Cassete Pirata
Fotografia: Divulgação / Martim Torres

À Escuta. Cassete Pirata e Iguana Garcia entre os destaques

Nesta edição do À Escuta, rubrica semanal do Espalha-Factos que destaca os lançamentos da música nacional, destacamos os novos discos de Cassete PirataIguana Garcia. As colaborações entre Branko Dino d’SantiagoBéesau Pongo Bárbara Bandeira Carminho; novos singles de Pedro de Tróia, Yung Spaceghost, Cíntia e Them Flying Monkeys; e os novos discos de André Barros, Mimi Froes e The Happy Mess também figuram os lançamentos desta semana.

Cassete Pirata cavam novo trilho em A Semente

A Semente é o novo disco dos Cassete Pirata, quinteto composto por António Quintino, Joana Espadinha, João ‘Pir’ Firmino, João Pinheiro e Margarida Campelo. É o segundo longa-duração da banda, que se lançou em 2017 com a edição do EP homónimo e deu a conhecer canções intemporais como ‘Outra Vez’ ou ‘Pó no pé’. Desde então, editaram A Montra em 2019, onde revelaram uma veia lírica ainda mais profunda com uma viagem às raízes (em canções como ‘Alentejo’ ou ‘Chora Mãe’) e ao psicadélico.

Em A Semente, os Cassete Pirata abrem ainda mais o jogo, mostrando ao que veio. A veia intervencionista sobressai em canções como ‘A Raiz’, ‘Pirâmide’ ou ‘Também Serve Pra Lutar’, de mão dada com o rock alternativo e uma pitada de indie-pop. ‘Só Mais Uma Hora’ canta as futuras saídas, onde o mantra é adiar só mais um bocadinho a partida.

O segundo disco da banda vem reafirmar a qualidade que já mostravam desde o EP: as letras brilhantes e os arranjos trabalhados complementam-se sem percalços – A Semente cava um novo trilho na carreira dos Cassete Pirata; trilho este que começará a ser apresentado já no dia 20 de outubro, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Seguem-se concertos no Maus Hábitos, Porto (21 de outubro), no Avenida Café-Concerto, Aveiro (22 de outubro), no Bang Venue em Torres Vedras (23 de outubro) e em Faro (27 de novembro). 

Ilha da Iguana é o novo lançamento de Iguana Garcia

O novo disco de Iguana Garcia debruça-se sobre a famosa citação de John Donne, que afirmou em 1624 que “nenhum homem é uma ilha” – no entanto, argumenta Iguana Garcia, não há tempo mais propício para o ser. É cada vez mais fácil e normal o isolamento (forçado ou não) e as fronteiras são cada vez mais frequentes.

Mas Iguana Garcia não se deixa levar por elas: é “dono de uma música que foge aos padrões impostos pelos media ou pelo marketinge deixa-se levar pelas vibes, sem preocupações de encaixar o seu género musical numa caixa. Pode ser house, techno, pode ser indie. O importante é que se dance. E é precisamente isso que apetece fazer ao longo das 11 faixas de Ilha da Iguana. É caso para dizer: missão cumprida.

Branko & Dino d’Santiago juntos novamente em ‘Lokura

A equação é simples: sempre que Branko e Dino d’Santiago se unem, é porque um clássico instantâneo está a caminho. E com ‘Lokura’ não é diferente. A dupla responsável por grandes hits como ‘Nova Lisboa’, ‘Kriolu’ e ‘Tudo Certo’ junta-se novamente neste single que mistura afro-house, baile-funk e coladeira. Branko, como não podia deixar de ser, está à frente da produção, enquanto a voz de Dino d’Santiago ecoa: “Odja lokura!”.

Jardim da Parada é o novo longa-duração de The Happy Mess

The Happy Mess celebram dez anos de edições com o lançamento de Jardim da Parada, o mais recente disco deste quinteto composto por Miguel Ribeiro, João Pascoal, Hugo Azevedo, Afonso Carvalho e Paulo Mota Pereira. Iniciado em 2020, nem a pandemia deu trégua à criação musical – da composição e pré-produção à distância nasceram os contornos de Jardim da Parada e foi só na fase final dos arranjos que o grupo se encontrou em estúdio.

O disco acaba também por ser uma celebração da língua portuguesa, sendo o primeiro disco que a banda edita inteiramente na língua materna – esta celebração estende-se ao leque de colaborações presentes no disco, com nomes como Capicua, José Luís Peixoto, Rodrigo Guedes de Carvalho, Sara Leal e Rui Reininho.

Os The Happy Mess apresentam o Jardim da Parada no dia 25 de outubro no Teatro Maria Matos, em Lisboa e no dia 28 de outubro na Casa da Música, no Porto.

Deixa Partir’ é a nova colaboração entre Béesau e Pongo

O artista francês Béesau junta-se à elétrica Pongo na canção ‘Deixa Partir’. Num novo registo, onde o jazz e a house ganham protagonismo. O trompetista Béesau, que teve o seu debut em 2019, junta-se à artista com origens angolanas neste single tranquilizante, num estilo diferente daquele que nos habituamos a ver Pongo em protagonismo. Uma bela surpresa da parte de Pongo e uma novidade no que toca a Béesau, que se vem afirmando como um exímio instrumentista no panorama musical francês.

André Barros de regresso em Vivid 

André Barros estreou-se em 2013 com Circumstances, um dos primeiros lançamentos da Omnichord Records, no rescaldo de um estágio no Sundlaugin, estúdio islandês fundado pelos Sigur Rós. Ao longo dos anos, foi lançando vários discos, componho bandas sonoras, construindo uma carreira profissional enquanto compositor e colaborando com vários realizadores de cinema de todo o mundo. Vivid, a sua mais recente empreitada, chega oito anos depois do seu primeiro disco, revelando uma linguagem cinematográfica madura e uma identidade fincada.

Neste disco, que conta com a colaboração da violonista Tamila Kharambura em canções como ‘Flourishing’ e ‘Ascending’ e a música que dá título ao disco é um featuring com Pedro Barros. Em Vivid, o objetivo de André Barros deseja que “ouvinte encontre espaço suficiente neste embalo melódico para revisitar momentos do seu passado, onde se sentira verdadeiramente atento e desperto”.

Mimi Froes apresenta E a cantar

E a cantar é o novo de Mimi Froes, o segundo da sua discografia. Cantora, compositora e instrumentista, Mimi Froes deu a cara pela primeira vez em 2014, no Factor X. Desde então, lançou um EP e vários singles. Do primeiro projeto, Vamos Conversar, saíram duas músicas para a banda sonora da telenovela da SIC, A Serra. Em E a cantar, Mimi Froes faz uso do jazz e da pop como pano de fundo das canções – o seu principal objetivo neste EP é dar a conhecer “o lado mais despido das canções”, de modo a encontrar “a vulnerabilidade das palavras”.

Pedro de Tróia anuncia mais um avanço do novo disco

Namorada é o mais recente single de Pedro de Tróia. Depois de ‘Gosto Tanto de Ti’ e ‘Carrossel’, que conta com a ilustre presença de Rui Reininho, este novo single chega em forma de balada. A percussão que ecoa é embalada pela voz de Pedro de Tróia: “Fura as ondas que embalo para ti / Dou-me inteiro / Amanhã estamos aqui”. O instrumental tem um quê de épico e relembra viagens além-mar, mas a lírica romântica de Pedro de Tróia relembra que esta também é uma canção de amor.

Este single é o terceiro do novo disco, Tinha de Ser Assim, que será lançado a 15 de outubro e apresentado a 11 de novembro no Capitólio, em Lisboa. A capa do single teve mão do multifacetado Silas Ferreira, que estará presente no Capitólio enquanto membro da banda que conta também com João Eleutério, Rita Laranjeira e Tomás Branco.

Them Flying Monkeys apresentam single gravado ao vivo

Rayleigh Scattering’ é o novo single dos Them Flying Monkeys, banda baseada em Sintra que tem vindo a ganhar pujança nos últimos anos. Depois de Under the Weather, um dos discos mais ambiciosos de 2020, os Them Flying Monkeys regressam em novembro com um disco ao vivo. Enquanto não chega, ficamos com um gostinho do que será com ‘Rayleigh Scattering’, o primeiro single de avanço desse disco ao vivo, denominado The Silence Between Songs.

‘Onde Vais’ é a nova colaboração entre Bárbara Bandeira e Carminho

A fadista Carminho junta-se a Bárbara Bandeira no single Onde Vais’. A letra é um trabalho conjunto da dupla com Ivo Lucas. A canção une a voz doce de Bárbara Bandeira ao fado característico de Carminho, com um instrumental composto por piano e cordas. ‘Onde Vais’ é uma canção que mostra que a simplicidade acaba por ser a escolha certa. O lançamento deste single antecede uma mini digressão acústica de Bárbara Bandeira pelo país e a sua estreia no Coliseu dos Recreios, a 6 de novembro.

Tou na Boaé o novo single de Cíntia

Após ‘Je T’Aime’, Cíntia regressa com ‘Tou na Boa’. Este novo single, que comporta no seu cerne batidas de afro-beat, é mais uma amostra do talento que Cíntia já revelava aquando do seu primeiro lançamento, ‘Grana’, aos 16 anos. 

A energia e a autovalorização, pilares que Cíntia incorpora nas suas canções, está novamente presente nesta música, calma e segura de si própria. A mistura e a masterização de Tou na Boa’ ficaram a cargo de MIC Ferreira, enquanto que o vídeo, que representa uma festa há tanto necessária, foi realizado por Blackrose.

Yung Spaceghost regressa com ‘KDK

KDK’ é o novo single de Yung Spacegoat, uma das mais recentes sensações do trap português. ‘KDK’ não se cinge, no entanto, a este género, tendo no seu cerne uma mistura entre trap e dancehall. A canção conta uma história: “Yung Spaceghost inspirou-se numa rapariga que guardava os momentos que viviam juntos numa câmara Kodak descartável e que lhe ofereceu antes de se separarem”. Com esta canção, Yung Spaceghost volta a afirmar-se, com apenas 19 anos, como uma das vozes mais revigorantes no panorama do trap e hip-hop nacional.

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