Fotografia: Inês Lacerda

‘Festa é Festa’. Os bastidores da nova novela da TVI

Num dia que teve direito a convidado especial, o Espalha-Factos foi aos estúdios da Plural acompanhar as gravações da nova novela da TVI

Festa é Festa, uma sitcom em formato de novela, estreou há menos de um mês, mas em pouco tempo já agitou as audiências. Desde o elenco de luxo, à história que promete virar as costas ao drama e dar as mãos às gargalhadas e à valorização do interior de Portugal, são vários os aspetos que podem cativar os portugueses a escolher a TVI entre as 21h40 e as 22h15, de segunda a sexta-feira.

Da Aldeia da Boavida aos estúdios da Plural, fomos falar com os atores por trás das personagens. Pronto para nos dar a sua opinião, o elenco mostrou-se muito disponível para partilhar como está a correr este recente projeto. Ana Marta Contente (Betinha) confessa estar muito feliz: “Nem há palavras, é um trabalho de sonho. Não só por causa da personagem, mas por todas as pessoas que estão a fazer parte deste processo e pela história. É uma animação fazer comédia bem feita”. Marta Andrino (Fatinha) diz também que “fazer parte de um projeto que aposta em algo diferente e que se destaca na comédia” lhe dá muito prazer, apesar de ser “um grande desafio, porque a comédia é capaz de ser o género mais difícil”.

Mesmo que a maior parte das cenas sejam gravadas em estúdio, a sensação é que se está mesmo numa aldeia e em ambiente de família, com risos e brincadeiras: “As pessoas aí em casa riem-se com as piadas que nos dizemos aqui, mas nós também “sofremos” muito com isso. É muito difícil estar a gravar aquelas cenas muito engraçadas com tanta vontade de rir. A maior parte da equipa já é engraçada só de existir”, conta Rodrigo Paganelli (Carlos Jesus). O ator também faz questão de destacar a liberdade como um dos aspetos mais divertidos deste projeto: “inventamos muito dentro do guião que nos é dado e criamos muito em conjunto com os realizadores e com a direção de atores”.

Hélder Agapito (Paulo Pires) confessa que, após nove anos sem trabalhar na TVI, foi muito bem recebido: “Quando voltei aqui foi muito engraçado o segurança reconhecer-me e fazer uma grande festa – dá sempre um quentinho. Ainda há malta, desde coordenadores a atores, que trabalha aqui desde as gravações do Aqui não há quem viva, como o Joaquim Nicolau – que fazia de meu pai”.

Quanto ao feedback do público, a opinião de que a receção está a ser muito positiva é unânime: “Sinto que há muita a gente a ver a novela e que, acima de tudo, diverte as pessoas. Vi a minha (filha) Maria, que nunca vê as minhas novelas, a chegar a casa e a querer ver os episódios porque as amigas lhe estavam a falar da “Festa é Festa”. É sempre bom sinal”, revela Pedro Teixeira (Tomé Trindade).

Se existisse algum preconceito em relação a uma novela mais “popular” e sem drama, as audiências falam por si e mostram que, afinal, as pessoas também precisavam disto, sobretudo em tempos de pandemia. “É uma linguagem diferente, que as pessoas não estavam muito habituadas, e isso é um ponto forte que esta novela tem. Para além disso, também ajuda não ter a outra parte que normalmente as novelas têm, em que há sempre alguém que vai matar a criancinha porque ela é herdeira da empresa, por exemplo. É tudo muito assente na comédia e naquilo que é o lado ridículo das pessoas”, reforça Hélder Agapito.

Rodrigo Paganelli destaca a importância de a ação se passar fora de uma grande cidade: “Voltar ao interior é sempre uma coisa boa e acho que o público também já tinha saudades disso, de histórias verdadeiras e de sítios pequeninos”.

Sobre os bons resultados das audiências no público mais jovem, Ana Marta acredita que, no futuro, a comédia pode ser a chave para atrair de novo os jovens para a televisão: “Se formos bem a ver, os espetáculos a que os jovens da minha idade mais vão são espetáculos de comédia. Os comediantes estão agora muito na berra e por isso acho que é um caminho possível para atrair jovens no futuro”.

Enquanto traz vitalidade e esperança às equipas da TVI, a novela tem mostrado que muitos portugueses preferem rir a adicionar mais drama às suas vidas. Enquanto não chega a verdadeira festa às casas portuguesas, esta novela é o número de abertura para as festas que regressarão depois da pandemia. “Muita gente diz que não vê novelas, exceto esta. Ninguém estava à espera de uma coisa tão fora, tão diferente e tão arriscada. Isto podia ter sido um tiro saído pela culatra, mas ainda bem que arriscamos”, conclui Rodrigo Paganelli.

Ângelo Girão, guarda redes da seleção nacional de hóquei em patins, foi convidado por Cristina Ferreira para uma participação especial na novela. Rapidamente, deixou os nervos de parte e, com as dicas constantes de Joaquim Nicolau (diretor de atores) abraçou o desafio (e Pedro Teixeira) com entusiasmo: “Fiquei mais nervoso com esta cena do que com o final do mundial, aqui sou um peixe fora de água (risos), mas foram todos muito simpáticos e estavam sempre a pôr-me à vontade. É bom haver novelas que falam de hóquei e que mostram que não existe só o futebol”.

Mais Artigos
Rita Ferro Rodrigues
Rita Ferro Rodrigues regressa à apresentação com programa de entrevistas no Canal 11