Xutos e Pontapés
Fotografia: Hugo Garrido

Xutos & Pontapés fazem da Altice Arena a sua “Casinha”

Após ver dois concertos adiados, a banda de rock portuguesa subiu finalmente ao palco da Altice Arena.

Os Xutos & Pontapés regressaram, este sábado (16), à Altice Arena, desta vez acompanhados pela Orquestra Filarmónica Portuguesa. A lotação da maior sala de espetáculos do país esgotou para receber a banda que comemora 40 anos de existência.

Ainda os músicos não subiram ao palco e o entusiasmo do público já é visível. Demonstram-no os aplausos, os gritos e as “ondas humanas” que percorrem toda a arena. A Orquestra Filarmónica Portuguesa, dirigida pelo maestro Osvaldo Ferreira, começa por interpretar um medley de êxitos da banda, mas é ao som de À Minha Maneira’ que o antigo Pavilhão Atlântico dá as boas-vindas a Tim, João Cabeleira, Kalú e Gui.

Os mais recentes trabalhos discográficos fazem parte do alinhamento do concerto, mas os clássicos que marcaram a história, tanto dos próprios, como do panorama musical português, não são esquecidos. Contentores’, Circo de Feras’, ‘Chuva Dissolvente’ e Homem do Leme’ são alguns dos temas que fazem o público levantar-se e cantar com a banda.

Este é um concerto que marca o regresso dos grandes espetáculos ao maior recinto fechado do país, depois de 610 silenciosos dias. Tim faz questão de agradecer às 13 mil pessoas presentes: “Obrigado por manterem a esperança”.

Com 46 anos de carreira, o baixista, vocalista e um dos fundadores dos Xutos & Pontapés foi recentemente distinguido pelo presidente Executivo da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, com o Prémio Carreira, o primeiro galardão atribuído pela empresa em Portugal. António Manuel Lopes dos Santos ou Tim, como é conhecido do grande público, tem vindo a ser reconhecido como uma figura que se destaca pelo esforço e excelência na área da música a nível nacional e foi com base nestas premissas que lhe foi prestada esta homenagem.

O homenageado não se esquece de, também ele, prestar uma homenagem no final da noite. “Há gente que nos faz falta, mas que está sempre no nosso coração”,  menciona, referindo-se ao amigo Zé Pedro, uma das personalidades indissociáveis da banda e um dos seus fundadores.

O público pede mais uma. O desejo é concedido. O espetáculo, tal como começa, acaba: “à maneira” dos Xutos.

Lê também: Entrevista. Pedro de Tróia: “Estou ao serviço do que as pessoas me fazem sentir”