Eurovisão
Fotografias: EBU

Eurovisão 2021. Quem são os favoritos a ganhar o festival?

Escreve-se este sábado (22) mais um capítulo para a história do Festival Eurovisão da Canção com a coroação do vencedor da 65ª edição do concurso, a decorrer em Roterdão, nos Países Baixos. A grande final, que conta com a participação dos representantes de Portugal, os The Black Mamba, tem transmissão partir das 20h, hora de Portugal Continental, na RTP1, podendo também ser acompanhada a partir do canal de YouTube do festival.

Depois de realizadas as duas semifinais do concurso para apurar os vinte finalistas que se iriam juntar aos países do Big 5 (Alemanha, Espanha, França, Itália e Reino Unido) e à nação anfitriã – Países Baixos – o Espalha-Factos lista as oito músicas que poderão estar na luta pela vitória este sábado, de acordo com os apostadores (de acordo com os dados compilados no Eurovision World), por ordem crescente.

8.º – Portugal

The Black Mamba – ‘Love Is On My Side

Numa reviravolta inesperada, que se foi construíndo ao longo destas últimas duas semanas, os principais outsiders da noite são os representantes portugueses. The Black Mamba, com ‘Love Is On My Side‘, têm sido das atuações que mais tem conquistado os fãs eurovisivos desde que se iniciaram os ensaios para a edição deste ano.

Em palco, ‘Love Is On My Side‘ brilha. Tatanka sabe que é um vocalista dotado e usa todo o alcance vocal que possuí para capturar a atenção do público (e, talvez ainda mais, do júri). A sua presença em palco é inegável – nota-se a elegência e coolness da banda – e a atuação da banda portuguesa possui um dos palcos e cinematografias mais fortes da noite.

Um bom resultado para a banda portuguesa pode garantir que se alcance o melhor resultado de sempre de Portugal (se excluirmos a vitória de Salvador Sobral, em 2017) no festival, o qual pertence atualmente ao sexto lugar de Lúcia Moniz, em 1996. The Black Mamba contam com 2% de hipóteses de vencer a grande final de sábado – correspondentes ao oitavo lugar numa lista de 26 países.

7.º – Finlândia

Blind Channel – ‘Dark Side

Não te preocupes. Se ligaste a televisão durante a atuação dos Blind Channel, os representantes da Finlândia, não foste transportado para o ano de 2001. Estás ainda em 2021 e o nu metal de ‘Dark Side‘ é uma das faixas que mais se diferencia no concurso deste ano. Rapidamente, esta é uma música que nos capta a atenção em cima de palco, seja pela agressividade da banda em palco ou pela realização caótica (adequada à performance) e pela constante presença de pirotecnia durante a atuação. Energia aqui é o que não vai faltar, com toda a certeza.

A iluminação da atuação finlandesa é uma das mais interessantes da noite, adaptando-se perfeitamente a cada secção da música. O balanço entre os tons escuros da performance e as cores que vão dando luz a esta é excelente, e faz a banda brilhar em palco ainda mais. ‘Dark Side‘ é uma música que tem a capacidade de capturar o imaginário do público e surge com possibilidade de conseguir um bom resultado este sábado. Surgem atualmente com 4% de hipóteses de vencer a competição; esta seria a segunda vitória da Finlândia na competição, depois de terem vencido com os Lordi em 2006.

6.º – Islândia

Daði og Gagnamagnið – ‘10 Years

À semelhança do que aconteceu na segunda semifinal, os Daði og Gagnamagnið, representantes da Islândia, não estarão em palco para atuar, devido a um teste positivo à Covid-19 de um dos membros em palco. Isto não parece ter abrandado as hipóteses dos islandeses de lutar pela vitória no concurso, com o nu-disco de ‘10 Years‘.

Uma das faixas mais divertidas e orelhudas da edição deste ano, contando também toques de sentimentalidade e nostalgia aqui, ‘10 Years‘ surge em palco como pode ser imaginada. É uma performance extremamente divertida e colorida, cheia de referências à pop culture que acrescentam camadas e (mais) vida à atuação. Se ‘10 Years‘ vencer, será a primeira vitória da Islândia na competição. Atualmente, as chances disso estão abaixo de outros favoritos, mas contam à mesma com 5% de hipóteses de vencer a competição.

5.º – Suíça

Gjon’s Tears – ‘Tout l’Univers

É com a chamber pop de ‘Tout l’Univers‘ que Gjon’s Tears sobe a palco este sábado, em representação da Suíça, procurando a terceira vitória dos helvéticos no concurso – a primeira desde do ano de 1988. ‘Tout l’Univers‘ é uma das músicas mais poderosas que subirá ao palco de Roterdão este sábado, com o vozeirão de Gjon a ser um dos principais pontos de destaque da música, servindo perfeitamente o instrumental.

Os arranjos de ‘Tout l’Univers‘ são dos mais bem conseguidos da edição deste ano e é curioso ver a prestação em palco da canção. Em conjunto com os visuais e a presença em palco de Gjon, torna-se verdadeiramente hipnotizante ver tudo isto a funcionar durante a atuação. A transição da bridge para o último refrão – o clímax da faixa – será dos momentos mais bem conseguidos da noite. Atualmente, a música suíça tem 9% de chances de vencer a grande final.

4.º – Ucrânia

Go_A – ‘Shum

A Ucrânia procura a sua terceira vitória na competição e os Go_A com ‘Shum‘ são um dos principais candidatos a vencer este sábado, contando atualmente com 9% de chances de vencer. Esta é uma daquelas músicas que, na primeira vez que a ouvimos, questionamos os nossos botões a tentar entender o que estávamos a ouvir. No entanto, à medida que o tempo passou, ‘Shum‘ tem vindo a conquistar cada vez mais fãs, convencidos pela fusão entre a folk e a eletrónica que o grupo alcança na sua faixa.

Primeiro estranha-se, depois entranha-se – e para a música ucraniana isto é mesmo verdade. Em palco, a performance é tão caótica e hipnotizante quanto a groove da música em si – em parte pelo quão hipnotizante soa a voz de Kateryna Pavlenko, que adapta técnicas vocais da música tradicional ucraniana (a chamada white voice) para incorporar no estilo dos Go_A. A atuação ucraniana é uma das mais esperadas da noite e para os fãs da eurovisão, nunca foi tão apetecível ir para uma rave no meio de uma floresta ucraniana.

3.º – Malta

Destiny – ‘Je Me Casse

Destiny venceu o Festival Eurovisão da Canção Júnior em 2015 e procura ser a primeira pessoa a vencer ambos os concursos – e também a primeira pessoa a vencer o concurso como representante de Malta. Com ‘Je Me Casse‘, uma música pop eletrónica com influências de algo como Lizzo (uma das principais inspirações da cantora) ou Doja Cat, Destiny apresenta uma atuação divertida e colorida, onde a presença de palco da cantora sobressai.

O refrão é orelhudo e, em conjunto com a performance em palco, cria-se uma relação de simbiose entre a música e o palco de Roterdão. Destiny é uma excelente vocalista e não falha uma única nota durante a sua prestação em palco, ao ponto de que se pode dizer que a Eurovisão é o palco dela, sendo que ‘Je Me Casse‘ é uma música que parece ter a capacidade de agradar ao público e ao júri. Atualmente, a representante de Malta é indicada como tendo 13% de chances de vencer a final, de acordo com o Eurovision World.

2.º – França

Barbara Pravi – ‘Voilà

É com ‘Voilà‘ que Barbara Pravi, cantautora de 28 anos, se apresenta amanhã na grande final, em representação de França. Esta é uma música com toques cinematográficos, carregada pelos seus arranjos orquestrais e pela poderosa voz de Barbara, a fazer lembrar grandes cantoras francesas como Édith Piaf.

Em palco, não é só a voz de Barbara que brilha. A cinematografia da atuação aproveita-se das qualidades cinematográficas da música para trabalhar a sua iluminação, sendo que a câmara, à semelhança da voz de Barbara, tem o seu movimento a acompanhar os vários ritmos da canção, culminando numa das mais belos clímax que podemos observar este ano no festival.

Voilà‘ é uma música que tem captado a atenção e carinho do público eurovisivo, o que são boas notícias para as suas chances – parecendo também ter capacidade para captar os votos do júri. Atualmente, a canção francesa encontra-se com 21% de chances de vencer este sábado, de acordo com o Eurovision World. Se vencer, será a primeira vitória de França desde 1977 – a sexta no total.

1.º – Itália

Måneskin – ‘Zitti E Buoni

É complicado que um adepto eurovisivo não se renda à energia dos representantes de Itália. Os Måneskin, banda constituída por Damiano David (voz), Victoria De Angelis (baixo), Thomas Raggi (guitarra) e Ethan Torchio (bateria), com o seu tema ‘Zitti e Buoni‘, uma faixa de rock que soa a como se os Red Hot Chilli Peppers tivessem um filho com toques de stonerglam rock, são os grandes candidatos às honras principais da noite de hoje, procurando a primeira vitória de Itália na competição desde do ano de 1990 e a sua terceira na totalidade.

Este último – o glam – é particularmente notável na aparência da banda em palco, amplificando em muito a sua perfomance. Na sua performance na primeira semifinal, a garra e presença em palco do grupo é notável, com Damiano a conseguir fazer a sua voz e presença brilhar em toda a atuação. O espetáculo em palco criado assenta à música em perfeição – energético, cheio de luzes e pirotecnia para o clímax – e nota-se que o grupo está no seu habitat natural em cima do palco de Roterdão. Atualmente, de acordo com o Eurovision World, a música italiana tem 26% de chances de vencer.

Lê também: Eurovisão 2021: Onde ver todas as galas em direto?

Em palco, estarão 26 músicas e países a competir pela vitória na 65.ª edição do concurso. A ordem pela qual vão atuar pode ser encontrada abaixo.

A grande final da Eurovisão acontece este sábado, 22 de maio. Conta com transmissão em direto na RTP1 a partir das 20h, com os comentários da estação pública a cargo da dupla Nuno Galopim e José Carlos Malato. O Espalha-Factos continua a acompanhar todas as novidades da Eurovisão nas redes sociais e num podcast especial, o EFVisão.

 

Dados atualizados às 14h38 de 22 de maio
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