Cristina Ferreira no Dia de Cristina
Fotografia: Instagram/Cristina Ferreira

Queda livre? Cristina Ferreira desmente quebra nas redes sociais

A agência da apresentadora esclarece notícias que anunciavam o "início do fim"

Dois relatórios da Brinfer colocam Cristina Ferreira na 4.ª e na 64.ª posição em interações no seu Instagram. A alteração de lugar foi agora noticiada por alguns órgãos de comunicação social como sendo “o início do fim” da influência da apresentadora. A agência LUVIN’ defende que estes dados não podem ser comparados.

No relatório que analisa a média de interações por publicação de mil contas de Instagram de personalidades portuguesas no período de janeiro a maio de 2021, a apresentadora e diretora de entretenimento e ficção da TVI surge em 64.º lugar. Alguns meios de comunicação social fizeram notícia desse relatório nos últimos dias e anunciaram o que seria o “trambolhão” e o “inicio do fim” de Cristina Ferreira e apresentaram uma série de razões que justificariam uma queda que afinal, não era bem assim.

Na verdade, as comparações foram feitas entre dois relatórios da Brinfer que não são homólogos nos dados que reportam. Há um relatório que detalha a média de interações diárias nas redes sociais entre julho e novembro de 2020, onde Cristina surge em 4.º lugar e há o mais recente, em que a sua posição é a 64.ª.

No entanto, se um é ordenado através das interações por dia, o outro é ordenado através da interação média por publicação, o que altera o posicionamento da apresentadora de forma significativa. Existe uma redução na interação com as publicações de Cristina Ferreira, mas os números estão longe da redução anunciada.

Se, entre julho e novembro de 2020, as interações por publicação eram 34.916, entre janeiro e maio de 2021, o número abrandou para 27.847, de acordo com o relatório da Brinfer. No número total de likes, passou de 13 milhões 831 mil e 481 likes, para 12 milhões, 956 mil e 438.

O número de posts aumentou de 401 para 473, o que explica, em parte, a redução da interação média. A maior quebra foi no saldo de seguidores, que cresceu 87.778 entre julho e novembro de 2020, a comparar com um crescimento de 24.995 entre janeiro e maio de 2021.

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“É erróneo elaborar comparações”

No comunicado da agência é destacado que “os estudos que estão na base das notícias em causas têm finalidades e objetivos diferentes na sua análise. Em novembro de 2020, o estudo elaborado pela plataforma Brinfer analisa a média de interações diárias nas redes sociais da apresentadora Cristina Ferreira. Por outro lado, a análise feita este ano, em maio de 2021 refere-se à métrica de interações por publicação nas redes sociais da mesma. Tendo estes estudos objetivos completamente diferentes é erróneo elaborar comparações entre eles, e daí obter conclusões falsas para a elaboração de um ranking.”

Sobre as notícias que anunciam uma quebra de admiração e sugerem um afastamento, a agência considera serem “sem fundamento real”, e acima de tudo  “incorreto que, ditos especialistas em ‘marketing’ digital entendam comentar estes resultados e emitir opinião sobre os mesmos”.

A agência digital explica ainda esta diferença de posição, “sendo a apresentadora Cristina Ferreira a personalidade dos estudos em causa, a que mais publicações faz diariamente, a média comparativa com outras personalidades é obrigatoriamente diferente. A apresentadora tem uma média de 95 publicações mensais e, no mês de maio de 2021 (mês em análise do estudo de 2021) fez 107 publicações. A média geral de publicações dos influenciadores com número de seguidores semelhantes aos seus é de cerca de 14 por mês. Neste sentido, as publicações mensais de Cristina Ferreira representam um número quase 10 vezes superior, pelo que elaborar esta comparação não é adequado”.

Relativamente à quebra no número de interações por post verificadas na conta de Cristina Ferreira, a agência não considera estes números reveladores de um descrédito de Cristina Ferreira e afirma com confiança que “analisando os últimos 30 dias, e o período homólogo do ano 2020, Cristina Ferreira mantém uma taxa mensal de crescimento no Instagram de 0,5%, a média de cerca de três milhões de likes mensais mantém-se, assim como a taxa de engagement”.

Este comunicado surge assim para “que se possa evitar informações incorretas e o jornalismo seja feito de forma clara e objetiva”.