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10 séries sul-coreanas para descobrires depois de ‘Squid Game’

Curioso com o universo dos kdramas? Temos recomendações para todo o tipo de espectador. Do romance ao suspense ou à fantasia, eis as séries que vais querer ver a seguir.

A série sul-coreana Squid Game, da Netflix, conquistou o mundo, trazendo um pouco mais da cultura e entretenimento asiáticos a uma indústria tipicamente ocidentalizada. No entanto, não é o único trabalho sul-coreano a fazer sucesso na plataforma.

Depois de Parasitas, de Bong Joon-Hoo primeiro filme internacional a vencer o Óscar de Melhor Filme em 2020, e juntando-se ao sucesso cada vez maior da música kpop, importada pelo ocidente no final da última década, com nomes como os BTS e as BlackpinkSquid Game traz agora o universo das séries sul-coreanas ao topo, sendo atualmente o maior sucesso da plataforma de streaming onde estreou. Se és dos que tem partilhado constantemente imagens do elenco e estás reticente por onde começar no mundo dos kdramas, o Espalha-Factos deixa-te uma lista de dez séries sul-coreanas para veres depois da série, desde o romance puro ao sobrenatural.

Doctor Stranger (2014)

A não confundir com a personagem da Marvel, este drama conta a história de Park Hoon (Lee Jong-Suk), um jovem que cresceu na Coreia do Norte, após ter sido raptado juntamente com o pai, um médico que lhe ensina tudo o que sabe. Anos depois, consegue fugir do Norte para o Sul e torna-se num jovem médico com uma reputação de génio na área cardiovascular do Hospital de Myungwoo University. No entanto, a sua carreira não é nada quando o amor da sua vida continua do outro lado da fronteira.

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A história acompanha então o aparentemente implacável Park Hoon, e os colegas do hospital, nos seus problemas bem distintos. Tudo isto enquanto o médico tenta esconder o passado para, um dia, poder recuperar a única parte positiva que resta dele.

Goblin (2016)

Em inglês, Guardian: The Lonely and Great God, este drama mistura fantasia e o espiritual e tem o potencial de deixar qualquer um a questionar a sua fé e a limpar as lágrimas e o ranho ao lenço de papel. A trama apresenta Kim Shin (Gong Yoo), um general que é assassinado por um superior que, com o golpe, se tornou num Goblin (ou, em coreano, dokkaebi), e assim imortal. 900 anos depois, no século atual, a imortalidade não parece uma bênção, mas um horror com que pretende acabar e, para isso, precisa de encontrar uma noiva humana.

Algures no final do século XX, Kim Shin salva uma mulher grávida da morte. Paralelamente, o Grim Reaper (Lee Dong-Wook) que esperava o seu corpo e alma, apercebe-se que não há nada para recolher” e vê o seu trabalho impedido. Isto terá consequências para Ji Eun-Tak (Kim Go-Eun), a bebé que nasceu da mulher salva pelo Goblin, tais como, por exemplo, ver fantasmas que lhe dizem que ela é a “aguardada noiva do Goblin”. 

W: Two Worlds Apart (2016)

E se as personagens de uma banda desenhada pudessem viajar entre mundos? W: Two Worlds Apart fez isto, ao trazer Kang Chul (Lee Jong-Suk), o protagonista do webtoon W, para a vida real. Não, não se trata de uma personagem inspirada num homem real: ele é mesmo um desenho que ganha forma humana.

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Kang Chul e o seu criador. | Imagem: Reprodução

Este drama de fantasia e romance cruza as vidas de Kang Chul e a real, de carne, pele e osso Oh Yeon-Joo (Han Hyo-Joo), uma cirurgiã que se vê arrastada para a vida complicada do protagonista que o webtoon retrata. Ao mesmo tempo, os dois correm contra o tempo, uma vez que o escritor do webtoon perdeu o controlo do universo paralelo que criou.

Remember: War of the Son (2015)

Um homem é acusado de um crime que não cometeu. A sua vida e do filho mudam completamente. Incapaz de se livrar da prisão, por não se lembrar de nada do que aconteceu na noite em que o crime ocorreu, o homem, que sofria de perda de memória e tinha já uma idade avançada, acaba por falecer na cadeia.

Seo Jin-Woo (Yoo Seung-Ho) não desiste de provar a inocência do seu pai. Para isso, faz o percurso académico de modo a tornar-se advogado e reabre o caso em tribunal, mesmo após a morte do pai. Um advogado sénior (Park Sung-Woong) e uma procuradora (Park Min-Young) acompanham-no na batalha legal.

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Jin Woo e o pai. | Imagem: Reprodução

A vantagem de Jin-Woo é a sua super memória, ou condição de hipertimesia, que faz com que esta guerra, embora dura, se vá compondo. Mas o tempo corre contra ele e a super memória ameaça tornar-se exatamente no contrário. Um drama brutalmente emocional, Remember: War of the Son mostra o sofrimento de um filho e uma justiça incapaz de defender os incapazes.

City Hunter (2011)

Este já é dos antigos, mas é provavelmente o melhor kdrama de ação da última década. A história segue Lee Yoon-Sung (Lee Min-Ho), um engenheiro de I.T. que trabalha para a Casa Azul (o equivalente à Casa Branca, ou seja, residência oficial e sede executiva do poder governativo e executivo na Coreia do Sul), e Kim Na-Na (Park Min-Young), uma guarda-costas que trabalha no mesmo edifício.

À primeira vista, City Hunter é um romance proibido entre os dois. Tecnicamente, esta abordagem não está errada. Contudo, pensando que são os cargos de alta importância para a segurança nacional que os impedem de tal, é aqui que nos enganamos: na verdade, Lee Yeon-Sung tem planos mais ambiciosos nas mangas do que ficar pela Equipa de Comunicação da Casa Azul, nomeadamente uma vingança pela qual anseia desde que era jovem.

City Hunter interliga o suspense e o romance numa história além fronteiras. Para além disso, apresenta um nível de detalhe que apenas o espectador atento pode perceber.

It’s Okay to Not Be Okay (2020)

Ko Moon-Young (Seo Yea-Ji) é uma popular escritora de livros infantis. O seu fã n.º 1 é Moon Sang-Tae (Oh Jung-Se), um homem na casa dos 30 anos que está no espectro do autismo. O irmão mais novo, Moon Kang-Tae (Kim Soo-Hyun), é o seu cuidador desde que a mãe faleceu de forma misteriosa. Sang-Tae assistiu a tudo e adquiriu um trauma relacionado com o evento, o que leva a que os dois irmãos tenham uma vida nómada.

Kang-Tae trabalha em hospitais psiquiátricos, nunca tendo progredido na carreira por causa da instabilidade. É por causa de um evento num dos hospitais em que trabalha que os três se cruzam e a história começa.

It’s Okay to Not Be Okay explora vários distúrbios psicológicos e conta a história traumática da infância das três personagens. É claro que, como qualquer drama sul-coreano, a abordagem nunca deixa de ser algo irrealista, mas a estética e cinematografia perderiam a qualidade se assim fosse. É o drama mais visto na categoria de romance na Netflix na Coreia do Sul e está também disponível em Portugal.

Pinocchio (2014)

Ha-Myeong (Lee Jong-Suk) cresceu sem pais, após um incêndio vitimar o pai, um bombeiro, e a mãe ter falecido pouco tempo depois. Completamente abandonado, acaba por ser resgatado por uma família que vive numa zona rural, nomeadamente por um idoso já com alguns problemas que crê que Ha-Myeong é o filho mais velho que perdeu há 30 anos.

O menino é rebatizado como Choi Dal-Po e cresce com o idoso e a neta, Choi In-Ha (Park Shin-Hye), da mesma idade que o protagonista, de quem se torna “tio”. In-Ha tem, no entanto, uma particularidade: sempre que mente, começa a soluçar – é o chamado “síndrome Pinóquio”.

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Isto coloca um desafio à sua ambição profissional: In-Ha quer ser repórter, tal como a mãe ausente, a conhecida repórter e apresentadora televisiva Song Cha-Ok (Jin Kyung), que Dal-Po descobre ter sido quem, anos antes, impiedosamente cobriu a reportagem do fogo devastador que acabou com a vida do seu pai. Dal-Po não sabe o que quer fazer quando crescer, mas a inteligência leva-o a um lugar em comum com a “sobrinha”: a televisão.

Pinocchio traz uma abordagem interessante do jornalismo sul-coreano e sobre a tendência das visualizações e grandes interesses económicos ditarem aquilo que importa mostrar no pequeno ecrã.

Suspicious Partner (2017)

De acordo com a descrição da Netflix, embora a série ainda não esteja disponível em Portugal, a “vida de um procurador de sucesso dá uma reviravolta, quando a nova estagiária que ele acaba de contratar se torna a principal suspeita de um homicídio“. Ele é No Ji-Wook (Ji Chang-Wook) e a resolução deste caso vai ditar o fim da sua carreira como procurador, decidindo deixar a pressão do cargo público para exercer advocacia. Ela é Eun Bong-Hee (Nam Ji-Hyun), uma rapariga cujo objetivo após a absolvição do caso é encontrar o verdadeiro homicida que quase a colocou na cadeia por décadas.

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Apesar do tema pesado, podemos considerar Suspicious Partner uma espécie de romcom. O tom é facilmente desvendado logo no primeiro episódio.

Lovestruck in the City (2020)

Hopeless romantics, não saiam do sítio, porque a partir de agora as séries são para vocês. Nesta produção, uma equipa acompanha a vida de seis adultos, cujas vidas se cruzam em algum momento, na amizade ou no amor. Realizada por Ji Chang-Wook (também responsável por Suspicious Partner e It’s Okay Not to Be Okay), a série descreve a forma como cada um dos seis participantes vê e se enquadra nas suas relações e conta a história das mesmas.

Protagonizada pelo arquiteto Park Jae-Won (Ji Chang-Wook), que se apaixona de forma intensa, e a designer de espírito-livre Lee Eun-Oh (Kim Ji-Won), que quer esconder quem é e quem queria ser, a trama romântica faz-nos sofrer pelo coração dos dois e pela relação falhada.

Lovestruck in the City inova ao afastar-se do estereótipo de romance sul-coreano (o triângulo amoroso, a tragédia), mostrando apenas adultos a viver uma realidade não tão distante da nossa. A série está disponível na Netflix.

Start-Up (2020)

A série protagonizada por Bae Suzy (que os fãs de kpop devem conhecer), Nam Joo-hyuk, Kim Seon-ho e Kang Han-na explora uma Silicon Valley fictícia na capital sul-coreana, onde os quatro protagonistas se vão eventualmente cruzar. Esta hub tecnológica, a Sandbox, pretende ser um espaço seguro para empreendedores que acabaram de começar um negócio e não têm nada que os ampare.

A equipa Samsan Tech. | Fotografia: Reprodução

Start-Up foca-se na história de Seo Dal-Mi e o seu penpal, que nunca chegou a conhecer fisicamente, com quem trocava cartas quando era mais nova. Convencida de que ele é um génio de Matemática dado pelo nome Nam Do-san, Dal-Mi quer encontrá-lo, mas o verdadeiro Do-San não faz ideia de quem ela seja. A série está disponível na Netflix.

Strong Woman Do Bong-Soon (2017)

Personagens femininas fortes? Queremos muitas e Do Bong-Soon (Park Bo-Young) ultrapassa a escala. Literalmente. Dotada de força sobrenatural, Bong-Soon é uma espécie de justiceira que luta contra mauzões durante a noite e trabalha numa empresa de videojogos durante o dia. O negócio é gerido por An Min-Hyuk (Park Hyung-Sik), nada convencionalmente protegido por Bong-Soon, a quem prometeu um alto ordenado e um melhor trabalho conforme ela mostrasse os seus dotes enquanto guarda-costas.

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No bairro onde a protagonista vive, encontra-se também o seu amigo de infância (e paixão eterna), In Kook-Doo (Ji Soo), um polícia destacado para investigar crimes contra mulheres que têm sido cometidos ali perto. O desenvolvimento não é difícil de seguir: o triângulo amoroso instala-se e, no meio de gráficos peculiares, Bong-Soon prospera. A série está disponível na Netflix.