Eunice Muñoz
Eunice Muñoz em "Olga Drummond". Imagem: Divulgação RTP

Eunice Muñoz. Documentário sobre vida da atriz estreia em novembro

O documentário que visa celebrar os 80 anos de carreira de Eunice Muñoz chega ao grande ecrã no dia 4 de novembro. Eunice ou carta a uma jovem atriz, realizado por Tiago Durão, retrata uma faceta diferente da atriz, como “mãe, mulher, avó e amante”. O projeto estreia em pelo menos 32 salas de cinema, mas terá uma antestreia no dia 3  de outubro e estará na secção Heart Beat do festival DocLisboa nos dias 21 e 31 do mesmo mês.

Durante a apresentação do filme à imprensa, que aconteceu esta segunda-feira (13), o realizador explicou que quer oferecer ao público uma visão do lado humano de Eunice, através das memórias privadas da artista. Para isso, entra em casa da atriz e inicia uma viagem pela sua vida e carreira, que começa no palco do Teatro Nacional em 1941.

“Acompanhei todas as fases do filme, assisti a todas as etapas do trabalho e achei que não podia existir melhor lugar de memória, porque é assim que eu sou, porque é assim que eu quero que guardem uma memória de mim”, contou Eunice Muñoz, ao qual acrescentou ainda que é “uma mulher normal como todas as outras, mas que é atriz”. Eunice teceu ainda elogios ao trabalho de Tiago Durão: “Penso que conseguiu filmar-me em casa como mulher e em palco como atriz”.

Eunice ou carta a uma jovem atriz começou a ser gravado em outubro do ano passado e teve a colaboração de vários famosos. Entre eles encontra-se Ruy de Carvalho, que faz o prólogo do filme, Maria João Pires, que toca a sonata n.º 14 de Beethoven, e Luís Miguel Cintra, que dá voz a um poema de António Barahona.

Documentário como “passagem de testemunho” à neta

O documentário de Tiago Durão foi realizado a pedido da própria atriz, de maneira a “passar o testemunho e ver continuado o sonho do teatro” pela neta Lídia Muñoz, que também trabalha no ramo. Eunice explica que quis ver este momento registado pelo cinema e, segundo o cineasta, o documentário revela a cumplicidade natural entre as duas e abre portas à intimidade e aos seus rituais domésticos.

Apesar da felicidade, a neta da artista confessou ter “algum medo de não estar à altura” de um testemunho “tão pesado e tão importante” como este. Ainda assim, vê o cinema como o registo de “um lugar onde houve vida” e, neste filme, consegue ver a avó como ela é todos os dias.

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