Halloween Kills
Fotografia: Blumhouse Productions/Divulgação

‘Halloween Kills’: Tudo o que precisas de saber antes de ver o filme

Com a chegada de 'Halloween Kills' aos cinemas, nunca é tarde para recordar uma das mais famosas sagas no universo do terror.

Com a aproximação de mais um Halloween, uma figura familiar regressa ao grande ecrã. Michael Myers está de volta para concretizar o seu grande plano de vingança.

Halloween Kills, o mais recente filme do franchise Halloween, estreou nas salas de cinema portuguesas esta quinta-feira (21). Se te perdeste no meio de tantas sequelas, não há problema. O Espalha-Factos conta-te tudo o que precisas de saber sobre a (longa) história deste serial killer.

Regresso às origens

Michael Myers fez a sua primeira aparição em 1978, no grande sucesso comercial de John Carpenter, Halloween. Originalmente, o filme esteve para ser apelidado de The Babysitter Murders, um título que em muito resume as preferências do assassino.

Na noite de 31 de outubro, Laurie Strodes (Jamie Lee Curtis) vigia as crianças da vizinhança, depois de um dia quase normal… à exceção de um vulto, que parece vigiá-la onde quer que vá. Após dizimar várias vítimas, Michael enfrenta Laurie, numa batalha de vida ou de morte. Quando parece que o perigo já passou, o assassino desaparece sem deixar rasto, aguardando o próximo capítulo.

Halloween
Jamie Lee Curtis em ‘Halloween’ (1978). | Fotografia: Compass International Pictures/Divulgação

Partindo de uma ideia simples, fez-se história. Halloween foi um estrondoso sucesso comercial, ao arrecadar 60 milhões de euros a nível mundial, contra um orçamento de 270 mil euros. Jamie Lee Curtis tornou-se uma das mais icónicas scream queens do grande ecrã, estatuto posteriormente cimentado em O Nevoeiro (1980), O Regresso do Comboio do Terror (1980) e Meia-Noite Fatal (1980).

Seguiram-se mais 11 filmes. Foram muitos os altos e baixos de qualidade, num franchise que já teve a sua dose de reinvenções. O conceito inicial é desenterrado para o segundo projeto, ao passo que o terceiro nem conta com a presença de Myers, substituído por toques de fantasia e sci-fi.

Halloween H20 (1998) marca o regresso da atriz norte-americana à saga e reinventa o slasher para os anos 2000. Também no início da década, Halloween ganha os seus dois primeiros remakes, assinados por Rob Zombie. Porém, o verdadeiro êxito chegaria mais tarde, pelas mãos do realizador David Gordon Green.

Planos para o próximo Halloween?

Em 2018, Green aventurou-se numa sequela direta ao original de 1978, esquecendo toda a história de Michael Myers até então.

Depois de quatro décadas de silêncio, Laurie Strodes vive o seu quotidiano ao lado da filha e da neta. Desta vez, a heroína tenta lidar com o stress pós-traumático e proteger a família da ameaça que se aproxima. A boa notícia é que quem sai aos seus não degenera. As Strodes unem-se na luta contra o assassino, de modo a mandá-lo para o inferno de uma vez por todas.

Jamie Lee Curtis e Judy Greer em ‘Halloween’ (2018). | Fotografia: Ryan Green/Universal Pictures

Pela primeira vez, Halloween parece ter encontrado o seu lugar no contemporâneo. A adaptação acabou por se revelar bastante lucrativa, conseguindo cerca de 220 milhões de euros em receitas de bilheteira. Bryan Bishop, crítico de cinema na plataforma The Verge, apelidou o filme de “melhor do que praticamente qualquer sequela do franchise”, um reflexo da calorosa receção recebida por esta carta de amor aos fãs.

Todos os caminhos vão dar a Halloween Kills. Embora tenha sido colocado numa jaula em chamas, Myers continua à solta, pronto a espalhar o terror. A cidade de Haddonfield jura, assim, terminar com o pesadelo, através de uma enorme caça ao homem. Já em exibição, encontra-se o desfecho de um confronto repleto de suspense.

Quanto ao futuro da saga, sabe-se que Halloween Ends será o próximo capítulo. De acordo com breves sinopses, Green promete colocar um ponto final na história de Michael Myers. Será que é desta que o serial killer tem o que merece? Resta esperar pelo próximo Halloween. Uma coisa é certa: mal podemos esperar para ver o que se segue.