Cassete Pirata
Fotografia: Divulgação / Martim Torres

À Escuta. Cassete Pirata, Rita Onofre e Jónatas Pires são os destaques desta semana

Mais um sábado, mais um À Escuta, a rubrica semanal do Espalha-Factos que visa divulgar e reconhecer a música portuguesa perante os seus leitores. Na edição desta semana, o destaque é conferido ao regresso dos Cassete Pirata, ao fechar de um ciclo de Rita Onofre e ao disco de estreia de Jónatas Pires.

Há ainda espaço para apresentar as canções de apoio à seleção nacional para o EURO 2020 de David CarreiraDavid Bruno e para os novos singles de Ghost BoxGrand PulsarHumana TaranjaLEFTY, M.A.F.Miguel MarôcoPedro e Os LobosRaquel Martins e Razy, e para as estreias de Bokortoubkal. Fala-se também dos EP’s de George SilverFrancisco Fontes e do longa-duração de estreia de Miguel Abras.

Cassete Pirata estão de regresso com ‘A Pirâmide‘, o primeiro single do novo disco

Os Cassete Pirata estão de regresso. A banda constituída por João Firmino (mais conhecido por Pir, vocalista, guitarrista e autor das canções do grupo), António Quintino (baixo), João Pinheiro (bateria) e por Margarida Campelo e Joana Espadinha nas teclas e coro revelou o primeiro single do seu próximo disco, A Semente, o sucessor de A Montra, de 2018.

Intitulada de A Pirâmide, este single é povoado por guitarras estridentes – até mais do que esperamos por parte do grupo – e por uma groove bem conseguida que, aliada aos riffs de guitarra, vai-nos guiando pela faixa. Os sintetizadores vão desfilando pela faixa, soando divertidos e suaves, servindo de contraste às guitarras cruas que vão surgindo. O refrão é orelhudo e um excelente momento de pop rock e, como já nos habituaram, as melodias de voz entre o coro feminino e Pir são muito bem conseguidas, conferido uma dinâmica extra ao tema.

Um regresso bem conseguido dos Cassete Pirata que agora nos fazem esperar por mais detalhes sobre A Semente, que ainda será lançado durante este ano.

Rita Onofre fecha um ciclo com ‘À Porta‘ e prepara lançamento do seu EP de estreia

À Porta é o nome do single que fecha o primeiro ciclo da carreira a solo de Rita Onofre (SEASE). Contando com produção de Choro Ned Flanger, o tema é o último lançamento a ser incluído no EP de estreia a solo da cantora, Raiz, que será lançado ainda durante este ano.

Nesta faixa, a voz belíssima de Rita surge por cima de um instrumental algo relaxado, com influências do indie bedroom pop, que eventualmente cresce para um refrão orelhudo e gigante, onde a voz de Rita se replica por entre camadas de sintetizadores que a fazem erguer ao alto, numa entrega que soa tanto como calmante como de ligeiramente ansiosa e saudosa por alguém ou alguma coisa. É uma faixa de pop de verão que nos refresca a memória para o passado, mas que também nos deixa esperançosos para o futuro.

Jónatas Pires estreia-se a nome próprio com Terra Prometida

Terra Prometida é o título do primeiro álbum a nome próprio de Jónatas Pires (Os Pontos Negros). O disco conta com produção de Silas Ferreira e com colaboração de nomes como Selma Uamusse , Samuel Úria ou Manuel Palha.

Sobre este seu trabalho, Jónatas Pires indica que Terra Prometida é “um disco para peregrinos“, proveniente de um “país de lágrimas“. Acrescenta, ainda, o seguinte sobre estes conceitos: “Quem descobriu que as ruínas do passado não têm de ser os alicerces do futuro. Que compreender a saudade, a distância, a impotência, o falhanço, a esterilidade da terra em que vivemos, que somos, é a semente para o renascer da vida nos lugares onde até quem acredita na vida extraterrestre acha impossível algo voltar a nascer.

Jónatas Pires -Terra Prometida
Fotografia: Divulgação / Vera Marmelo e Silas Ferreira

Neste trabalho, Jónatas Pires confirma-se como um contador de histórias nato, conseguindo conceber líricas que tornam Terra Prometida numa viagem por um passado distante pintado de uma portugalidade que muitos de nós observamos no dia a dia. Há, de facto, influências de bandas como Diabo na Cruz que se fazem nos instrumentais, notando-se uma influência bem pautada do clássico pop rock português, mas também do new wave – em particular, nos sintetizadores e baixo – e de cantautores como Samuel Úria ou Tiago Bettencourt, que adicionam um toque ligeiramente progressivo e delicado a algumas das composições do disco.

Em Terra Prometida, Jónatas explora dois dos seus lados; um enquanto cantor rock, capaz de abrir peito a instrumentais mais pujantes e rítmicos, e outro enquanto cantautor, explorando o seu lado mais emocional como vocalista e liricista. E é nesta coexistência que Terra Prometida acaba por brotar enquanto viagem: carrega, em si, uma certa nostalgia. Mas soa presente, capaz de se apresentar a cada momento para captar a atenção do ouvinte.

David Carreira e David Bruno cantam o apoio à seleção nacional para o EURO 2020

Com o início do EURO 2020 a aproximar-se – começa no próximo dia 11 de junho – também começam a surgir as músicas de apoio à seleção nacional para a competição. De um lado, David Carreira, a convite da Federação Portuguesa de Futebol juntou-se a Giulia BE, Ludmilla e Preto Show para criar Vamos com Tudo, uma música que tem o objetivo de “unir todas as comunidades lusófonas (mas não só) em torno de um só objetivo: apoiar Portugal.“.

Do outro lado, o “olheiro da Portugalidade” David Bruno juntou-se à Solverde.pt para criar ‘Até à Final’, uma música que conta a história do jogador fictício António Bandeiras (protagonizado pelo DJ António Bandeiras, parceiro recorrente do artista gaiense), que é motivado a vencer o EURO 2020 pelo treinador David Bruno. Sobre esta colaboração, Américo Loureiro, diretor da Solverde.pt, refere: “Esperemos que a música cumpra o seu propósito de apoio à seleção, mas também que mostre o futebol como um momento de emoção e boa-disposição que reúne, neste caso, um país inteiro em volta do campo”.

Até à Final‘ encontra-se repleta de referências à portugalidade e ao romantismo associado à “bola”, sempre capaz de movimentar massas para o apoio à seleção portuguesa, estando esse sentimento bem presente e pautado pelas guitarras cobertas de reverb de Marco Duarte e pela entrega característica de David Bruno enquanto intérprete. A mensagem para Fernando Santos já se ecoa pelos estádios de Portugal: mete o Bandeiras, pá!

O EURO 2020 decorre entre os dias 11 de junho e 11 de julho. Os jogos da seleção portuguesa têm transmissão em direto na RTP1. Por agora, resta (re)lembrar: ‘Vamos Com Tudo‘, ‘Até à Final‘!

Bokor estreia-se com a pop de ‘Mesmo a Saber

Mesmo a Saber é o single de estreia de Bokor, nome do meio da autora, compositora e intérprete Cristina Boker Rogeiro. A faixa foi produzida por Alexandre Veiga e conta com contribuições também de LEFT. na mistura e pós-produção, de Rodrigo Correia na guitarra (onde Alexandre também deu contribuições) e de Vitor Carraca Teixeira na masterização.

Esta é uma faixa suave de pop, que assenta ao timbre e interpretação de Bokor. O ritmo da canção é criado pelos vários sons de guitarra que vão surgindo pela faixa, associada a uma percussão que não é tão típica de encontrar neste género – soa tropical, influência por ritmos da bossa nova e pop brasileira. A estreia da pop de Bokor é feita via editora Arraial.

Francisco Fontes estreia-se com o seu EP Gravidade

Gravidade é o curta-duração de estreia de Francisco Fontes, baterista dos Zaratan, a solo. É um EP que assenta essencialmente em dois fatores: a voz de Francisco e o seu dedilhar de guitarra, que varia entre uma acústica e a elétrica, que surge em alguns pontos do EP para adicionar camadas extra à atmosfera projetada pelos instrumentais.

De vez em quando, lá se ouve uns sopros também, bem conseguidos, ecoando influências de grupos como Fleet Foxes ou Grizzly Bear. A voz de Francisco é suave e funciona bem neste tipo de registo mais minimalista, dando asas a que se sinta uma certa nostalgia e tristeza pelo que estamos a ouvir, mas sem nunca perdermos a ideia de que  estamos a ser transportados pelas faixas. Quatro faixas belas e bem conseguidas que demonstram a capacidade de Francisco enquanto cantautor e intérprete.

George Silver apresenta o seu novo EP, Coisa Ruim

Coisa Ruim é o nome do novo EP de George Silver, nome artístico pelo qual se apresenta o produtor André Neves. É o segundo curta-duração lançado pelo artista este ano, depois de Selvagem ter sido lançado no Bandcamp da Panama Papers – que também edita este EP – em janeiro deste ano.

George Silver
Fotografia: Bandcamp do artista / André Neves

Gravado entre Lisboa e o Rio de Janeiro – “mais concretamente entre a Rua da Recosta e a Rua dos Funkeiros num transatlântico mental em vai-vem constante” – Coisa Ruim é um disco que soa tropical, prosseguindo dos sons invocados no seu EP anterior para criar algo que soa mais influenciado pela componente urbana de ambas as cidades. De um lado, há esse lado tropical, proveniente dos sons cariocas da tropicália e funk, provenientes do Rio de Janeiro mas, por outro, há o lado mais pausado e frio, que surge dos sons e ares da house lisboeta.

E a qualidade destes beats não desaponta. Há grooves que não param de surpreender nas faixas, que conseguem soar etéreas e pujantes ao mesmo tempo (especialmente nas baterias), capazes de nos fazer vibrar com as suas oscilações de ritmo.

invisible hands pull the strings‘ é o próximo passo de Ghost Box

invisible hands pull the strings é nome da nova faixa de Ghost Boxalias pelo qual se apresenta Pedro Caldeira. É o quinto passo de doze que vão constituir o terceiro e mais ambicioso projeto do artista até ao momento.

Aqui, o artista parte para campos mais agressivos em termos de beatflow, surgindo das suas explorações e evolução enquanto rapper e produtor – aqui, incluindo um hook que parte da manipulação vocal, algo que ainda não havia surgido nas faixas do artista. O instrumental assenta num baixo profundo e pesado que, associado aos sintetizadores, cria um ambiente escuro e algo abstracto, por onde surge a voz de Pedro para trazer o beat de volta ao sopé da faixa – culminando na outro que vai de encontro ao trabalho anterior do artista.

Sobre as escolhas estéticas para esta faixa, Ghost Box revela que “o instrumental anda em torno da sample principal de uma música que lancei em 2019, algo que nunca antes tinha feito, e em vez de ser relaxado, é mais direto e agressivo. A letra, por outro lado, é sem dúvida alguma a mais política que já escrevi, porque num instrumental deste calibre não fazia sentido cantar sobre outros temas e porque no momento em que a escrevi, estava com dificuldade em parar de pensar no tópico em questão.

Grand Pulsar revelam três novos temas para o seu longa-duração de estreia

Os Grand Pulsar são uma dupla pop constituída por Diogo Brandão e Alex Mey, “com uma visão artística que lhes permite brincar com a música portuguesa ao mesmo tempo que lhe prestam homenagem“. Esta semana, a dupla revelou três novos temas do seu disco de estreia, 1000000 de Coisas Para e Por Dizer: ‘Discurso Riscado, ‘Quase’ e ‘Outro Nível’.

Fotografia: Divulgação

Estas três faixas são orelhudas, espelhando influências que vão desde a pop tradicional, através da presença de hooks constantes, até à nu-disco, observável nos instrumental e nas grooves que vão sendo criadas pelo grupo. Há linhas de baixo saltitantes a surgir, baterias enormes e energéticas, e sintetizadores divertidos que pautam a música do duo. ‘Quase‘ é a faixa mais longe desse registo, apresentando-se numa pop mais tradicional e introspetiva, mas que continua a soar massiva no seu instrumental – notando-se influências de artistas como Harry Styles (nas suas baladas) ou nos trabalhos mais antigos de Bruno Mars.

Humana Taranja revelam ‘Fado Tropical‘, primeiro single do próximo trabalho

Fado Tropical é o nome do novo single dos Humana Taranja, quinteto formado por Guilherme Firmino (voz, guitarra), David Yala Rodrigues (guitarra), Marta Inverno (baixo), Filipa Tulipa (teclado, voz) e Afonso Ferreira (bateria). É o primeiro avanço do próximo trabalho do grupo e conta com produção de Carlos Ramos (Nick Suave) e Guilherme Firmino.

O nome da faixa indica o que podemos esperar: uma faixa colorida, pautada por ritmos calorosos e uma groove intensa criada pela banda. O baixo vai-nos guiando pela música, acompanhado pela bateria, enquanto que os sintetizadores coloridos e os riffs de guitarra vão-se multiplicando pela faixa, ajudando a criar um refrão orelhudo, onde o hook criado pelas vozes de Guilherme e Filipa é meloso e bem conseguido. E até há cordas para ajudar a criar uma atmosfera que acaba a terminar algo triste, mas que antes nos fez dançar e ansiar por ouvirmos mais dos Humana Taranja.

A acompanhar o lançamento do single, foi também revelado um vídeo-concerto, intitulado de Chove Cor em Saturno, realizado por Tiago Bastos Nunes, onde revelam mais dois novos temas.

LEFTY revelam ‘Fiança‘, tema que antecipa disco de estreia do quarteto

‘Fiança’ é o nome do novo single dos LEFTY, quarteto constituído por Leonor Andrade na voz, João Nobre no baixo, Pablo Banazol nas guitarras e Dani na bateria. Este é um tema que antecipa o lançamento do disco de estreia do grupo.

Esta é uma faixa potente e crua, onde a voz ligeiramente rouca de Leonor nos guia pelos versos até ao hook orelhudo do refrão, cheios de ritmos que são complicados de ignorar, sentindo-se a influência do garage rock do início do milénio, apimentado com uma pop rock mais recente. Os riffs de guitarra soam bastante crús, a fazer lembrar First Impressions of Earth dos The Strokes nesse aspeto, e o baixo segura o low-end do instrumental para todo o resto brilhar nas alturas. ‘Fiança’ é uma faixa potente e orelhuda para abrir o apetite para o longa-duração de estreia do grupo, que será lançado ainda durante este ano.

M.A.F. anuncia o seu primeiro álbum a solo com novo single ‘F Word’

‘F Word é a faixa que M.A.F. – sigla que significa Majestic as Fuck – utiliza para anunciar a edição do seu disco de estreia, Home. Pedro Correia é o músico por detrás do projeto e revelou ao Rimas e Batidas que esta é “uma canção feliz que conhece o peso da infelicidade“, revelando também o porquê do tema ter sido escolhido como primeiro single para o longa-duração. “Eu gosto da música [risos]. É um produto com o qual eu fiquei muito satisfeito. Acho que é uma canção que é fácil de ouvir“, acrescentando que considera que a faixa tem “samples de voz que estão cortados de forma a fazerem uma melodia que lhe confere um valor de single, que fica na cabeça.“.

É precisamente nessas samples de voz que parte a faixa, rodeando-se de sintetizadores que soam etéreos e pujantes ao mesmo tempo, tendo em si, de certa uma forma, uma aura quase punk, que poderá ou não vir do passado do artista nessa comunidade – quem sabe, nunca esquece. ‘F Word‘ mantêm uma pulsação elevada durante praticamente toda a sua duração, carregando em si grooves que se multiplicam pelas baterias e sintetizadores que rodeiam os vocais que se vão encontrando.

O disco de estreia de M.A.F. tem data de lançamento marcada para o próximo dia 9 de julho, com edição pela Monster Jinx.

Em Nuvens é o primeiro longa-duração de Miguel Abras

Em Nuvens é o nome do disco de estreia de Miguel Abras (Putas Bêbedas). O disco foi totalmente composto e gravado pelo artista, e conta com contribuições de artistas como Maria Reis, Simão Simões e Michael Kelley – este último responsável pela gravação de ‘Castanha’ ao vivo na Galeria Zé dos Bois.

Miguel
Fotografia: Bandcamp do artista / Lourenço Crespo e Rudi Brito

Com cunho da Cafetra RecordsEm Nuvens é um disco extremamente cru na sua produção, abraçando a estética lo-fi de forma bastante evidente. Faz lembrar um pouco o último trabalho de Lourenço Crespo (que, em gesto de curiosidade, tirou a foto que foi usada para a capa deste disco) nesse aspeto, exceto que em momentos as faixas de Em Nuvens se estendem quase ao território de um noise ou drone. E, mesmo apesar disso – não que alguma vez fosse mau – Miguel Abras consegue ter a capacidade de criar faixas com sensibilidade pop à mistura, a fazer lembrar os trabalhos mais antigos de Will Toledo (antes de entrar na Matador) enquanto Car Seat Headrest.

Este é um daqueles discos que, ao início, é complicado de digerir mas há medida que vamos conhecendo os seus pequenos detalhes, começamos a ganhar-lhe carinho e a ver nele todas as suas qualidades. Felizmente, há muitas delas para descobrir aqui.

‘Lobo do Mar‘ é o nome do novo single de Miguel Marôco

Lobo do Mar é o título do novo single lançado por Miguel Marôco, correspondendo ao segundo lançamento do artista desde da sua participação no Festival da Canção da RTP em fevereiro deste ano.

Esta é a faixa do artista que mais revela o seu lado de cantautor, servindo apenas da sua voz e guitarra para contar a história de, bem, um lobo do mar que faz do oceano a sua casa. É uma faixa bela de folk que revela um lado mais introspetivo de Marôco enquanto contador de histórias – e que pode abrir portas para mais explorações do género no seu desenvolvimento enquanto artista.

Pedro e os Lobos apresentam ‘O Desertor’, avanço do seu próximo EP

‘O Desertor’ é o nome do mais recente single de Pedro e Os Lobos que irá fazer parte do seu próximo EP, Entre Estações, a ser lançado nas próximas semanas.

Sobre este novo tema, Pedro Galhoz, mentor do projeto, indica o seguinte: “‘O Desertor’ é sobretudo um desafio ao salto para a mudança e ao romper com as rotinas do passado construindo algo novo e melhor. Um mergulho no desconhecido é por vezes a melhor forma de nos conhecermos e de nos reinventarmos. A frase ‘Se Deus não quiser, alguém há de querer’ é uma forma de dizer que não estamos sozinhos, podemos sempre pertencer a algo ou a alguém, basta para isso estarmos dispostos a abrir o coração e a avançar.

Neste tema, encontrando-se influências bastante presentes da americana, com a faixa a soar desértica em momentos, com as suas guitarras suaves – um pouco no estilo de Frankie Chavez – a sobressaírem. O refrão da faixa soa a algo que uns Woods ou Purple Mountains fariam, com os seus sintetizadores e coro a darem o backdrop para a voz de Pedro Galhoz surgir, serena e suave, para criar algo que consegue soar orelhudo apesar de alguma tristeza inerente a este estilo de música.

‘Show Me’ é o novo tema de Raquel Martins

Show Me‘ é o nome do novo single de Raquel Martins, cantautora e guitarrista portuguesa que atualmente se encontra a viver em Londres. É o segundo single que Raquel lança este ano e foi o primeiro a ser totalmente produzido pela própria, contando com colaboração de Jas Kayser na bateria, Daisy George no baixo e Antonio Naccache nas teclas.

Esta é uma faixa onde os sintetizadores reinam, dando espaço para as linhas de baixo e baterias groovy sobressaírem, criando ritmos que retiram influências à bossa nova, R&B e jazz, assentando perfeitamente ao estilo de entrega que Raquel Martins coloca na faixa. Há um refrão orelhudo para sobressair, garantindo que no meio de tantas influências há espaço para uma sensibilidade pop de uma Jorja Smith ou Kali Uchis.

Razy regressa para providenciar um amor tristonho no seu novo single ‘With Love,’

With Love,’ é o nome do novo single de Razy, nome artístico da cantora e instrumentalista Raquel Saraiva. É o segundo avanço do seu EP de estreia, intitulado de It Must Be a Jazz Soul.

Nesta faixa, Razy foge mais para um lado de cantautora, apresentando-se apenas acompanhada pela guitarra. O seu tocar do instrumento é suave, quase romântico, e acaba por funcionar muito bem para as suas vocais cheias de alma e calor humano.

É uma relação de simbiose, enquanto Razy canta sobre um amor passado que não resultou. É de partir o coração mas, ao mesmo tempo, caloroso, e abre portas para querer ouvir mais do que Razy pode apresentar, conseguindo já captar atenções pelas grooves de ‘23rd of December‘ e agora pela sua capacidade enquanto cantautora e intérprete.

toubkal estreia-se com ‘lullaby

toubkal é o nome do projeto com o qual o portuense Bruno Barreira se estreia a solo. O nome do seu primeiro single é lullaby e fará parte do EP de estreia do projeto, the great round ep, que será lançado em outubro deste ano.

Nesta estreia, toubkal apresenta-se acompanhado de guitarras suaves e sintetizadores etéreos, que vão criando a atmosfera para as guitarras se irem multiplicando de fundo, conferenciando com a voz de Bruno para fazer-nos sobrevoar penhascos cobertos de neblina e florestas densas, a fazer lembrar um pouco Ben Howard ou Sufjan Stevens na forma como conseguem criar atmosferas para a sua voz sobressair. É uma faixa triste, nostálgica e fria, mas que consegue soar calorosa via a voz de Bruno, que é a componente que liga todos estes elementos uns aos outros.

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