Shailene Woodley e Callum Turner em A Última Carta de Amor
Fotografia: Netflix

Crítica. ‘A Última Carta de Amor’: mistério, leveza e muito romance no novo filme da Netflix

A Última Carta de Amor acaba de estrear-se na Netflix. A adaptação da obra literária de Jojo Moyes apresenta-nos uma história emocionante e descomplicada, que nos faz querer viajar pelo passado e embarcar num romance épico.

O drama segue duas histórias interligadas entre passado e presente: a de uma jornalista britânica que, nos tempos atuais, descobre uma série de cartas românticas; e a dos protagonistas e autores dessas cartas, um casal de amantes dos anos 60.

Felicity Jones é Ellie, uma curiosa, desajeitada, talentosa, e sonhadora jornalista que vive em Londres. Ao procurar material para um artigo especial, encontra por acaso uma misteriosa carta romântica. Com a ajuda do seu colega arquivista, Rory (Nabhaan Rizwan), vai descobrir mais cartas e ficar cada vez mais interessada na história de amor daqueles dois desconhecidos.

Felicity Jones em A Última Carta de Amor
Felicity Jones é Ellie Haworth e Nabhaan Rizwan é Rory (Fotografia: Netflix)

Apesar de Ellie não saber quem são as pessoas das cartas, o filme mostra ao espectador a sua história. Jennifer Sterling (Shailene Woodley), a mulher de um magnata inglês (Joe Alwyn), e Anthony O’Hare (Callum Turner), um jornalista britânico incumbido de escrever o perfil do homem de negócios, apaixonam-se e fazem planos para fugirem juntos. Porém, o plano nunca é cumprido, mas as cartas não revelam o que se passou. O espectador sabe que um acidente impediu Jennifer de cumprir o seu desejo, ao perder a memória e ficar presa num casamento infeliz. Mas Ellie vai à procura da verdade, e acaba por encontrar os dois antigos amantes, já idosos, e tenta dar à sua história de amor uma segunda oportunidade.

Um verdadeiro feelgood movie

A Última Carta de Amor
Shailene Woodley é Jennifer Stirling e Callum Turner é Anthony O’Hare (Fotografia: Netflix)

O filme está repleto de pequenos lugares-comuns típicos de romances, mas que são aconchegantes e funcionam. Se inicialmente nos parece convidar a romantizar o passado, a personagem principal, Ellie, rapidamente nos guia por outro caminho ao perceber que não é no passado que pode atuar, e só no presente pode concretizar aquilo que idealizou. À medida que a história de amor de Jennifer Anthony se desenvolve, a própria Ellie também tenta a sua sorte no amor, numa altura em que não há cartas de amor, mas mensagens de Whatsapp e casos de uma noite.

Há um verdadeiro desenvolvimento da personagem principal que acompanha a narrativa do casal do passado. Aliás, as duas personagens femininas são as mais ricas da história (apesar de nunca entendermos o porquê de Jennifer ter um sotaque americano).

A Última Carta de Amor cumpre aquilo que promete e é um filme que nos aquece o coração e nos faz partir para um mundo idealizado onde tudo o que importa é o amor. Tem momentos que só poderiam acontecer num filme baseado num romance de Jojo Moyes, e que são absolutamente irrealistas, mas que conseguem manter-nos ligados à história com leveza.

O filme foi realizado por Augustine Frizzel, marcando a segunda longa-metragem da também atriz e, como já foi referido, baseia-se na obra da autora e jornalista britânica Sara Jojo Moyes, The Last Letter from Your Love, vencedora do Prémio de Romance do Ano da Associação de Romancistas. A Última Carta de Amor pode ser visto na Netflix a partir desta sexta-feira, 23 de julho.

Lê também: ‘A Metamorfose dos Pássaros’ já tem data de estreia nos cinemas portugueses

Shailene Woodley e Callum Turner em A Última Carta de Amor
6.5