Lourenço Ortigão assina com a SIC em agosto
Fotografia: Instagram / Lourenço Ortigão

Lourenço Ortigão: “A direção da TVI não me cativou”

Na semana em que assinou um vínculo com a SIC que lhe permitirá ser um dos rostos da ficção do canal, a começar na terceira temporada da série O Clube, cujas duas primeiras saíram este ano na plataforma de streaming OPTO, Lourenço Ortigão não esconde as diferenças em relação à atual direção da TVI.

A parte da direção também influenciou” a escolha de sair e procurar novos desafios, explica em entrevista à revista Luz. “Não que tenha alguma coisa contra a direção da TVI, de todo, mas as opções hoje em dia são opções com as quais deixei de me identificar tanto, o próprio ADN [do canal]… Mas digo isto sem criticar, de forma nenhuma“, realça.

O ator considera que a ligação que tem atualmente com a SIC lhe permite ter “liberdade” para “poder internacionalizar” a carreira e que a escolha pelo novo canal tem a ver com “a maior oferta que a SIC pode ter neste momento“.

Na mesma conversa não esconde: “a direção da TVI também não me cativou de alguma forma“. Ao longo da entrevista, realça que a administração gere a empresa e a direção gere a grelha, e por isso mesmo, esclarece, foi a direção que não conseguiu cativá-lo.

Lourenço Ortigão não se identifica com opções da direção

Lourenço Ortigão Morangos com Açúcar
Lourenço Ortigão foi rosto da TVI por 12 anos (Fotografia: TVI)

As opções que são tomadas são as que têm de ser tomadas e respeito as pessoas que estão nos seus cargos. Nunca me desviei do meu caminho para criticar uma opção de um diretor nem nunca o farei, muito menos em praça pública falarei mal de alguém que trabalhou comigo, ou mesmo que não tenha trabalhado“, esclarece.

A “oferta mais alargada” da SIC foi vista como positiva. “Falamos de novelas, as séries na Opto, eventualmente telefilmes, coisas que sei que vão acontecer e que estão na calha. A SP Televisão também já produziu uma série para a Netflix – FBI – e é toda uma rede que me cativou mais“, revela.

As audiências para nós espetadores não nos interessam para nada

A guerra das audiências e a disputa entre canais ganhou protagonismo no último ano. Lourenço Ortigão tenta, no entanto, racionalizar estas questões. “Nestas coisas temos de ter a cabeça fria, não ter tanta ligação emocional quando o que nós queremos é ter uma carreira sólida e desafiante para crescer e sentirmo-nos sempre motivados. Existe um bocadinho essa rivalidade, eu chamo-lhe clubismo. Na TVI e na SIC não deveria existir esse clubismo, quando estamos a ver televisão ou pomos no canal 4 ou no 3. Acho que devíamos ver aquilo de que gostamos“, defende.

Nós, enquanto espectadores, não devíamos ter tanta ligação emocional com o canal quando o canal só quer entreter-nos. Esse é o meu ponto de vista. Existe muito clubismo dentro da televisão e isso não faz sentido. As audiências para nós espetadores não nos interessam para nada. Acho que estamos a viver mais as audiências, com as quais só as empresas é que se devem preocupar e deixamo-nos influenciar por aquilo que ouvimos”, reflete.

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