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Imagens: Divulgação The Weinstein Company / Marvel / Warner Bros.

21 filmes que celebram 10 anos em 2021

Desde animação a thrillers psicológicos, as escolhas da equipa mostram o que o ano de 2011 teve de melhor

O Espalha-Factos voltou atrás no tempo e, dos milhares de filmes produzidos ou estreados em 2011, escolheu apenas 21. Uma seleção recheada daquilo que marcou 2011: fantasia e transformação do panorama cinematográfico.

Vários críticos compararam este ano, pacato na economia, a um dos melhores anos no cinema, alguns indo longe ao ponto de o comparar a 1939, que permanece intocável como o ano dourado de Hollywood.

As nossas recomendações não contemplam todos os favoritos dos críticos, como é o caso de A Invenção de Hugo, e nem todos estes filmes foram estreias que arrecadaram milhões de dólares, como Harry Potter e os Talismãs da Morte (Parte 2). Mas refletem, por outro lado, e de forma alargada, o que se produziu e que temas se abordaram em 2011, que introduziu uma nova década do cinema.

Ação

Velocidade Furiosa 5 (Fast Five)

O primeiro filme da saga de Velocidade Furiosa estreou em 2001 e, cinco projetos depois, Velocidade Furiosa 5 chega ao cinema em maio de 2011, com a promessa de dar um rumo diferente a um franchise que parecia gasto e sem ideias. 

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Vin Diesel e Paul Walker, o duo que marcou o franchise Velocidade Furiosa. | Fotografia: Divulgação

Realizado por Justin Lin e passado nas ruas do Rio de Janeiro, o quinto filme da saga apresentou-se com uma roupagem estética nova e aventurou-se no género do heist film, celebrizado por filmes como Ocean’s Eleven ou Jackie Brown. Sem qualquer tipo de medo e de pé no acelerador do início ao fim, Vin Diesel e companhia não abrandam um único segundo, enquanto tentam roubar a reserva federal brasileira, sempre em grande estilo.

Fica a impressão que, neste filme, as pessoas envolvidas simplesmente tentaram divertir-se e fazer algo engraçado, ao contrário dos filmes mais anteriores. O resultado é visível, naquele que é um dos filmes mais divertidos de 2011 e o melhor da saga. 

IMDb: 7,3/10

O Turista (The Tourist)

Protagonizado pelos icónicos Angelina Jolie e Johnny Depp, O Turista conta a história de Frank Tupelo, um professor de Matemática em visita à Itália, e Elise Clifton-Ward, uma misteriosa mulher com quem este cruza caminho. O clima aparentemente romântico entre os dois esconde o passado enigmático de Elise que, na verdade, é uma espia disfarçada e é procurada pela polícia francesa.

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Angelina Jolie e Johnny Depp em O Turista. | Fotografia: Peter Mountain/CTMG, Inc.

The Tourist estreou ainda em 2010 nos Estados Unidos da América, mas só em janeiro de 2011 chegou a Portugal. Recheado de plot twists a cada segundo – que, para alguns críticos, foram no entanto previsíveis – o filme realizado por Florian Henckel von Donnersmarck esteve no centro de um debate acerca do seu género e foi nomeado para três Golden Globes.

IMDb: 6,0/10

Drama

O Discurso do Rei (The King’s Speech)

O filme conta a história do príncipe Albert do Reino Unido (Colin Firth), que se viu obrigado a assumir o trono após a abdicação do seu irmão mais velho, Edward VIII (Guy Pearce), para casar com Wallis Simpson, uma divorciada americana. Ao ver-se obrigado a assumir esta posição, o agora rei George VI depara-se com o seu maior medo: falar em público.

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O rei George VI (Colin Firth), com Logue (Geoffrey Rush) e Elizabeth (Helena Bonham Carter) no fundo. | Fotografia: The Weinstein Company

O rei, que sofre de gaguez, vive com o medo de não suprir as necessidades do seu povo, que necessitava de clareza, firmeza e resolução, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial. Com isso, a sua esposa, a rainha Elizabeth, (Helena Bonham Carter) contrata um ator australiano, Lionel Logue (Geoffrey Rush), para auxiliar o seu marido com os seus problemas de fala depois de sucessivos fracassos com fonoaudiólogos. Mas Logue percebe que, para conseguir quebrar essa barreira com o Rei, tem que criar um laço maior – uma amizade.

Vencedor de vários prémios, entre eles quatro Oscars – Melhor Filme, Melhor Realizador (Tom Hooper), Melhor Ator (Colin Firth) e Melhor Argumento Original, o filme não é apenas um drama histórico, mas também um drama pessoal, que conta uma amizade entre duas pessoas opostas mas que mantiveram um laço para o resto da vida.

IMDb: 8,0/10

As Serviçais (The Help)

Jackson, Mississipi. Inspirado no romance homónimo de Kathryn Stockett, o filme realizado por Tate Taylor começa com Aibileen Clark (Viola Davis), uma empregada doméstica que cuida da família Leefolt. Uma rapariga branca de alta sociedade com formação universitária, Skeether Phelan (Emma Stone), pretende tornar-se uma escritora e contar as histórias das mulheres negras cujas vidas foram passadas ao serviço das famílias brancas para as quais trabalham.

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Octavia Spencer interpreta Minny Jackson. Aqui, ao lado de Viola Davis e Emma Stone. | Fotografia: Dale Robinette/DreamWorks II Distribution Co.

A conexão entre a empregada doméstica e a jovem dá-se quando a segunda é contratada por um jornal local para escrever uma coluna sobre dicas para donas de casa, assunto sobre o qual pouco sabe; Skeether pede ajuda à empregada da amiga, Elizabeth Leefolt, para responder às cartas de várias donas de casa.

Passado na década de 1960, o filme é um reflexo de uma sociedade onde os direitos civis ainda eram uma irrealidade para muitos. Aclamado pela crítica, garantiu o Oscar de Melhor Atriz Secundária a Octavia Spencer, além de diversas outras nomeações.

IMDb: 8,0/10

Uma Separação (جدایی نادر از سیمین)

Uma Separação, escrito e realizado por Asghar Farhadi, conta a história do divórcio de Simin (Leila Hatami), uma professora em Teerão, capital do Irão, e Nader (Peyman Moaadi), que contrata Razieh (Sareh Bayat) para tomar conta do seu pai (Ali-Asghar Shanbazi), que sofre com a doença de Alzheimer, mesmo esta estando grávida. Embora o título do filme remeta para a separação do casal, a trama desenvolve-se depois de Nader acusar Razieh de negligência, face ao seu pai, e de roubo. Depois de ter sido despedida e violentamente empurrada para fora do apartamento, Razieh afirma ter perdido o bebé, levando a que Nader seja acusado de homicidio em terceiro grau. O caso desenrola-se no pequeno escritório de um juiz,  através de vários “diz que disse”, numa fusão perfeita de drama com alguns traços de comédia. 

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Fotografia: Divulgação

Através desta situação complexa, o argumentista Farhadi consegue escrever uma crónica e uma análise de duas classes sociais iranianas: a classe média, representada por Simin e Nader, e a classe pobre, representada por Razieh e o seu marido desempregado.

Pelo caminho, percebemos a situação privilegiada de Nader, que nem sequer se perguntou se não estaria a pedir demais de uma mulher grávida com uma criança pequena, e a realidade precária de Razieh, que precisou de encontrar trabalho para comer e comprar medicação para o marido, que tem uma doença mental e é fisicamente abusivo. Pelo caminho, lidamos com a vida claustrofóbica de Simin, que não consegue obter autorização para se separar de Nader, e que é acusada de ter começado toda esta situação pela qual o marido está a passar.

IMDb: 8,3/10

Um Dia (One Day)

Protagonizado por Anne Hathaway e Jim Sturgess, o filme realizado por Lone Scherfig e baseado no romance homónimo de David NichollsUm Dia, conta a história de Dexter e Emma, dois jovens que se conheceram na altura em que se formaram na universidade. O filme segue vários acontecimentos que os envolvem ao longo dos 20 anos seguintes, focando sempre em um dia do ano apenas: o dia 15 de julho.

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Fotografia: Focus Features

Apesar de não ser o melhor nem o mais aclamado filme protagonizado por Hathaway, Um Dia é o filme perfeito para os hopeless romantics.

IMDb: 7.0/10

Ficção científica

O Código Base (Source Code)

Muito antes de entrar para uma blacklist metafórica em Hollywood depois dos fracassos dos filmes Warcraft e Mudo, o realizador Duncan Jones era considerado por muitos como um dos realizadores com mais potencial na indústria. Em 2009, lançou Moon – O Outro Lado da Lua, filme celebrado pela sua simplicidade e, em 2011, a meio do mês de Abril, estreou O Código Base, o seu último grande filme mas que fez muita gente pensar que, realmente, havia algo em Duncan Jones que não existia em mais ninguém.

Christina Warren (Michelle Monaghan) e o capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal). | Fotografia: Summit Entertainment, Inc.

Protagonizado por Jake Gyllenhaal e utilizando o velho truque do cinema que consiste em pôr a personagem principal a reviver a mesma situação mais do que uma vez, juntando viagens no tempo e comboios descontrolados, O Código Base passa rápido e deixa toda a gente a roer as unhas, e é um exemplo de um filme que consegue aproveitar os clichés para melhorar a sua qualidade, dando uma mexida num género que precisava de uma lufada de ar fresco há muito tempo. 

IMDb: 7,5/10

Fantasia

Harry Potter e Os Talismãs da Morte: Parte 2 (Harry Potter and the Deadly Hallows)

O desfecho da saga cinematográfica mais rentável de sempre deu-se em 2011, depois de dez anos e oito filmes. A segunda parte de Harry Potter e os Talismãs da Morte traz-nos, pela última vez, o trio Harry (Daniel Radcliffe), Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), dando continuidade à missão de procurar as Horcruxes que restavam para destruir Lord Voldemort (Ralph Fiennes). Os talismãs, que estavam conectados e mantinham vivo Voldemort, foram sendo encontrados e destruídos, iniciando, assim, uma batalha que muda para sempre a vida das personagens. Este filme é, sobretudo, sobre o confronto final entre Harry e Voldemort: o confronto final entre o bem e o mal – e que final emocionante.

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Fotografia: Warner Bros.

Baseado nos livros de sucesso de J.K. Rowling e realizado por David Yates, o filme tornou-se num dos maiores sucessos de bilheteira de todos os tempos e a marca Harry Potter solidificou o seu legado (e, apesar da sua história ter chegado ao fim, o franchise continua vivo, como nas prequelas Monstros Fantásticos).

IMDb: 8,1/10

A Saga Twilight: Amanhecer – Parte 1 (The Twilight Saga: Breaking Dawn) 

A saga, escrita por Stephanie Meyer e adaptada ao cinema, chega ao fim com os dois filmes de Amanhecer – em 2011, estreava a Parte 1 e, só em 2012, a Parte 2. Sendo um sucesso estrondoso entre os adolescentes e jovens adultos, Crepúsculo e a sua história de amor entre humanos, vampiros e lobisomens marcou a última década.

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Edward e Bella em Amanhecer. | Fotografia: Andrew Cooper/Summit Entertainment

Protagonizado por Kristen Stewart (Bella Swan), Robert Pattinson (que já admitiu publicamente não ter adorado interpretar Edward Cullen) e Taylor Lautner (Jacob Black), o penúltimo filme da saga foca-se no casamento e gravidez de Bella e no perigo que a criança por nascer poderá ser para a convivência entre as espécies da trama e para a vida de Bella.

Ninguém se lembra de Twilight (qualquer que seja o capítulo) enquanto uma boa saga cinematográfica, mas sim como um momento definitivo de entretenimento e nostalgia para aqueles que devoraram os romances a partir da segunda metade dos anos 2000.

IMDb: 4,9/10

Infantil

Rio

O filme animado passa-se no Rio de Janeiro e mostra-nos as diversas espécies de pássaros que habitam uma floresta próxima da cidade. No meio destes encontra-se Blu, um ararinha-azul (uma espécie proveniente do Brasil e, atualmente, ameaçada de extinção) que não sabe voar.

Blu e a sua dona, Linda. | Fotografia: 20th Century Fox

Quando vários pássaros, Blu inclusive, são postos em gaiolas e levados para o frio estado norte-americano de Minnesota, Blu acaba por ser perdido pelo caminho e encontrado por Linda, uma menina que promete cuidar dele. A sua amizade desenvolve-se ao longo dos anos.

Um dia, enquanto Linda trabalha acompanhada de Blu na sua livraria, um cientista brasileiro chamado Túlio diz-lhe que Blu precisa de ser levado para o Rio imediatamente, pois este é um dos últimos machos da espécie e, no Brasil, há uma das últimas fêmeas – e eles precisam de acasalar para preservar a espécie, começando assim a aventura de Blu para regressar a casa.

IMDb: 6,9/10

A Invenção de Hugo (Hugo)

Na década de 1930, um órfão que vive entre as paredes de uma estação de comboios em Paris vê-se envolvido num mistério que envolve o seu falecido pai e um androide. Hugo Cabret (Asa Butterfield) quer colocar o robô em funcionamento e saber o que este faz mas, para isso, precisa de uma chave que se insira na ranhura do androide, e é Isabelle (Chloë Grace Moretz) quem tem essa chave.

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Hugo, Isabelle e o andróide que o pai do primeiro deixou. | Fotografia: Paramount Pictures

Realizado por Martin Scorsese, que venceu o Golden Globe de Melhor Realizador, o filme foi adaptado do livro de Brian Selznick. Além da história comovente, o filme foi também aclamado pelo uso de efeitos especiais, eventualmente vencendo premiações como os BAFTA e os Oscars nessa categoria.

IMDb: 7,5/10

Lemonade Mouth

Vindo diretamente do Disney Channel, este filme televisivo segue cinco estudantes que se cruzam pela primeira vez na sala de castigo da escola. Olivia (Bridgit Mendler), Wen (Adam Hicks), Mohini (Naomi Scott), Stella (Hayley Kiyoko) e Charlie (Blake Michael) formam uma improvável banda, os Lemonade Mouth, cujo nome é inspirado numa marca de limonada cuja máquina de venda automática foi atirada para a cave da escola – como todas as atividades extracurriculares que não tenham interesse para o diretor da instituição.

Fotografia: Divulgação

O musical segue as vidas pessoais dos adolescentes e a forma como estas colidem com a formação da banda e na sua convivência com os outros colegas na escola. A mensagem é clara, e vais ficar viciado na banda sonora destes adolescentes pseudo-revolucionários.

IMDb: 6,9/10

Gato das Botas (Puss in Boots)

Esta versão do felino, originário de um conto de fadas francês, faz a sua primeira aparição no franchise de filmes do ogre Shrek. Mas, em 2011, sob a realização de Chris Miller e produzido pela DreamWorks, o gatinho com um olhar de derreter ganhou o seu próprio filme – interpretado, de novo, por Antonio Banderas, no original).

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Fotografia: Divulgação

O filme segue Gato e os seus dois amigos – uma felina atrevida que, para o Gato, é mais do que a sua parceira de aventuras, e o seu irmão adotivo, uma espécie de ovo conhecido popularmente por Humpty Dumpy. Os três partem numa aventura para roubar os feijões a um casal de bandidos conhecido por Jack e Jill. Mas o que começa com feijões mágicos rapidamente se torna num problema moral para o Gato.

IMDb: 6,6/10

Romance

Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

Enquanto realizador, ator e argumentista, Woody Allen dispensa apresentações. Em 2011, uma das mais aclamadas estrelas de Hollywood trouxe-nos Meia Noite em Paris, uma comédia romântica que conta a viagem de Gil (Owen Wilson), um escritor e realizador norte-americano, a Paris, na companhia da sua noiva Inez (Rachel McAdams) e da sua família. Num dos seus passeios noturnos pelas ruas da cidade, Gil apercebe-se que, ao bater das doze badaladas, Paris recua no tempo até ao ano de 1920, realizando o sonho de escritor: viver os Loucos Anos 20 em Paris. 

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Marion Cotillard e Owen Wilson enquanto Adriana e Gil. | Fotografia: Divulgação

Assim, Gil conhece o romancista Ernest Hemingway (Corey Stoll), o poeta T. S. Elliot (David Lowe), F. Scott (Tom Hiddleston) e Zelda Fitzgerald (Alison Pill), o pintor Pablo Picasso (Marcial Di Fonzo Bo), entre muitas outras figuras ilustres. No entanto, entre o sonho e a realidade, Gil terá de confrontar os seus verdadeiros sentimentos face a Inez e perceber se quer ficar em Paris ou voltar à sua vida nos Estados Unidos e casar com a sua noiva. 

Com um elenco de luxo e caricaturas bem escritas dos grandes artistas dos Loucos Anos Vinte, Meia-Noite em Paris é um dos melhores (ou, até mesmo, o melhor) filmes de Woody Allen desde Manhattan.

IMDb: 7,7/10

Amigos Coloridos (Friends with Benefits)

Mila Kunis e Justin Timberlake protagonizam o duo de uma das comédias românticas mais faladas de 2011, Amigos Coloridos, realizado por Will Gluck, que admitiu ter reescrito partes do guião para complementar o duo escolhido.

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Mila Kunis e Justin Timberlake no set de Amigos Coloridos. | Fotografia: David Giesbrecht/CTMG, Inc.

Jamie e Dylan conhecem-se em contexto profissional e, demasiado ocupados com as suas carreiras para se focarem no romance, decidem ter apenas sexo casual. A ideia parece ótima, até perceberem que a manutenção da casualidade das relações íntimas não levava em conta desenvolvimento de sentimentos românticos. O filme estreou em Portugal em agosto de 2011 e a química entre os dois atores convenceu o público.

IMDb: 6,5/10

Super-heróis

Thor

Thor (Chris Hemsworth) é filho de Odin (Anthony Hopkins), rei dos deuses nórdicos, e herdará o trono de Asgard do seu pai. No entanto, uma violenta situação afasta-o do trono e manda-o para o planeta Terra, ou Midgard (na mitologia nórdica), exilado, castigado pelo pai a viver entre os humanos.

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Tom Hiddleston interpreta a personagem Loki, irmão de Thor, nos filmes do franchise. | Fotografia: Paramount Pictures

Este é o primeiro filme que dá palco a Thor, um dos super-heróis do cada vez maior Marvel Cinematic Universe. Realizado por Kenneth Branagh, antecipou mais dois filmes que, assim, dão a Thor uma trilogia, com um quarto a caminho, realizado por Taika Waititi. 

IMDb: 7,0/10

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger)

Além de Thor, 2011 deu início à história moderna do nosso Capitão América, interpretado desde ali por Chris Evans em todo o franchise do universo cinematográfico da Marvel  até 2019.

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Fotografia: Marvel

Steve Rogers, um soldado americano com um passado simples, transforma-se neste super-herói ao tomar uma dose de um químico misterioso. Mas apesar da força extra, a tarefa não será fácil, com uma guerra e terroristas a travar. Estes foram os filmes que lançaram o mundo Marvel e que nenhum fã dos Avengers pode perder para compreender o complexo universo em que os vossos super-heróis (ou vilões) favoritos vivem.

IMDb: 6,9/10

X-Men: Primeira Classe (X: First Class)

Estamos na década de 1960. Dois mutantes, Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lensherr (Michael Fassbender), concentram-se em encontrar outros como eles. Mas a vingança pessoal de Erik contra alguém vai fazer com que esta busca e os seus objetivos conjuntos sejam comprometidos.

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Na fotografia, Rose Byrne (Moira), James McAvoy (Charles), Michael Fassbender (Erik), Lucas Till (Alex Summers/Havok), Jennifer Lawrence (Raven) e Caleb Landry Jones (Cassidy/Banshee). | Fotografia: 20th Century Fox

Realizado por Matthew VaughnX-Men: Primeira Classe marca um (re)começo da saga e remonta às origens da história deste grupo improvável de mutantes.

IMDb: 7,7/10

Thriller 

Cisne Negro (Black Swan)

Apesar de ter estreado em 2010 em solo americano, Cisne Negro, a obra mais conhecida de Darren Aronofsky, realizador de filmes como Requiem For A Dream, chegou a Portugal em janeiro de 2011. Cheio de pompa e circunstância, o thriller psicológico que conta com vários elementos de terror foi um sucesso por todo o mundo, dando o Oscar de Melhor Atriz a Natalie Portman, que contracenou com Mila Kunis, Vincent Cassel e Winona Ryder, entre muitos outros nomes. 

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Fotografia: Divulgação

A história de Cisne Negro, uma bailarina de ballet disposta a tudo para atingir o seu fim, neste caso, a perfeição e o reconhecimento, parece um parente longínquo do anime de 1997, Perfect Blue. Mas, no que toca a Hollywood, é uma história que foi muitas vezes contada mas poucas vezes desta maneira.

Olhar para Nina torna-se cada vez mais doloroso à medida que os minutos vão passando, e a realização de Aronofsky, dando um aspeto bastante documental ao filme dramático, deixa o espectador extremamente íntimo com a personagem, quase sentido todas as dores da mesma. O final do filme é catártico, sentido e emocionante, estabelecendo Cisne Negro como um dos melhores filmes do séc. XXI

IMDb: 8,0/10

Contágio (Contagion)

Steven Soderbergh é um dos realizadores mais criativos da atualidade, tendo já tentado quase todo o tipo de géneros cinematográficos, remexendo e subvertendo muitos e influenciando vários cineastas. Uma das suas tentativas mais experimentais foi Contágio, um filme tão realista que chega a ser assustador. 

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Fotografia: Claudette Barius/Warner Bros

Estreado a meio de outubro de 2011, Contágio conta a história de uma pandemia que se abateu sobre o mundo, com imensos paralelos para a realidade que vivemos hoje em dia. Este filme, um autêntico terror claustrofóbico disfarçado de drama, marcou pelo realismo, pela crueldade das imagens e pelo detalhe e rigor, capturando a natureza humana como poucos o fizeram em filmes do género.

Com um elenco imensamente rico, contando com nomes como Kate Winslet, Matt Damon, Gwyneth Paltrow, Laurence Fishburne, Marion Cotillard ou Jude Law, Contágio entranha-se na mente de qualquer um, deixando-o paranoico com o seu redor, mas acaba com uma mensagem de esperança, tão necessária em filmes emocionalmente esgotantes. 

IMDb: 6,7/10

Incendies – A mulher que Canta (Incendies)

O realizador Denis Villeneuve, reconhecido pelos seus filmes de ficção científica como Blade Runner 2049 ou Arrival, pode ser um dos nomes mais comerciais na atualidade do cinema mas, no início da sua carreira, o canadiano mostrava não ter qualquer medo de chocar com imagens cruas que se intrometiam durante meses na mente de todos os que as vissem. Incendies – A Mulher que Canta, o segundo filme da sua carreira e considerado por muitos como o seu melhor, é uma labirinto cinemático como pouco se viu. 

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Lubna Azabal, uma das protagonistas de Incendies. | Fotografia: Divulgação

O filme, que estreou em finais de outubro de 2011 em Portugal, conta com uma premissa que parece relativamente simples. Dois irmãos gémeos viajam até ao Médio Oriente à procura de um irmão, desconhecido de ambos e do seu pai, um homem que julgam morto há anos. A partir daqui, a história é contada através de vários flashbacks, tal e qual peças de um puzzle enorme que os espectadores são desafiados a montar numa experiência gratificante, cinematicamente falando, mas horrível para qualquer um no que toca a emoções.

O final do filme, um momento de êxtase depressivo capaz de deixar até o mais frio ser humano de queixo caído e com lágrimas nos olhos, vale o valor do bilhete só por si. 

IMDb: 8,3/10

Artigo de Matilde Costa Alves em colaboração com Marina Monteiro, Cláudio Melo e Diogo Oliveira.

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