Yorick (Ben Schnetzer) em Y The Last Man
Imagem: FX

‘Y: The Last Man’ pinta um mundo (quase) sem homens

Vem aí mais um apocalipse, mas não é apenas um clone de The Walking Dead. A série Y: The Last Man da FX, lançada a 22 de setembro no Disney+ como original Star, é uma adaptação da celebrada banda desenhada da DC do mesmo nome.

Os primeiros três episódios já estão disponíveis no Disney+, com os sete capítulos seguintes a serem lançados às quartas-feiras.

A banda desenhada, escrita por Brian K. Vaughan (Saga, Paper Girls) e ilustrada por Pia Guerra, percorre 60 capítulos lançados entre 2002 (um ano antes de The Walking Dead) e 2008.

Tanto a banda desenhada como a série acompanham o desfecho de um genocídio: todos os seres da terra com cromossoma Y no ADN morrem subitamente. Todos, excepto Yorick (Ben Schentzer), um jovem aspirante a ilusionista residente em Nova Iorque, e o Ampersand, o seu macaco de estimação.

Em Washington, DC, a congressista Jennifer Brown (Diane Lane), mãe de Yorick e Hero (Olivia Thirlby), acaba por se tornar a presidente regente dos Estados Unidos após a morte do presidente, assim como de todos os homens na linha de sucessão. A recém-nomeada é abordada pela Agente 355 (Ashley Romans), uma agente que estava destacada para a proteção do antigo presidente.

Assim, o desastre subsequente é menos The Walking Dead e mais uma combinação de Contagion, o famoso snap de Infinity War e o drama político de Designated Survivor.

Hero (Olivia Thirlby) em Y: The Last Man
Imagem: FX

Embora a banda desenhada se passe em 2002 (quando foi lançado o primeiro capítulo), os criadores da série optaram por transportar a história para o presente, sendo que muito do comentário social e político é adaptado para melhor representar a realidade atual, em concreto no contexto cultural norte-americano.

Assim, Y: The Last Man toma um tom mais socialmente relevante e apoiado no clima político vivido desde a eleição de Donald Trump, para além das questões de género ou divisão política que se mantêm desde 2002.

Para além do elenco e figurantes, grande parte da equipa criativa e técnica são mulheres, incluindo a showrunner e guionista Eliza Clark (The Killing, Animal Kingdom) assim como todas as realizadoras ao longo da temporada.

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