isto é mesmo a minha cena”. Mas só no final do programa é que eu percebi que queria fazer disso vida.

Estreaste-te oficialmente no mundo da música em 2019, com a edição do teu primeiro álbum, D’ART VIDA. Entretanto, o ano de 2020 trouxe consigo imensas restrições, devido à pandemia. Como foi viver essa diferença e que impacto sentiste na promoção do teu trabalho?

Então olha, é só pensares que eu lancei o meu álbum dia 17 de novembro [de 2019] e dei um concerto do álbum. Depois tinha para aí dez marcados, concertos bacanos, aconteceram zero até agora. Portanto, como deves calcular, em termos de promoção foi mesmo tudo por água abaixo. Depois imagina, como eu me lancei no ano 2019, fez-se uma força… Isto é como um gráfico, se tu perdes essa rampa – que foi o momento que eu perdi, naturalmente – torna-se difícil. Começámos com singles, começámos com concertos. Eu estava na estrada, toda a gente estava a ouvir falar de mim, estávamos a trabalhar para isso, para depois lançar o álbum e para em 2020 ainda darmos mais. Ou seja, agora é difícil. É sempre difícil, mas em termos de comparação é muito mais difícil agora que deixei cair e tenho de voltar a fazer tudo outra vez.

Em termos de pandemia, isso foi complicado, porque não deu para dar concertos, não deu para haver promoção do álbum, em termos físicos e ao vivo. Mas virei-me para dentro, aprendi outras coisas. Havia montes de cenas que eu queria desenvolver há muito tempo – aptidões. Eu gosto bué de aprender, amo aprender, juro. E, às vezes, é uma questão de tempo e eu odeio perder tempo. Então, eu tenho de estar sempre a trabalhar, ou seja, nunca há tempo para aprender. Então quando me disseram “olha, não podes trabalhar”, eu pensei “vou começar a aprender”. Foi isso, portanto. É chato em termos de promoção, mas em termos de um overall tive de me reaprender e reajustar. Sou-te sincero, eu era mesmo aquele que dizia “malta, aproveitem para fazerem coisas que nunca fizeram, não vamos desperdiçar este tempo, bora lá”. Agora, quando começou tudo a abrir, é que eu percebi que, afinal, eu também tinha sido claramente atingido pelo confinamento.

Imagina, eu estava confinado a fazer música e agora estou com tudo aberto a fazer música. E a música soa diferente. As histórias são mais fluídas e eu não te sei explicar, mas um criador precisa bué da vida a acontecer, é mesmo, por muito que ele ache que não – porque eu achava que não. Mas eu ando a descobrir que sim e que é muito mais importante do que eu pensava. Eu não desperdicei o tempo, mas não há nada mais importante para um criador como viver, percebes? Eu percebi que estava a ganhá-lo, foi um tempo que nos deram caído do céu – um tempo em casa sem fazer nada. Música é fixe porque dá para fazer overseas, eu estava sempre a fazer música, sempre. Fizemos montes de cenas, aprendi montes de coisas. Num overall, se tu espremeres mesmo o sumo todo, se calhar, nos últimos dois meses, fiz mais sumo do que nesses todos que passaram.

Dentro da anormalidade do que aconteceu, estamos agora a caminhar para a normalidade ou, pelo menos, esperamos que assim o seja. E tu estás de regresso com novos lançamentos e um EP aí à porta. Como é que te sentes?

Buéda bem, estou bué feliz. Eu só quero lançar música, a toda a hora. A minha editora está sempre a dar-me chapadas na cara [risos] – não está nada. Eu estou sempre a dizer “malta, lançámos este mês, temos de lançar para a semana, bora, temos de lançar sempre”. Está a ser fixe, porque, lá está, são músicas que vieram do confinamento, que não são exatamente como foram criadas, mas são ideias que foram aproveitadas de. Vai ser um projeto bué positivo sobre o amor, porque eu amo falar de amor. Amo mostrar que o amor é a cena mais linda do mundo e este projeto vai ser dedicado, exclusivamente, ao amor. Vai ser nice. Vamos lançar em dezembro, espero eu.

No ano passado lançaste o single ‘Alguém Que Mude’, que marcou o teu regresso. Ao ouvir a música senti que se tratava de uma primeira amostra de um projeto diferente e mais pessoal. Era esse o objetivo?

Sim, sem dúvida. Por acaso, o ‘Alguém Que Mude‘ é claramente a estética toda do EP, é um bom cartão de visita, mas ele não vai entrar no EP. Isto são coisas que eu já estive a desenvolver a algum tempo. Na altura do ‘Alguém Que Mude’ eu estava a desenvolver música que vai entrar no EP. Por isso é que a estética faz-te sentido, percebeste isso. Sinto só que vai ser tudo muito mais forte do que o ‘Alguém Que Mude’. Então não posso incluí-lo, tinha de o refazer, na minha opinião. Enquanto criador sinto que se não o refizesse ia dar-me dores de cabeça estar assim no EP, juro. Porque eu sei onde mudava coisas e agora pensando perspetiva de EP, como já tenho tudo desenhado na cabeça, já sei o que mudava lá e tinha de mudar, para ir tudo de encontro a uma cena. Mas a estética é bué essa – R&B na casa [risos].

Não é a primeira vez que o teu nome faz parte dos créditos de produção. Vês-te como produtor exclusivamente para ti ou sentes que serias capaz de o fazer para outros artistas?

Eu ando a fazer para outros artistas. Eu vou lançar um artista – pode-se dizer que vou lançar, porque ele tem zero sons, eu estou a fazer-lhe tudo, portanto é justo. Não ser manager dele, mas vou lançá-lo artisticamente. Eu estou a fazer produção executiva do EP dele, vai ser trap e R&B também. Estou a fazer produção para outras cenas também, mas eu não posso dizer ainda, porque é bué fixe. Mas sim, eu amo produzir, não tens noção. Eu amo cantar também, mas não ter de cantar, ter só de pensar nas ideias musicais, para mim isso é a minha cena.

E, enquanto compositor, suponho que escrever para ti e escrever para outros artistas sejam dois processos diferentes, certo?

Para mim é bué diferente. Tipo, eu vou escrever para aquele [artista] e penso nele enquanto estou a escrever. Ou seja, tenho esses dois processos. Às vezes estou a escrever para mim e percebo claramente que eu não diria isto e consigo arranjar logo a pessoa. Ou sento-me e penso “vou escrever para aquele gajo” e, às vezes, até é mais fluído, porque eu conheço-te como artista e imagino-te a escrever aquilo, imagino-te a cantar aquilo. E são dois processos justos.

Em relação ao teu mais recente single, ‘Palavra’, como é que o defines?

É um single sobre amor, sobre um amor que não foi oportuno quando existiu. Aliás, quando existiu – quando eles estavam juntos, porque ele não deixou de existir e é o que eu digo na música. Uma das partes – eu [risos] – percebeu que tinha alguma coisa a dizer a mais e que estava farto de ter o número da pessoa, de querer ligar e não conseguir. Até que eu disse só “tu tens de me passar a palavra / ao medo já não escondo a minha cara” e “sei que não fiz a escolha errada” e vou mostrar-te isso, vou explicar-te porquê.

Esse som é sobre isso, porque o amor é complexo, não é preto no branco. Apesar de eu saber que não era oportuno, que estava a magoar o outro lado naquele momento, se calhar agora prefiro tocar do que não tocar, porque “o toque dói, mas dói mais não poder tocar”. O amor às vezes é isso e o people fica apenas na rotina.

Sendo que foi escrito por ti e foca-se no tema do amor, qual foi a tua inspiração para escrever a letra da melodia?

Foi a realidade [risos]. Então, a realidade é o melhor tema, a melhor inspiração para fazer música, para mim. Foram coisas que vivi.

Ainda sobre o tema do amor, entretanto também lançaste o single ‘Vou Te Amar’, que se tornou um fenómeno nacional, em colaboração com a artista Blacci. Como é que foi trabalhar com ela?

Foi fixe. É uma miúda ainda, mas uma miúda com bué talento. Mas, lá está, eu produzi a cena também [com o Rodrigo Correia e com o Gustavo Mello]. E eu adorei esse trabalho, dirigir, desenhar tudo na minha cabeça e foram sempre momentos bacanos no estúdio. Nós temos mais umas quantas cenas gravadas. Não acabadas, mas gravadas em maquetes. É uma artista com que eu crio facilmente, ela sabe escrever, sabe compor, é forte nisso e ainda está a crescer e vai ficar muito melhor e só tem um futuro bonito pela frente.

Face ao teu trajeto até aqui, é visível que estás constantemente a pensar em novas ideias. Consideras que és mais influenciado pelo que vês e ouves ou és mais inconsciente?

Eu ultimamente tenho mais certeza disto que eu vou dizer: eu sou bué influenciado pelo que eu vejo e ouço. Muito mais do que, às vezes, ser tipo instintivamente, intuitivamente. E, ultimamente, percebi também que a música faz-se muito assim. Eu não fazia assim, por isso é que estou a dizer que tenho andado a perceber. Mas a música hoje em dia é muito feita da seguinte forma: tu ouves tanto um artista, ouves tanto uma sonoridade, que quando estás a criar imaginas-te ser esse artista e sai a vibe dele com a tua misturada. Isto é real. Quem te disser que não, está a mentir, acredita. Para mim é do tipo “onde é que está a identidade?”. Eu devia criar montes de pseudónimos [risos], alter-egos a dar com pau, salada de fruta completamente, porque eu consigo fazer isso.

Mas eu também te digo, ao mesmo tempo, que sento-me ao piano e o que sai dali é uma cena que vem absolutamente do nada. Sou eu ligado ao chão da terra, a terra a ligar-se para dentro do meu corpo, entra nos meus órgãos e expressa-se completamente através dos meus dedos. E eu sei disto porque não há ninguém melhor para o dizer do que a pessoa que está a criar. Porque o outro processo que estou a falar, os criadores próprios dizem “isto é mesmo aquela vibe daquele gajo”, porque estavam a pensar nele a criar. E eu consigo dizer também que ultimamente tenho conseguido fazer isso. Não é o meu maior interesse, mas é válido e já percebi que o consumidor às vezes até dá mais atenção a isso. Porque anda aí muita gente a aparecer com coisas fresh, mas que não são fresh, já vimos em todo o lado, só que não se canta em português nesse estilo. Mas mudar a língua não é fresh, é só igual, noutro idioma.

Fotografia: Pedro Mkk

Mas nós temos de ser inteligentes, perceber o mercado, as pessoas valorizam isso. Por isso é que eu vou lançar um EP e não vou lançar um álbum. Porque um álbum é só depois e o álbum vai ser forte, muito forte. Mas até podemos fazer esta associação. O EP que eu vou lançar é este processo de pensar num artista, mas não a cem por cento. E o álbum é claramente um piano que vem do céu, da terra e junta todas as magias do universo e bosques e fadas e unicórnios e arco-íris. O álbum é completamente vindo de mim e só de mim e das pessoas com quem trabalho. Acredita que em termos de criação é das maneiras mais puras que pode estar a acontecer, é como eu gosto. Eu estou a fazer o álbum e o EP ao mesmo tempo, porque eu gosto e consigo.

Então eu fui uma semana viver para Assafora, uma semana de lockdown, tive com um produtor. Então percebes que é mesmo puro. Nós acordávamos, ele ligava o piano e punha lá a guitarra e… boom música vindo do nada. Podia literalmente não sair nada de especial, mas quando saía fazia sentido. Se fizermos a associação, os dois projetos têm essas duas maneiras de serem criadas.

Pegando nesse processo que falas de pensar num artista enquanto crias, quais são as tuas referências musicais?

Atualmente, eu ando a ouvir bué R&B. Eric Bellinger, Jacqueens, Omarion, eles literalmente estão a moldar-me a sonoridade. E é mais este EP que tem mais essa sonoridade. Tory Lanez, eu amo o homem, não faz sentido, juro ando mesmo viciado. Amo YEBBA, lembrei-me porque ela agora lançou um tiny desk fortíssimo. Gosto de Matt Corby, cenas ligadas ao jazz, Robert Glasper, Thundercat. Eu ouço bué Mac Miller, é dos artistas que sempre me inspirou. Anderson .Paak… Isto já a falar do álbum, porque é muito mais musical. Se tu reparares, todos os artistas anteriores fazem beat eletrónico e estes são todos tocados – é muito mais orgânico.

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Eu tive de fazer essa divisão de EP-álbum para conseguir fazer os dois ao mesmo tempo, mas eles são claramente diferentes, isso é bom. Eu preciso da energia dos dois, de pô-la cá fora. Eu não gosto muito de dizer inspirações, sou-te sincero, porque acho que um artista que eu não gosto também conta como inspiração. Nem que seja para não fazer o que ele está a fazer, portanto não é justo pedires-me inspirações. Eu sei que é bué chato, ainda por cima dá jeito dizer nomes, mas se pensares mesmo no cerne da questão… não é justo.

Em comparação ao teu disco de estreia, os teus novos lançamentos são claramente mais R&B. Mas, ao mesmo tempo, sinto que queres continuar a manter-te fiel às tuas referências de hip-hop, soul e pop. Assim sendo, como é que descreves a tua sonoridade?

Eu amo pop e pop é incrível quando é bem feito, por isso é que é pop. Eu não sei como descrever a minha sonoridade. Já chorei, quase me matei a pensar nisso, juro. Na pandemia então… “O que é que eu quero fazer? Eh pá não sei”. Nunca sabia o que havia de criar. Eu curto música, entendes? Quando eu ouço uma música que não gosto, eu consigo dizer se é boa ou não, consigo-te retirar o que ela me está a dizer, porque é música na mesma. E quando isso acontece e tu tens essa facilidade, essa sensibilidade, às vezes ficas bué confuso: “então qual é mesmo a minha cena?”. Eu gosto de tudo, não faz sentido. R&B new-school – que é o que eu quero fazer, apesar de ter voz para fazer mais old-school – é muito hip-hop, é muito trap, na verdade. É um trap soul. Respondendo a isso, eu vou abraçar o R&B new-school, portanto o trap e o hip-hop estão lá no meio. Agora enquanto a mim, eu não te consigo responder se eu sou mais EP ou mais o álbum. Eu existo nos dois. Espero que com 52 anos consiga dizer-te “eh pá olha eu sou do R&B” [risos].

Sentes-te satisfeito com o teu trajeto musical até hoje? O que esperas de um futuro próximo?

Durante bué tempo não consegui sentir-me satisfeito, porque aprendi há pouco tempo a começar a aproveitar a jornada. É bué importante. Portanto, neste momento, sinto-me satisfeito com o meu percurso musical. Já parti muito a cabeça a pensar nisso, porque eu fui educado da maneira que: podes escolher o que tu quiseres, mas tens de ser perfeito a fazê-lo, tens de ser o melhor. Então como eu nunca me senti o melhor, porque na música não há o melhor, eu sentia que não estava ainda sequer a fazer bem o que eu estava a fazer. Neste momento, eu consigo olhar para trás e perceber que já fiz coisas mesmo bué boas, bué positivas. Eu tive um ano de carreira, o outro foi Covid. Mas antes não conseguia perceber. Não achava o suficiente, só queria fazer mais e mais.

Fotografia: Pedro Mkk

E, pegando nisso, para o meu futuro, eu quero conquistar tudo o que não conquistei. Acima de tudo, eu quero fazer boa música. Se há alguma coisa que me move e me faz acordar todos os dias é mesmo isso. Quero só fazer a música mais diferente, mais inspiradora possível. Não para mim, obrigatoriamente, não para outros, obrigatoriamente, não a tocar, obrigatoriamente, não a escrever, obrigatoriamente – a fazer o que quer que seja. Eu só quero pertencer a música bonita que inspira gerações e fica para sempre.

Queres fazer a diferença, portanto?

Bué bué bué, mas mesmo. Aquele tipo de música que tu ouves e ficas “vai ficar para sempre” e ouves daqui a dez anos. Eu nasci e cresci para isto, tenho a certeza, isto é o que me move. Agora, isto é uma perspetiva espiritual e cultural. Porque, na verdade, também tenho de pagar contas e assim [risos]. Mas, nesse sentido, quero ter álbum número um, quero ter canção número um, quero ter tudo e mais alguma coisa. Ganhar todos os prémios. Sim, eu quero ganhar isso tudo. Vamos atacar isso com muita força. Óbvio que o foco não são os prémios, mas os prémios são indicador de que o teu trabalho foi bem feito. Portanto, eu adoro prémios, tenho montes de espaço no quarto [risos], bora.

Finalmente, a derradeira questão… Que novidades tens para os próximos tempos?

Próximos tempos, muita música. Vou estar aí presente, vivo, sem Covid, com a vacina tomada, vou lançar um EP em dezembro, vou lançar mais música no próximo mês, porque nós não paramos. Vou lançar colaborações, não minhas com alguém, mas de alguém comigo, ou seja, x feat. Murta. Isso vai acontecer bastante. Mas vamos gerir a situação para não lixar os meus lançamentos. Depois, próximo ano, janeiro já temos música também. Fevereiro, se correr bem, também já temos mais música. E ali para abril poderás esperar uma nova coisinha, vamos ver.

Fotografia: Pedro Mkk

Eu só espero que dê certo. Imagina estares a trabalhar bué para uma cena, tipo o que te move é o que vai acontecer e depois não vai acontecer. É muito difícil. Mas estamos a trabalhar bem. Eu agora estou com uma inflamação nas cordas vocais, isto para dizer que atrasou tudo um bocado. Mas agora estamos a voltar e eu estou a acabar as cenas e vamos lançar em dezembro. Estou super ansioso. Imagina, lancei este som [‘Palavra’] e eu não lançava nada desde o ‘Alguém Que Mude’, mais de um ano. ‘Alguém Que Mude’ foi a 18 setembro. Parece que já nem sabes fazer a cena. Mas já está tudo de volta e as coisas estão a abrir, já há eventos outra vez, só me dá vontade de fazer mais coisas.

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