10 000 Russos | Fotografia: LIMAMIL

À Escuta. 10 000 Russos e Fogo Fogo entre os destaques da semana

O À Escuta, rubrica semanal do Espalha-Factos que dá a conhecer os lançamentos da música portuguesa, está de regresso com o novo single dos 10 000 Russos em destaque. Entre as novidades estão, também, as colaborações entre Bejaflor com Sreya e Toxicull com Marta Gabriel (Crystal Viper), os novos singles de Fogo Fogo, Kanoa Mixx, Rui Luis, Todagente, Moullinex com Angélica Salvi; os novos discos de MGDRV, GABBEROLAS VS. Hot Dancerzzz, Pedro Soares, e os EPs de TRAÇO, RIVAthewizard e Adler Jack.

Ressaltamos, ainda, ‘Não É Possível‘, uma canção inédita de José Pinhal, o ícone da noite portuense que nos deixou cedo demais. A música faz parte da banda sonora oficial de A Vida Dura Muito Pouco, documentário que destaca a vida e obra deste músico, que estreou no ano passado na secção IndieMusic do festival IndieLisboa.

‘Station Europa’ é o mais recente avanço de Super Inertia, o novo EP de 10 000 Russos

Station Europa‘ é o novo avanço dos 10 000 Russos, trio portuense que se prepara para revelar o seu quinto disco de originais, Superinertia, no dia 10 de setembro. Editado pela Fuzz ClubSuperinertia já conta com outros dois singles, ‘A House Full Of Garbage‘ e ‘Super Inertia‘. ‘Station Europa‘ é repleto de fuzz e grão, com guitarras sonantes e uma bateria eletrizante.

Neste trio de singles que já foram revelados, os 10 000 Russos mostram a sua evolução musical, destacando sons transcendentes experimentais e as influências de um variedade de géneros, desde o stoner rock até ao synth-pop.

Fogo Fogo regressam com ‘Ca Ta Da‘ e revela data de lançamento de primeiro disco de originais

Ca Ta Da‘ é o novo single de Fogo Fogo, o conjunto que tem vindo a celebrar as raízes lusófonas e a cultura musical cabo-verdiana. Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Edu Mundo (bateria), Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra) revelam, assim, o segundo avanço que fará parte do seu primeiro disco de originais.

“Ca Ta Da” é “assim não dá” em português – a canção pretende “celebrar a essência de valores humanistas e de como o imaterial é a força, o sustém para a vida em sociedade (cada vez mais exigente e maquinal)”, e esta mensagem é acompanhada de uma batida eletrizante, como os Fogo Fogo bem nos habituaram.

Semana após semana, RIVAthewizard surpreende: desta feita revela ‘Telemóvel

Há três semanas que RIVAthewizard tem sido incansável no que toca a lançamentos musicais. Revelou, ao longo das últimas duas semanas as faixas duplas ‘Imóvel‘ e ‘Automóvel‘, com toques de technohyperpopcyberpunk. Agora, o alter-eg0 de Rui Paiva regressa com ‘Telemóvel‘, um single com três faixas: ‘Gerês‘, uma canção de amor moderna onde os sons distorcidos e robóticos, em estilo de ringtone de Nokia, chegam ao ápice quando, aos berros, RIVA anuncia: “Safoda a natureza/Eu quero é estar contigo no Gerês”. A segunda faixa, ‘Não Sei Onde Vou‘, a batida eletrizante complementa o auto-tune da voz; a última canção, ‘A Lua de Sofia‘, é uma balada quase clássica – a voz de RIVA chega despida de filtros e o único instrumento que o acompanha é o piano.

Telemóvel‘ é mais uma afirmação da criatividade e da polivalência de RIVAthewizard, um dos músicos mais instigantes da atualidade em Portugal. O próximo EP, Haicai, será composto pelos “videosingles” destes novos lançamentos que RIVA tem dado a conhecer.

Darkness‘ é o novo single de Toxikull e conta com a participação de Marta Gabriel

Marta Gabriel, frontwoman da banda Crystal Viper, junta-se aos Toxikull, banda de metal que tem corrido Portugal e Espanha, sendo presença assídua em festivais como o Vagos Metal Fest ou SWR Barroselas. ‘Darkness‘ é o terceiro single de Warriors Collection, uma coleção de seis singles lançados ao longo de 2021 – destes, já conhecemos ‘Metal Defender‘, com participação de Zach Schottler e ‘Nascida no Cemitério‘, que conta com Armando Macedo, da banda brasileira Flageladör.

Tanto no videoclipe, realizado por Miguel Carrapiço (que também é guitarrista da banda), como na canção, são exploradas as ramificações da escuridão e como esta nos pode iludir, tornando-se tóxica e maléfica, e até que ponto é que isto pode ser “fruto dos nossos próprios limites e imaginação“.

TRAÇO apresenta Submerso

Submerso é o mais recente EP do quarteto portuense TRAÇO, uma “compilação de quatro temas interligados e pensados para serem ouvidos como um todo” e a “criação onde realmente expuseram a sua alma“.

Submerso ouve-se como uma odisseia: a primeira canção ‘Cansado de…‘ é uma escalada instrumental; em ‘Azul‘, uma viagem pelo rock alternativo que continua em ‘Espelho‘; a última canção, ‘Alma‘, é incendiária no seu soloSubmerso é, assim, uma caminhada coerente, com uma história que se traça e que paira sobre um EP certamente conceptual.

Sreya e Bejaflor juntos em ‘Baile

De shoegaze ao fado, de folkpopBejaflor tem vindo a mostrar que é um músico para todas as vertentes. Sobretudo na pandemia temos vindo a conhecer ainda mais do músico lisboeta. Agora, Bejaflor junta-se a Sreya para nos servir ‘Baile‘, uma canção cujas raízes remontam ao funk brasileiro – o batidão e a sobre-exposição de sons característico do género carioca é aqui adotado para criar uma das canções deste verão.

Moullinex junta-se a Angélica Salvi em ‘Burnt Cork

Moullinex junta-se à harpista e compositora Angélica Salvi em ‘Burnt Cork‘, uma canção composta no contexto do projeto de arte Made in Situ, do designer francês Noe Duchaufour Lawrance, que transforma cortiça queimada em belíssimas obras de arte. A subtileza da composição e a beleza da harmonia fazem pandã com a elegância das peças de Noe, que podem ser visitadas na galeria localizada na Travessa do Rosário, n.º 16.

Single duplo marca retorno dos Kanoa Mixx

O trio formado por Lino, Leonardo e David Pedrosa está de regresso após dois discos de originais,  Mundo VirtualBerlin (composto exclusivamente por canções em alemão). A banda apresenta, agora, o single duplo que contém ‘Os Canibais‘, uma canção pop-rock que bebe de influências do rock alternativo dos anos 2000, e ‘O Castelo dos Sonhos‘, uma balada ao estilo dos anos 1980, onde as teclas ganham protagonismo.

Rui Luís apresenta ‘Deixa Lá

‘Deixa Lá‘ é a mais recente canção de Rui Luís, cantautor e multi-instrumentista e fundador da banda Ângulos Mortos. A solo, já editou um disco, Retro Expectativa, e vários singles. ‘Deixa Lá‘ é o quarto single do músico que estudou piano e voz no Hot Clube Portugal e que não deixou para trás as influências. À semelhança das demais canções, em ‘Deixa Lá‘ é premente a presença de tons de jazz blues, tanto através do piano como do baixo que é aqui exaltado.

GABBEROLAS e Hot Dancerzzz juntos em SUPERTAÇA

Techno, trance, pedaços de notícias, sons tirados de videojogos: SUPERTAÇA é uma empreitada a meias entre GABBEROLAS, que assina as primeiras sete canções e Hot Dancerzzz, que detém as últimas quatro. Uma notícia sobre uma estrada nacional vira música em ‘IC 35‘, de GABBEROLAS e as máquinas de casinos ganham vida em ‘O brilho dourado das máquinas de jogo do Casino do Funchal‘ – SUPERTAÇA é uma verdadeira colagem musical que viaja entre vários ambientes sonoros e incorpora, de maneira original, sons do dia-a-dia.


Pedro Soares experimenta em Fluctuation

Fluctuation é o novo projeto de Pedro Soares, músico natural de Viana do Castelo cujo foco está no piano clássico e na experimentação. Como o próprio diz, “transforma jornadas memoráveis em sons abstratos“. Este mais recente EP conta com cinco canções instrumentais abstratas que se interligam num fio – parece, antes, uma canção só. Ouve-se de rajada e ficam na memória as abstrações de Pedro Soares


Adler Jack apresenta o disco Warm-Blooded

Warm-Blooded é o novo disco de Adler Jack, músico de Coimbra que tem dado a conhecer as suas viagens musicais no Bandcamp. Desta feita, apresenta um curto disco composto por duas canções, Nina Lucky Strike. Duas vibes diferentes encontram-se em Warm-Blooded – a aceleração é constante, não só nos beats mas também na voz, quando aparece. Adrenalina à flor da pele, Warm-Blooded seria a banda sonora ideal para um filme como Run Lola Run, por exemplo, onde o desassossego é constante.