Fernando Medina vai ao Telejornal
Fotografia: SIC / Reprodução

Fernando Medina responde na RTP sobre dados enviados à Rússia

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, é entrevistado no Telejornal desta quinta (10) sobre a polémica cedência, à embaixada e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, de dados pessoais de ativistas que se opõem ao governo de Vladimir Putin.

A notícia, revelada pelas edições do dia dos jornais Expresso e Observador, dá conta que a autarquia lisboeta partilhou com a diplomacia russa os dados pessoais de três cidadãos, com nacionalidade portuguesa e russa, nos quais se incluem nome, número do documento de identificação, contacto e morada. Este envio de informação terá acontecido na sequência da organização de uma manifestação, à porta da embaixada russa, contra o regime russo e a favor do opositor Alexei Navalny.

Esta partilha de informação, que estará em vigor desde 2011, quando as competências dos governos civis foram delegadas às autarquias, motivou a indignação da oposição ao executivo socialista. Carlos Moedas, candidato da coligação PSD/CDS às autárquicas de outubro, já pediu a demissão de Fernando Medina, secundado pelo líder do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, que acusa o socialista de “terrorismo político“.

O autarca do PS, que lidera a Câmara Municipal em coligação com o Bloco de Esquerda, já veio a público pedir desculpa por aquilo que qualifica como “erro lamentável”. No entanto, e perante o adensar da polémica, marcará presença no principal noticiário da estação pública para responder às perguntas entretanto surgidas, de acordo com informação de última hora avançada em rodapé na RTP3.

Entretanto, também a Amnistia Internacional condenou a divulgação dos dados destes três ativistas, considerando que “constitui uma clara violação dos seus direitos humanos, em particular, do direito à liberdade de manifestação, expressão e reunião, e ao direito à proteção dos seus dados pessoais”.

Ksenia Ashrafullina, uma das ativistas cujos dados foram cedidos, diz ter medo de regressar à Rússia e anuncia que irá avançar para tribunal relativamente a este caso, tendo também apontado que já tinha denunciado a situação a alguns jornalistas em janeiro, apontando que a publicação da informação agora poderá estar relacionada com as eleições autárquicas. “Eu entendo que com as eleições a aproximarem-se somos parte de um jogo político maior agora. Se isso ajudar a que Portugal seja um país mais democrático, por mim tudo bem“, afirmou em declarações citadas pelo Politico.

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