Charlie Watts

Charlie Watts (1941 – 2021). Aos 80 anos, soou a última batida

O baterista da banda Rolling Stones faleceu no hospital, a causa de morte ainda é desconhecida.

O icónico baterista Charlie Watts, mais conhecido pelo seu trabalho na banda Rolling Stones, faleceu esta terça (25), aos 80 anos, num hospital em Londres.

Segundo o anúncio na banda nas redes sociais, Watts estava rodeado pelos seus entes queridos e morreu pacificamente. A causa de morte permanece desconhecida.

No início deste mês, foi anunciado que o baterista não iria acompanhar a banda no regresso à digressão No Filter, que teve ínicio em 2017, mas sofreu uma pausa devido à pandemia de Covid-19. A tour iria regressar em setembro deste ano, mas Watts teve uma intervenção ciúrgica não especificada, que o obrigava a bastante descanso para uma recuperação total. Seguindo o conselho dos médicos, Charlie optou por pedir a Steve Jordan para o substituir na digressão.

Uma paixão que começou no jazz

Nascido em Londres em 1941, Charlie Watts sempre mostrou uma grande paixão pela música, em particular pelo jazz. Apesar de o primeiro instrumento que tocou ter sido um banjo, a bateria acabou por entrar na sua vida e nunca mais o deixou.

Depois de terminar a escola, Watts dividiu o seu foco entre o design gráfico e o trabalho como músico em vários clubes, começando a expandir os horizontes para o R&B, e acabando por conhecer os seus futuros colegas de banda. Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, e Ian Stewart tentaram trazer o talento de Charlie para o seu grupo, mas inicialmente ele fazia-se díficil. Só passado cerca de um ano, o baterista concordou em juntar-se à banda.

Ao longo da  carreira com os Rolling Stones, Watts provou o seu talento destacando-se como um dos melhores bateristas rock de todos os tempos. Para além da banda, o baterista também teve projetos a solo com uma vertente mais virada para o jazz, e tocou com outros grupos.

A sua paixão pelo design também se destacou, contribuindo ativamente para a imagem dos Rolling Stones, desde palcos a arte gráfica, e até banda desenhada.

A sua maneira de estar no palco, calma e clássica, sempre se destacou, especialmente comparando com a energia e exentricidade dos seus colegas de banda. E a classe não está apenas no tocar. Watts também se destacou pelo seu estilo de vestir e até foi introduzido pela Vanity Fair na lista de International Best Dressed, e pelo Daily Telegraph como um dos homens mais bem vestidos do mundo.

Charlie Watts deixou um grande legado e marca. Quer no rock, quer no coração dos fãs. No dia em que o seu bateu pela última vez, fica a certeza de que o seu estilo e personalidade únicos perdurarão na história da música.

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