Parlamento Europeu Projeto Pegasus
Fotografia: Parlamento Europeu

Projeto Pegasus recebe Prémio de Jornalismo Daphne Caruana

O Projeto Pegasus foi realizado pelo consórcio Forbidden Stories que conta as histórias de jornalistas silenciados.

O Projeto Pegasus venceu a edição de 2021 do Prémio de Jornalismo Daphne Caruana, segundo anunciou esta quinta-feira (14) o Parlamento Europeu, em comunicado. O consórcio responsável pelo projeto, Forbidden Stories, vai receber o prémio no sábado (16).

Pegasus: The new global weapon for silencing journalists (“Pegasus: a nova arma mundial para silenciar jornalistas”, em português) é um projeto de jornalismo de investigação. Com o apoio da Amnistia Internacional, a reportagem denunciou a empresa israelita NSO Group, que utiliza dados dos clientes para espiar centenas de jornalistas, ativistas de direitos humanos, políticos, chefes de Estado, advogados, entre outros.

Este projeto reúne “mais de 80 repórteres de 17 órgãos de comunicação social de 10 países”, de acordo com o comunicado. Fundado em 2017, tem como missão “aprofundar as investigações de casos de jornalistas assassinados, detidos ou sob ameaça”. Esta rede quer assim prestar a devida homenagem aos jornalistas que morreram no decorrer e por causa do seu trabalho, nomeadamente na investigação de crimes ambientais e relacionados com cartéis.

Justiça para todas as Daphnes Caruanas

O nome do prémio vem da maltesa Daphne Caruana Galizia, que morreu em 2017. A bloguista e jornalista de investigação foi assassinada num atentado com um carro armadilhado. Dois anos depois, o Parlamento Europeu criou o prémio em sua homenagem, bem como de todos os profissionais que, tal como ela, se sacrificaram pela defesa da liberdade de expressão.

Os jornalistas reconhecidos vão receber o prémio no dia 16 de outubro, no mesmo dia em que Galizia morreu. Desta forma, o objetivo do galardão é recompensar “o jornalismo de excelência que fomente e defenda os princípios e valores fundamentais da União Europeia, tais como a dignidade humana, a liberdade, a democracia, a igualdade, o Estado de direito e os direitos humanos”, de acordo com a entidade.

O prémio tem um valor de 20 mil euros. O montante é atribuído para demonstrar “o forte apoio do Parlamento Europeu ao jornalismo de investigação e a importância de uma imprensa livre”.

Lê também: CNN Portugal promete o “maior estúdio de informação do país”