Festa é Festa no Cristina ComVida
Fotografia: Inês Lacerda

‘Festa é Festa’ no ‘Cristina ComVida’: “A emissão deste sábado vai revolucionar a televisão”

O Espalha-Factos foi ao Cristina ComVida no dia em que a casa abriu portas para receber o elenco de Festa é Festa.

Num ambiente de festa, o elenco de Festa é Festa foi aos estúdios da Venda do Pinheiro dar início às celebrações do fim de uma aventura e início de uma nova, que está prestes a ir para o ar. É já na segunda-feira (27) que arranca a segunda temporada da telenovela da TVI, mas a festa de despedida da primeira decorre ao longo de todo este sábado (25), com o episódio mais longo da televisão portuguesa. Durante nove horas, há muita festa em direto da Aldeia da Bela Vida.

Sobre a emissão deste sábado, Carlos M. Cunha (Padre Isidro Botica) adianta que vai ser uma “pedrada no charco da televisão”. “Quanto se junta o direto com o pré-preparado, a improvisação com o que está já escrito e a ficção com a realidade, estamos perante algo revolucionário”, menciona o ator, sobre o facto de, apesar de terem os textos definidos, esta emissão conta com “muito espaço para a criação”, com a possibilidade de improvisar e de ter “coisas que se alteram no momento”.

Carlos M. Cunha comenta ainda o facto da celebração do final da primeira temporada do formato coincidir com o calmo regresso à normalidade, depois da pandemia. “Curiosamente, esta grande festa calha numa altura em que estamos cada vez mais perto da normalidade, com menos medidas de restrição, por isso parece quase realidade. Está a dar-nos muito gozo preparar isso”, revela.

Manuel Melo (Jorge Festas) também acredita que esta vai ser uma emissão que vai marcar a televisão portuguesa. De quem faz e fez o Somos Portugal durante 10 anos e de quem agora está na novela, sei que vai ser único”, afirma. A isto, acrescenta ainda: “Há coisas que vão acontecer que nunca aconteceram e vai ser muito divertido. Vai haver freestyle, mas com um grande comandante a bordo do navio para nos levar a bom porto.”

Quanto à segunda temporada, o ator garante que continua a surpreender. “O mesmo registo continua a ter cartas para dar, consegue-se arranjar sempre um fio condutor e dar credibilidade àquilo que está a acontecer”, refere. Mas para conseguirem obter este sucesso, há certos desafios que têm de ultrapassar, como revela Manuel Melo: “Acho que para quem está a ver passa a sensação de que aquilo eram pessoas que podiam realmente existir. Esse é o nosso desafio diário, não deixar resvalar para uma coisa que pareça muito irreal, para não perder a piada e não deixar de ser o humor que tornou o Festa é Festa tão bem acolhido pelo público”.

Manuel Marques (Fernando Silva) é outro dos atores que se confessa ansioso pelo (re)começo “bombástico”, ainda por cima em Paris. “Já vi algumas cenas de Paris e estão muito boas. Vai haver ali uns desvios linguísticos muito engraçados”, adianta.

Para Sílvia Rizzo (São Silva), gravar fora de Portugal foi uma “aventura maravilhosa”. “Foram muitas horas de trabalho, mas permitiu-nos trazer de lá material que está muito, muito bom, e isso deixa-nos muito satisfeitos. Claro que aproveitamos para nos divertir lá, mas isso fazemos em qualquer lado. Se nos divertirmos sabemos que as pessoas também se vão divertir connosco”, refere.

A atriz portuguesa descreve Festa é Festa como o “Gil Vicente desta época”. “Temos o padre, a alcoviteira, temos de tudo. Vamos manter aqueles conflitos, mas o que eu acho genial é como que as pessoas que vivem aqui nesta aldeiazinha são todas muito unidas. Uns acham-se mais espertos do que outros, mas mesmo com a “xica esperteza”, é tudo gente como deve de ser. No fundo, quase parece a aldeia do Astérix: a malta vive ali muito bem naquela aldeia e não querem que vá para lá ninguém chatear. Isso é muito giro e está aqui bem representado. As pessoas acabam por se rir de si próprias, por se verem representadas. Esta questão da junta de freguesia, estes “poderzinhos”, correspondem mesmo à vida real”, menciona Sílvia Rizzo.

Carlos M. Cunha garante que o Padre vai continuar a manter o equilíbrio no meio da loucura à sua volta. “Ao longo das temporadas, ele não vai deixar de ser aquilo que é. Se ele se mexe mais para um lado ou mais para o outro, desequilibra-se completamente a coisa”, afirma. Sobre o futuro da personagem, o ator refere ainda: “Não estou a ver o padre a envolver-se com ninguém, mas talvez tenha umas dúvidas, como ser humano que é, nada mais do que isso. A minha personagem não precisa de ter graça, o que tem graça são as reações dos outros e eu adoro isso, até na comédia de improvisação”.

Por sua vez, Pedro Alves adianta apenas que Bino se vai candidatar à presidência da câmara: “Deixo na mente e na expectativa de toda a gente o que é que o Bino pode fazer numa presidência da câmara”. Sobre o facto de agora toda a gente lhe chamar “Bino” na rua, o ator diz que já está habituado. “Não é algo que seja novo para mim, porque já fiz outras personagens e outros trabalhos com nomes marcantes e as pessoas chamavam-me isso na rua. Só é diferente porque a novela chega dos 8 aos 80 – assim como o Bino e as suas ideias –, isso é que me deixa espantando”, comenta.

Para Carlos M. Cunha, um dos maiores feitos de Festa é Festa foi atrair público novo. “Muita gente que não via novelas começou a ver, principalmente homens. Eu sou do campo e convivo com muita gente das zonas rurais e a maior vitória desta novela foi ter colocado homens a ver novelas, e nós não mostramos mulheres nuas… Mostramos gente normal, a falar de coisas normais, e muito divertidas”. O ator defende que o formato trouxe ao país um pouco daquilo que precisava e que acabou por fazer serviço público, sem drama e com a capacidade de brincar”. “Esta novela é um “desbloqueador” de humor, boa vontade e aceitação. Não temos dramas, os que temos resolvem-se muito facilmente”, remata.

Sílvia Rizzo também reflete sobre este sentimento de serviço público. “Acho que isto veio na altura certa, tanto para mim como para as pessoas que estão a ver. Toda a gente me diz: ‘é aquele bocadinho que eu tenho para me rir’ – e há pessoas que não estão a passar um bom momento e às vezes uma gargalhada, um sorriso, faz toda a diferença. Estou muito agradecida”, revela.

Quanto à preparação para a personagem, a atriz reconhece que a sua experiência de vida acabou por ser o mais importante. “Nós temos sempre referências de pessoas que vamos conhecendo ao longo da vida. Com esta idade eu já conheci muita gente e há muita personagem que eu já consigo ir buscar aqui e acolá”, explica. Em relação ao feedback, a atriz reconhece que, ao contrário de pensar que estava a ser “exagerada” na interpretação de São, foi muito positivo. “Vieram-me dizer que pelo contrário: até podia ser mais “exagerada”, porque na vida real a atitude é mesmo assim. Recebi mensagens desde a Suíça, da França, de pessoas daqui que têm familiares no estrangeiro, etc. Foi muito giro, o feedback tem sido muito interessante”, conta.

Sobre o espaço que projetos como este têm na ficção nacional, Manuel Marques, que teve neste projeto a sua estreia em telenovelas, não hesita em responder: “Claro que tem, a ficção nacional está em alta. Nós estamos a concorrer aos Internacional Emmy Awards, quem sabe se esta novela também não chegará lá”. O ator conta ainda que se sente muito satisfeito com a nova experiência. “Eu nunca tinha feito novela, mas quero repetir. Aceitei fazer por experiência, porque queria mesmo experimentar. Gosto de estar sempre a aprender e pronto, arrependi-me imenso…(estou a brincar)”, reconhece.

Manuel Melo também vê com bons olhos uma revolução na ficção portuguesa: “Esta novela demonstrou que não é necessário aquilo a que estamos habituados a ver nas novelas para que tenham sucesso. De certa maneira, veio pôr em questão várias situações que já existiam no mercado há um tempo e aquilo que se dá ao público. Acho que esse tipo de revolução é extremamente positiva”O ator português realça ainda a experiência positiva que teve durante a realização da telenovela. Para mim, este é um projeto em que eu estou muito à vontade e que tem muito a ver com o non-sense, que eu acredito ser uma das melhores formas de fazer o humor. Portanto, eu estou como um peixe na água, adoro isto”, afirma.

A segunda temporada de Festa é Festa, que tem sido uma das revelações da TVI, promete continuar a levar a diversão da Bela Vida até à casa dos portugueses. Podes ver, na galeria abaixo, mais fotografias da ida do elenco ao Cristina ComVida:

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