Governo Sombra

‘Governo Sombra’ sai da TSF e muda-se para o Expresso

O programa de comentário político Governo Sombra abandona a TSF, após treze anos de emissão. Assim, a versão áudio do programa passa a ser um podcast do jornal Expresso, mantendo a emissão na SIC Notícias.

Segundo a MAGG, a decisão foi tomada de forma conjunta por Ricardo Araújo Pereira, João Miguel Tavares e Pedro Mexia Carlos Vaz Marques.

Há treze anos, Governo Sombra arrancou como um programa semanal de rádio na TSF, passando para a televisão em 2012 onde foi emitido na TVI24 até 2019. Em agosto de 2020, o programa acompanhou a saída de Ricardo Araújo Pereira para a SIC, passando a ser emitido na SIC Notícias mas mantendo o mesmo painel de comentadores e o horário habitual de transmissão à sexta-feira à noite.

Agora, após a habitual pausa de verão, o programa volta na próxima sexta-feira, dia 3 de setembro, não se sabendo se manterá o nome. Esta saída acompanha o fim do tempo de Carlos Vaz Marques na TSF, onde trabalhou durante 32 anos. Numa série de posts no Instagram, o jornalista fala num caso de “bullying profissional” que motivou a sua saída da estação.

Começando a série de posts expressando “gratidão” pelo tempo passado na estação de rádio, o jornalista passa a falar da “indignação” que sente e a explicar, assim, a sua situação.

Vi-me durante meses sob uma situação que só posso descrever como uma forma de bullying profissional. Foi a própria TSF a acabar unilateralmente com o programa O Livro do Dia e o novo diretor achou, que depois de mais de uma década sem qualquer aumento salarial, estava na altura de me fazer aceitar um corte no vencimento para menos de metade“, escreve Carlos Vaz Marques na rede social.

Fui colocado numa equipa de turno e, ao longo dos últimos meses, a minha atividade profissional limitou-se (nos dias em que houve alguma coisa para fazer, pois na maior parte deles em nada pude contribuir para a antena da TSF, embora sujeito a cumprir horário) a uns telefonemas de circunstância e à recolha de curtas declarações telefónicas gravadas a respeito de temas correntes, frequentemente sem qualquer relevância noticiosa“.

O jornalista escreve também que tentou, ao longo de meio ano, “sensibilizar a direção de recursos humanos da empresa para o atropelo de que estava a ser vítima. Tudo em vão“. Assim sendo, o jornalista terminou a corrente de posts declarando ter chegado o momento “de não aceitar mais ofensas à minha honra e dignidade profissional” e informa que a questão “lamentavelmente terá de ser resolvida em tribunal”.