Maria João Abreu protagonizou Golpe de Sorte
Fotografia: SIC/Divulgação

SIC prepara programação especial em homenagem a Maria João Abreu

Depois de os três canais generalistas – RTP1, SIC e TVI – terem dedicado parte da passada quinta-feira (13) a homenagear Maria João Abreu, falecida nesse dia, a SIC prepara uma programação especial para lembrar a atriz.

Este sábado (15), a estação vai emitir um especial intitulado Obrigado, Maria João Abreu, com início marcado para as 15h30. O programa, que se prolonga até às 20h, lembra a carreira da atriz, que tinha 57 anos. Mais tarde, pelas 21h40, vai para o ar um episódio especial de Golpe de Sorte.

A série, terminada em fevereiro, marcou a estreia da atriz enquanto protagonista numa produção televisiva. Maria João Abreu deu vida a Maria do Céu Garcia, uma mulher de origens humildes cuja vida mudou para sempre quando ganhou o Euromilhões. A série estreou em 2018 e teve quatro temporadas e um especial de Natal. Ao lado da atriz, estiveram José Raposo (ex-marido de Maria João Abreu e pai dos seus filhos), Isabela Valadeiro e Ângelo Rodrigues entre outros.

Segundo a MAGG, a SIC indica que “toda a grelha do fim de semana está a ser reajustada para homenagear a Maria João Abreu”.

A notícia da morte da atriz foi avançada pela SIC Notícias e dada posteriormente na SIC por Daniel Oliveira, numa conversa em direto no Primeiro Jornal com o jornalista Bento Rodrigues. Mais tarde nesse dia, o diretor de programas da SIC esteve com Júlia Pinheiro no programa Júlia para falar da atriz. “Sempre admirei a Maria João Abreu desde o Médico de Família e sempre reconheci nela a capacidade de integrar e reconhecer o que é português”, comentou. “Esta vai ser uma emissão difícil. Existem notícias que nunca gostaríamos de dar“, referiu Júlia Pinheiro.

As reações à morte da atriz

Diogo Valssassina foi um dos convidados de Júlia Pinheiro nesta emissão. O ator recordou a primeira vez que contracenou com Maria João Abreu, na novela da SIC Amor Maior. “A João era atriz, ponto. Não era só atriz de comédia, drama, era uma das melhores e uma das mais queridas. Uma coisa complicada, porque vivemos num meio rápido e muito fugaz. Às vezes existem muitos egos e muitas conversas. Ser como a João, tão transversal, é muito difícil. Ela será sempre um exemplo“, disse.

Bárbara Guimarães recordou a participação da atriz no programa 24 Horas, com uma fotografia de Maria João Abreu a olhar para o céu, publicada na página de Instagram da apresentadora. João Baião partilhou uma fotografia com Maria João Abreu, deixando a pergunta “E agora?”.

“Uma grande mulher, mãe, avó, atriz”

Na RTP 1, Tânia Ribas de Oliveira dedicou o programa A Nossa Tarde para homenagear Maria João Abreu. “Serão sempre poucas as palavras para definir Maria João Abreu. Uma grande mulher, mãe, avó, atriz, as nossas mais sentidas condolências à família, aos amigos um grande grande abraço ao João Soares, ao José Raposo, ao Miguel, ao Ricardo, e hoje em particular também, ao João Baião”, afirmou. “Partiu hoje, no dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, não haverá coincidências. Até Sempre”.

Que a morte precoce de Maria João Abreu nos remeta para a humildade da nossa existência“, escreveu Jorge Gabriel, também apresentador da RTP1, na mesma rede social.

“Presa como por fiozinhos”

TVI emitiu um comunicado sobre a morte de Maria João Abreu. “É com a mais profunda consternação que a TVI lamenta o falecimento prematuro de Maria João Abreu e envia as suas sinceras condolências aos familiares, amigos e SIC“, começa o canal. “É com grande pesar que recebemos esta notícia que irá para sempre ser sentida nas salas de espetáculo e televisões“. A nota de pesar também recordou o percurso da atriz pelo canal, em projetos como Trapos e CompanhiaJardins ProibidosBons VizinhosMorangos com AçúcarFeitiço de Amor e Remédio Santo”.

Devido à notícia, o programa Goucha, na TVI, começou mais cedo e acabou às 20h, com a presença de Cristina Ferreira, que se juntou a Manuel Luís Goucha na condução de uma homenagem à atriz. “Não era a emissão que queríamos ter esta tarde“, começou Goucha, acrescentando que “a Maria João vai permanecer viva na minha memória até que eu parta para outra dimensão”. Cristina Ferreira continuou: “No dia em que tantos cristãos vão a Fátima à procura de algum aconchego, tristemente esta notícia acaba por nos tocar a todos. Há pessoas até que se lembram da forma como a Maria João falava sempre alegremente“.

Maria Botelho Moniz acompanhou a emissão especial de Goucha e emocionou-se com alguns testemunhos que ouviu. “É impossível uma pessoa não se comover com estes testemunhos, são amigos, são colegas… que sabem que a maquina tem de continuar a mexer, e é isso que é difícil num dia como o de hoje. Tem de se continuar a gravar, tem de se continuar a trabalhar, mas por dentro está toda a gente assim: presa como por fiozinhos“, explicou a apresentadora de Dois às 10.

Em tempo de pesar, as homenagens multiplicam-se

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, reagiu à morte da atriz. Num comunicado citado pela agência Lusa, a ministra recordou uma “atriz destemida e versátil, capaz de nos surpreender e encantar em todos os registos, da revista ao experimental, pertence a um elenco restrito de atrizes que marcaram a história recente do teatro português, nomeadamente pelo empenho com que se dedicou na revitalização do teatro de revista”.

Maria João Abreu no filme A Mãe é que Sabe | Fotografia: Divulgação

Graça Fonseca destacou o percurso de Maria João Abreu no teatro, em peças como As Presidentes, A Rainha do Ferro-Velho ou Fenda. Em todas os papéis que representou, a atriz foi “sensível, multifacetada e inteligente, cujo talento e dedicação eram reconhecidos no modo como respondia aos textos aos quais se entregava”.  No cinema, a Lusa recordou o papel que Maria João Abreu representou no filme A Mãe é que Sabe, de 2016, realizado por Nuno Rocha.

“A cultura portuguesa perde hoje uma das suas atrizes mais marcantes, que sempre aceitou a sua popularidade não como um pedestal, mas como uma forma de constantemente se desafiar e de arriscar e inovar nos palcos”, acrescenta a ministra, frisando o “lado humano, de mulher generosa e atenta às causas sociais”.

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