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Tiago Plutão | Fonte: Divulgação

À Escuta. Tiago Plutão e Salvador Sobral nos destaques da semana

Nesta semana o À Escuta, rubrica semanal do Espalha-Factos que destaca os lançamentos nacionais, atribuímos a posição de destaque aos novos discos de Tiago Plutão, Salvador Sobral e Pedro Mafama. Temos, ainda, os singles de Sérgio Portela, Miguel Luz,  Ghettoven, Et Toi Michel, Wild Maui, Domi, Príncipe; o novo disco de Malaboos e a nova canção ao vivo dos Balter Youth.

Tiago Plutão aprende e ensina a Relativizar

A sexta-feira (28) reservou-nos psicodelia-popTiago Plutão lançou o seu tão esperado disco de estreia, Relativizar. Composto por nove canções – um paralelismo aos nove planetas do Sistema Solar – das quais já conhecíamos ‘Homem da Montanha‘ e ‘Só para Alguém Gostar‘, o longa-duração foi gravado e masterizado por Makoto Yagyu e Fábio Jevelim (HAUS).

Numa conversa exclusiva com Miguel Rocha, co-autor do À Escuta e redator do Espalha-Factos, Tiago Plutão conta que o caminho traçado para chegar a Relativizar foi um que foi “percorrendo faixa a faixa mais o menos como me apetecia na altura em que a compunha”. Referências como Velvet Underground, Pink Floyd, Maco DeMarco e Doors constam na longa lista de Tiago, que vê nas melodias “as partes mais importantes da música, de mãos dadas com a letra”. O cantor, guitarrista e teclista que embarcou neste projeto a solo após fazer parte da banda Jupiturno (atente-se na temática planetária, que se mantém constante) descreve o seu processo criativo, que muitas vezes “vem de pequenas anotações em papelinhos ou gravações de assobios” para depois moldar estes bocadinhos numa canção.

O mood dos anos ’60 vai-se entrelaçando ao longo de todo o álbum e, desde ‘A Forma Não Importa’, balada mais forte do disco, a ‘Dias Estranhos‘, sobre uma rotina inacabável ou mesmo ‘Vale a Pena a Espera‘, canção épica que fecha o disco, os sintetizadores e a guitarra renhida vão ganhando força. A mensagem visível no título ‘Relativizar‘, Tiago Plutão aconselha “as pessoas levam tudo a peito, enervam-se por tudo e por nada, temos medos irracionais, ligamos demais aos outros e cuidamos pouco de nós. No fundo e em bom português é cagar nisso e ser feliz o melhor que podemos, tendo sempre a missão de evoluir”.

Deste lado já cantarolamos: “Não consigo desligar-me do pensamento / Espero ainda que dê certo”.

bpm é o novo disco de Salvador Sobral

bpm é o novo disco de originais de Salvador Sobral. Composto por 14 canções, cada uma delas um “batimento por minuto”, este longa-duração foi gravado no início de 2021 no sudoeste francês – mas tudo começou no Alentejo, em fevereiro de 2020, onde Sobral juntou-se a Leo Aldrey, compositor, produtor e engenheiro de som espanhol.

No comunicado enviado à imprensa, o artista português conta como a aventura de bpm se desenvolveu: “decidimos criar um cenário conceptual em torno do qual começámos a compor – uma ferramenta útil para desbloquear o processo criativo que para mim é bastante angustiante”. Daí surgiu-lhes a ideia de uma última noite num teatro “que iria ser demolido no dia seguinte para ser transformado num parque de estacionamento e fazia então a sua última noite de espetáculo. Que tipo de pessoas estariam presentes?”.

De regresso às metrópoles e em plena pandemia, a inspiração inicial que assolou Leo & Salvador acabou por desvanecer – o confinamento obrigou-me a olhar para dentro, perceber o que sentia e sobretudo perceber que queria expor o que sentia através das canções”. Seja como for, o disco conceptual manteve-se, com personagens, como a do cenógrafo que se revela em ‘paint the town‘, “que num último ato de rebelião decide deixar sacos gigantes de tinta espalhados pelo edifício para que no dia seguinte, no momento da demolição, a cidade inteira se encha de cor”.

bpm pode ser ouvido ao vivo no dia 25 de junho no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e no Teatro Sá da Bandeira, no Porto, a 9 de julho.

Pedro Mafama junta-se a Ana Moura, Branko e Profjam em Por Este Rio Abaixo

A tão esperada estreia de Por Este Rio Abaixo concretizou-se na sexta-feira (28). Pedro Mafama volta a surpreender e mostrar que faz magia com auto-tune. Tradição, fado, tristeza, distância – influências latinas e evidências da vida portuguesa separadas por um interlúdio épico, tudo isto acaba por descrever as 11 canções que compõem Por Este Rio Abaixo.

Como prometido, Pedro Mafama faz uma incursão pelas casas antigas da Graça, Mouraria e Alfama, e o fascínio “pelo trágico e apocalíptico reflete-se nas letras dos temas”. O músico conta ainda com uma série de colaborações irrepreensíveis: ProfJam empresta a sua voz às rimas de ‘Cidade Branca‘, Tristany entra em ‘Borboletas da Noite‘ e a voz inconfundível de Ana Moura entra na penúltima canção do disco ‘Linda Forma de Morrer‘. Mafama contou ainda com o o DJ e produtor Branko e o guitarrista Ângelo Freire.

Ghetthoven regressa com ‘Magic

‘Magic’ é uma canção que celebra a inclusão. “É um diálogo entre o autor e o seu passado, reforçando a ideia que não podemos olhar para o nosso interior pela diferença, mas como parte integrante de um todo”. As influências do hip-hop dos anos ’90 são imponentes e, através de sintetizadores e de uma linha de baixo groovie, a canção atinge exatamente esse apogeu de libertação e diversidade.

A canção marca o regresso de Igor Ribeiro, e conta com a participação de Moullinex, com quem partilha palco muitas vezes, na mixagem, de Filipe Louro na masterização e de Taseh, Saloio e Líquido na produção. ‘Magic‘ vem relembrar-nos que Ghetthoven é um dos nomes mais promissores do neo- R’n’B e do neo-soul em Portugal.

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Estendo o Dedo Parto a Mão’ é o novo single de Príncipe

Estendo o Dedo Parto a Mão é o segundo single do segundo álbum de Príncipe, intitulado Lugares de Memória. O multi-instrumentalista (piano vertical, flauta transversal, trompete em sib, desenho rítmico, percussões, baixo, voz), Sebastião Macedo, cara por trás do projeto, conta ainda com Bernardo Couto na guitarra portuguesa e João Pimenta Gomes nas modulações e produção.

Sobre o tema, Sebastião faz o seguinte apontamento: “memória é como o balanço de um mar verde. Sem saber nadar, nem sair para respirar, é-se levado, sem corrente, eternamente”. A queda para a poesia é evidente não só nesta, mas também na canção antecessora, tal como em todo o disco de estreia de Príncipe, A Chama e o CarvãoLugares de Memória será lançado no dia 18 de junho.

Sérgio Portela apresenta ‘Wave’

A carreira de Sérgio Portela teve início em 2020, com a edição da canção ‘Get Out‘. Desde então, já deu a conhecer canções como ‘Somebody‘, ‘To Be or Not To Be‘ e ‘Flower‘. Agora, apresenta o single ‘Wave, um tema alternativo que acaba por unir vários estilos musicais. O artista contou ao Espalha-Factos que escreveu “este tema quando estava no início de algo com alguém, e nele descrevo tudo o que sinto e o que posso fazer para tornar o mundo dessa pessoa melhor”.

As influências de Sérgio variam entre Tyler the Creator, Boy Pablo e de várias bandas dos anos ’80. A sua estreia em longas-durações chegará no dia 25 de junho – promete que “as pessoas vão poder entrar  noutra dimensão constituída por tudo aquilo que penso e que sinto” e que o mix já presente nas suas canções, em termos de estilos, será sentido ao longo de todo o disco.

Malaboos apresenta ‘Nascente

Os Malaboos começaram há 5 anos com Diogo Silva (guitarra e voz), tendo renascido com Ivo Correia (Bateria, Voz e sintetizador) e Rui Jorge (baixo). Apresentam-se assim, em formato trio, fruto de um entendimento musical e uma ligação pessoal muito vincada. O novo disco, Nada Cénico, conta com nove canções onde tudo e nada coexiste. O último single, ‘Nascente’, remete para os dias de verão e de calor – o delay das guitarras fluem como o desenrolar das ondas e a explosão final é como o mergulho que se dá depois de demasiado tempo afastados do mar.

Balter Youth lançam versão ao vivo de ‘Faces

Balter Youth, banda oriunda do Porto, que em 2020 lançou o seu primeiro – e belíssimo, diga-se de passagem – longa-duração, lança agora uma versão ao vivo da canção Faces, inserida nesse mesmo disco, Children Playing Adults. Os arranjos e a apresentação no Teatro Helena Sá e Costa, no Porto, mereceu single pela simplicidade e delicadeza da atuação.

Domi lança a irónica ‘Caixa

Caixa é o mais recente single de Domi, considerada pelo artista como uma das canções mais satíricas do seu repertório: É, provavelmente, o som mais crítico que eu devo apresentar. Critica vários problemas da sociedade, mas de uma forma muito cómica que transparece a minha posição em relação a esses temas”. O assumido discípulo do hip hop old school recupera as rimas certeiras e acutilantes nesta crítica em formato canção.

Meditação‘ é o novo single de Miguel Luz

O músico, criativo e podcaster Miguel Luz regressa ao mundo da música com Meditação, depois de ter lançado ‘Manadá‘, em 2018. O artista considera a edição de ‘Meditação‘ como um abrir de um novo ciclo, e relata que o tema tem o objetivo de passar “um estado de espírito de amor, de não-julgamento e em que o tempo não existe”.

Ladrões do Pomar‘ é o terceiro single de Et Toi Michel

Et Toi Michel é o novo alter ego de João Mota (Um Corpo Estranho) que apresenta agora o seu terceiro single, Ladrões do Pomar. O músico setubalense deu os primeiros passos a solo no ano passado com o single ‘A Montanha‘, ao qual se seguiu a ‘Canção de Outra Invenção’. A mais recente canção manifesta-se enquanto antevisão do seu disco de estreia, com lançamento marcado para o final de 2021.

“Cresci com o canto de protesto e com o canto de intervenção. Há muito que revisito esse universo e me inspiro nesses autores, mas nunca tinha escrito nada deliberadamente político. Sempre fugi um pouco disso. Mas estes são tempos extraordinários e senti que tinha alguma coisa a dizer. Por ser um projeto a solo e por sofrer de timidez de palco, resolvi criar o arquétipo de um mimo, ou de uma daquelas personagens pitorescas da comédia d’el arte, conta Et Toi Michel.

Wild Maui apresentam o single ‘All This Time‘, ft. Sandrixty

All This Time é o mais recente single de Wild Maui, e serve como antevisão ao segundo EP do alter-ego de André Ferreira, Dark Matter. Trata-se de um EP conceptual, que narra a história de uma personagem que procura a sua própria libertação. Em ‘All This Time‘, a personagem revela um “profundo desejo de fugir de tudo o que o rodeia, acreditando no amor como a sua única salvação”. As canções do EP serão reveladas uma a uma, até ao lançamento do EP, marcado para 24 de setembro.

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