a-ha The Movie Doclisboa
Fotografia: Doclisboa/Instagram

Doclisboa. Há 249 filmes e 51 estreias mundiais durante onze dias da nova edição

Depois do formato em sessões prolongadas, em resposta às contingências da pandemia, o festival dedicado ao documentário com mais história em Portugal, volta esta semana à cidade de Lisboa.

Entre 21 e 31 de outubro, a 19.ª edição do Doclisboa vai decorrer nos locais habituais – Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca e Cinema Ideal – e ainda nas novas salas do Cinema City Campo Pequeno, Museu do Oriente e Museu do Aljube. Joana de Sousa, Joana Gusmão e Miguel Ribeiro, diretores do festival, garantem, em comunicado, que esta será “uma experiência absolutamente coletiva e de partilha de ideias e pontos de vista”.

Da programação deste ano fazem parte 249 filmes, dos quais 51 estarão em estreia mundial. Estas longas-metragens dividem-se nas diferentes secções competitivas e não-competitivas: Competição Internacional, Competição Nacional, Riscos, Da Terra à Lua, Heart Beat, Retrospectiva Ulrike Ottinger, Retrospectiva Cecilia Mangini, Cinema de Urgência, Verdes Anos e Doc Alliance.

Em sessões especiais, Ulrike Ottinger apresenta pela primeira vez uma retrospetiva integral, com a curadoria de Boris Nelepo. Com a curadoria de Joana de Sousa, Luciana Fina e Nuno Sena vai ser também transmitida uma retrospetiva de Cecilia Mangini, uma das mais importantes cineastas italianas, que faleceu no início deste ano.

Presentes fisicamente no festival vão estar realizadores de várias secções do festival. Ottinger vai acompanhar a própria retrospetiva e, além dele, vão estar ainda em Lisboa Avi Mograbi, Vitaly Mansky, Helke Misselwitz, Nicolas Klotz, Elisabeth Perceval, Marta Popivoda, Sergio Silva e Boris Lehman.

Doclisboa regressa em modo Resistência

Na noite do dia 21, a Culturgest abre as portas à primeira sessão desta edição de festival. Landscapes of Resistance é um filme de Marta Popivoda, da Sérvia, que documenta uma das primeiras mulheres a fazer parte da resistência jugoslava contra o Nazismo.

De seguida, na mesma sessão, chega do Brasil A Terra Segue Azul Quando Saio do Trabalho, de Sérgio Silva. Além de realizador, Sérgio é também ex-programador da Cinemateca Brasileira e vai apresentar, no dia 23, uma sessão especial da curta-documentário realizada por Ozualdo R. Candeias sobre as atividades da instituição, acompanhando o início da transferência para a sede atual. Juntamente com outros mini-documentários brasileiros, o trabalho parte da secção Da Terra à Lua.

Ainda dentro do mote da resistência, o Doclisboa apresenta novamente a secção Cinema de Urgência, este ano com uma sessão de abertura que recorda Alcindo Monteiro e documenta as evidências da violência racista em Portugal. Da secção vão ainda fazer parte três sessões programadas por coletivos convidados: Cacerola, da Colombia, FreeSFZE, da Hungria, e a União Audiovisual de Portugal.

Heart Beat, “o coração pulsante do Doclisboa”

A abertura da secção está entregue ao documentário que acompanha a trajetória da reconhecida banda norueguesa a-ha, de Thomas Robsahm e Aslaug Holm. De Heart Beat fazem também parte o primeiro filme de Charlotte Gainsbourg, Jane by Charlotte, sobre a relação com a própria mãe.

É aqui que três filmes portugueses vão ter a estreia mundial. Destacam-se Eunice ou Carta a Uma Jovem Actriz, em que Tiago Durão retrata a atriz portuguesa Eunice Muñoz enquanto atriz, mulher, mãe e avó.

O programa completo da 19.ª edição do Doclisboa já foi divulgado no site oficial e os bilhetes estão à venda nos locais onde o festival vai decorrer. No final da semana, os documentários vencedores vão ser exibidos no Cinema Ideal.

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