Globos de Ouro. ‘A Herdade’ triunfa no cinema

'Herdade' leva para casa dois prémios referentes ao melhor do cinema nacional nos últimos dois anos

A Herdade venceu dois dos três prémios para o cinema produzido em Portugal entre 2019 e 2020. Houve ainda espaço para Listen e um prémio de carreira para a realizadora Teresa Villaverde.

A 25.ª Gala dos Globos de Ouro, que premeia o melhor do mundo das artes e do espectáculo, regressou após um ano com uma pausa forçada devido à pandemia. Apresentada por Clara de Sousa, a cerimónia começou por revelar o “melhor cinema e os seus protagonistas”.

Carolina Loureiro e César Mourão apresentaram o prémio de melhor atriz. A juntar aos vários prémios, nacionais e internacionais, que o filme tem recebido, Lúcia Moniz foi distinguida como melhor atriz pela prestação no filme Listem, frente a nomes como Margarida Vila-Nova (Hotel Império), Maria de Medeiros (Ordem Moral), Sandra Faleiro (A Herdade) e Vitalina Varela (Vitalina Varela). A atriz voltou a sublinhar que “este filme não merece que seja desperdiçado nenhum tempo de antena” e quis passar a mensagem de que “um artista não deve ser governo, mas sim influenciar os governantes”.

Jéssica Athayde e Bruno Nogueira apresentaram o prémio para melhor ator de cinema. Albano Jerónimo foi distinguido pelo papel no filme A Herdade e subiu ao palco com um tradutor de língua gestual para enviar uma mensagem para todos os profissionais da área da cultura e por fim um agradecimento especial aos seus “colegas de cena que o acompanharam a construir a personagem e toda a equipa sem a qual não seria possível existir este filme”. O ator estava nomeado com João Nunes Monteiro (Mosquito), Luís Lima Barreto (O Ano Da Morte de Ricardo Reis), Ruben Garcia (Listen) e Sérgio Praia (Variações).

A Herdade foi também eleito o melhor filme, a competir com Listen, Mosquito, Ordem Moral e Variações. O produtor Paulo Branco defendeu que este deveria ser um “dia de superação e não de queixas” e fez notar que apesar de tudo o cinema soube se reinventar ao longo do último ano e meio.

Para marcar os 25 anos dos Globos de Ouro, há este ano um prémio especial para figuras que marcaram as diversas áreas nos últimos 25 anos. Em cinema, a personalidade distinguida foi a realizadora, argumentista e produtora Teresa Villaverde, que deu especial relevo a três mulheres com quem trabalhou nos últimos anos, Maria de Medeiros, Ana Moreira e Beatriz Batarda e também fez uma referência especial a Teresa Roby, atriz falecida com apenas 45 anos. Lembrou também que o apoio às artes, ciências, investigação e escrita tem que ser encarado não como um “favor”, mas como uma “obrigação” por parte do governo.

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