Nossa Lisboa. Nasce um novo festival que reúne artistas de várias origens

No dia dez de setembro, terá início a primeira edição do Festival Nossa Lisboa. Serão duas noites com 18 concertos em três palcos na Altice Arena. O cartaz é composto em exclusivo por artistas residentes em Lisboa.

A 10 e 11 de setembro, nasce em Lisboa um novo festival que reúne artistas de várias origens dentro da CPLP, mas todos residentes em Lisboa. Com o slogan “Os ritmos da cidade que é de todos, os ritmos da nossa Lisboa”, este evento é um “encontro de culturas” que a cidade acolhe.

Cartaz Nossa Lisboa

Luís Montez, organizador do evento, explica os motivos que levaram à criação do festival. “É um sonho antigo porque eu nasci em Angola e sou fã da música angolana e africana de expressão portuguesa”, conta.

A ideia não é recente, mas a altura pareceu a ideal para a sua concretização. “Este ano, com as dificuldades todas da pandemia e com a dificuldade de os artistas estrangeiros viajarem por causa das quarentenas, achámos que era a altura ideal porque estes todos que vão ao festival Nossa Lisboa vivem em Lisboa.”, explica Luís Montez. “Portanto, é um festival muito ecológico. Não tem viagens de avião. Não tem hotéis. Todos vivem aqui”.

Luís Montez considera que o Nossa Lisboa é uma forma de celebrar a multiculturalidade e capacidade de integração da cidade de Lisboa. “Eu, quando vim de Angola para Portugal, fui muito bem recebido pelos portugueses. Eu acho que Lisboa tem esta grande riqueza, de respeitar as várias comunidades, integrá-las e viverem em grande harmonia e partilha”, reflete o organizador do festival. “Eu gosto da ideia de ter um palco em que canta a Ana Moura, o Nelson Freitas, os Calema…”.

Nossa Lisboa representa a abertura da capital portuguesa a diferentes culturas e a convivência entre elas. “É uma coisa que já acontece informalmente às vezes em restaurantes, em festas” segundo o promotor de espetáculos. “Como a comunidade destes países é grande em Lisboa, eu acho que reunimos as forças todas” explica, apesar de reconhecer que há muitos mais artistas que vivem em Lisboa que se enquadram no conceito do festival, mas não fazem parte do cartaz este ano.

Os dois dias de festival são preenchidos com vários artistas da CPLP, os países que falam a língua portuguesa. “Aqui não há ingleses, não há americanos, não há espanhóis” descreve Luís Montez. Neste evento que privilegia a música em língua portuguesa, há artistas mais populares nos outros países da comunidade do que em Portugal. “Há aqui um nome que em Angola está a explodir” é como se refere a Edgar Domingos, revelando curiosidade pela reação do público português ao trabalho do artista.

Calema

No dia 10 de setembro, Cubita abre o festival às 19h00 no Palco Ermelinda Freitas (Escadaria), onde também vão atuar nessa noite Irma e Rua das Pretas. Na Sala Tejo, atuam Toty Sa’ Med, Luca Argel e Bonga. O palco principal, o Palco Arena, é estreado pelos Calema às 20h30, seguido por Mayra Andrade e Paulo Flores. No segundo dia de festival, o Palco Arena é ocupado por Nancy Vieira (que convida Fred Martins), Nelson Freitas e Ana Moura, a fadista que em Abril abraçou uma carreira independente e deu uma nova abordagem à sua música. Na Sala Tejo, atuam Ivandro, Selma Uamusse e Valete e, na Escadaria, Edgar Domingos, Blacci e Soraia Ramos com Lisandro Cuxi.

A seleção dos artistas teve em conta as regras impostas pela DGS devido à pandemia da covid-19. “Estar sentado a ouvir um DJ é uma tortura. Ritmos como kuduro e eletrónicos evitei porque as pessoas vão ter de estar sentadas” esclareceu o promotor. “Ana Moura é fado. Ouve-se muito bem sentado”.

Com expectativas de prolongar o festival para futuras edições, Luís Montez revela esperança num aliviamento das restrições, de modo a intensificar a experiência. “Espero que na próxima edição já não hajam estas restrições e as pessoas possam dançar à vontade. Acho que já esteve mais longe” desabafa. “Vamos lá ver se é o primeiro de muitos”. Outro plano futuro para o festival é alargá-lo além da música “Eu gostava de na próxima edição incluir gastronomia. Desta vez, por causa da DGS, não foi possível”.

O evento cumpre todas as indicações da Direção-Geral de Saúde em vigor. Deste modo, para acesso ao recinto, é obrigatória a apresentação de teste negativo para o SARS-CoV-s ou o certificado digital Covid. Os testes aceites são os testes de antigénio com certificado efetuado até 48 horas antes de cada dia do evento ou o teste RT-PCR com certificado efetuado até 42 horas antes.

Os bilhetes para o festival podem ser comprados individualmente para cada dia por 25 euros ou como passe para os dois dias por 30 euros. O Espalha-Factos vai estar presente nos dois dias do Nossa Lisboa.

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