35 anos de Robert Pattinson. O retrato do melhor ator da sua geração

Robert Douglas Thomas Pattinson nasceu a 13 de maio de 1986, na capital de Inglaterra, Londres. Filho de Richard Pattinson, um vendedor de carros, e Clare Charlton, uma agente numa agência de modelos, Robert desde cedo revelou uma personalidade caótica e um gosto para as artes, algo que se mantém até hoje. 

Com 12 anos é expulso da escola por roubar e vender revistas para adultos aos seus colegas, e aos 13 acaba por juntar-se a um clube de teatro contra o conselho das suas professoras da altura, que lhe diziam que ele não era talentoso o suficiente.

A partir daí, tudo o que aconteceu é história. Tendo uma carreira cheia de curvas e contracurvas, Robert Pattinson é, hoje em dia, um dos atores mais conceituados, versáteis, talentosos e bem-pagos de Hollywood.  Mas a verdade é que nem sempre foi assim, e, em dia de aniversário do ator, o Espalha-Factos preparou uma análise à carreira do britânico que tem Marlon Brando como principal referência, desde os seus primórdios e falando um pouco sobre o que aí vem.

 O início de tudo

Robert Pattinson no filme "Harry Potter e o Cálice de Fogo"

Com 15 anos, e já depois de ter pensado em desistir da carreira de ator para ser um músico ou estudar escrita de argumentos na universidade, Robert consegue o seu primeiro papel na peça de teatro Guys and Dolls, um trabalho que acabou por captar o olhar de um agente, sentado no auditório. 

Em 2005, e já depois de ter sido despedido da peça The Woman Before que iria estrear no conceituado Royal Court Theatre, Robert acaba por conseguir um papel em Harry Potter e o Cálice de Fogo, dando vida a Cedric Diggory. Este trabalho valeu-lhe muitos elogios, acabando por ser considerado como “A Estrela Britânica de Amanhã” pelo The Times, e comparado a Jude Law

No entanto, seria o ano de 2008 que, finalmente, o tornaria um nome reconhecido mundialmente. Depois de ter feito uma audição que o próprio considera que “podia ter sido melhor”, Robert Pattinson consegue um lugar como protagonista na saga de filmes Twilight, ao lado de Kristen Stewart. Este projeto acabaria por tornar o ator numa estrela de uma noite para a outra, recebendo elogios de muitos críticos, entre eles Roger Ebert, um dos mais importantes de sempre. 

Robert viria a participar em mais quatro filmes da saga, que, apesar de terem sido criticados de forma negativa universalmente (até mesmo por ele), lhe foram valendo elogios de todo o lado.

No entanto, a qualidade desses filmes valeu-lhe uma reputação negativa que dura até hoje, algo que o próprio reconhece através dos comentários sarcásticos que saem da sua boca na faixa de comentários presentes nos DVDs dos filmes de Twilight. Apesar disso, as pessoas da indústria continuaram a dar-lhe oportunidades.

A viragem de carreira para papéis mais sérios

Robert-Pattinson-in-Cosmopolis

Em 2010, Robert protagonizaria e produziria Remember Me, filme recebido de forma mista pelos críticos mas que elogiavam, mais uma vez, o seu trabalho. Depois disso, e ainda antes de Twilight ter o seu final em 2012, o britânico viria a atuar na co-produção portuguesa Cosmopolis, realizado pelo reconhecido autor de cinema David Cronenberg. A performance do mesmo foi vista como sensacional, com os críticos a acusarem o ator de ser “camaleónico”, tanta foi a facilidade com que despiu as peles do vampiro Edward Cullen para este filme. 

Robert viria a voltar a trabalhar com David Cronenberg no filme Maps to the Stars, um dos dois filmes do britânico que estrearam no festival de Cannes no ano de 2014, o outro sendo The Rover, de David Michôd. 

Estes dois filmes, ainda que recebendo críticas mistas do público, voltaram a ter um impacto significativo na carreira do ator. Os mais atentos ao cinema independente diziam que ele tinha um talento que não enganava ninguém, e que era uma questão de tempo até explodir. 

Isto acabou por ser uma constante na carreira de Robert Pattinson: por mais que o filme não tivesse qualidade, o ator conseguia sempre brilhar. Chegavam a dizer que ele conseguia fazer a coisa mais significante possível com o mais ínfimo detalhe. 

Em 2016, seria uma personagem secundária de The Lost City of Z, apoiando Charlie Hunnam, o protagonista do filme, realizado por James Gray. Para este papel, Robert deixou crescer uma barba cerrada e perdeu cerca de 15 quilos, e o resultado foi, mais uma vez, elogiado por toda a gente. Críticos deste filme chamaram-lhe “um dos melhores atores a trabalhar hoje em dia” e “um scene-stealer“, descrição dada às personagens secundárias que conseguem ter um trabalho mais reconhecido do que o protagonista do filme. 

A afirmação do ator

Já depois de ter participado em muitos filmes independentes que acabaram por voar abaixo do radar, Robert Pattinson chegou, finalmente, aos olhos e corações de toda a gente com o seu papel enérgico em Good Time, dos Irmãos Safdie. 

Depois de ter estreado em Cannes, os direitos de transmissão do filme acabaram por ser comprados pela Netflix, acabando por projetar a performance de Robert Pattinson para todo o mundo como só a Netflix sabe fazer. Isto viria a revelar-se um ponto de viragem na sua carreira, captando a atenção de todos os principais realizadores e chegou a ser comparado a Al Pacino. 

Viria a acabar 2018 a dar um dos melhores trabalhos do ano ao leme de Claire Denis no filme High Life, substituindo o lendário Philip Seymour Hoffman. 

A entrada no estrelato

Robert Pattinson como Batman

2019 começou com estrondo para Robert Pattinson. Depois de muita especulação, o ator é anunciado para o místico papel de Batman no próximo filme centrado na personagem, substituindo Ben Affleck. Para além disto, e quase em simultâneo, Robert Pattinson é anunciado como um dos protagonistas de Tenet, o filme realizado por Christopher Nolan e que acabou por lhe valer muitos elogios aquando do seu lançamento em 2020. 

Voltando a 2019, Robert teve mais um filme a ser lançado em Cannes, neste caso The Lighthouse, outro dos grandes pilares da sua filmografia, dito por muitos como um dos melhores filmes do ano com a melhor performance do ano por parte de um ator. Por este trabalho, Pattinson recebeu vários elogios de todo o lado, com alguns a dizerem que “ele conseguiu fazer algo que nunca ninguém tinha feito” e que “ele superou-se assim mesmo”, mais uma vez. 

2020 trouxe-lhe mais sucesso, com o já falado Tenet e com o lançamento de Devil All The Time, realizado por Antonio Campos. Protagonizando um padre, o que por si só já é inédito, Robert Pattinson era capaz de gelar qualquer um com as falas que foi entoando no seu sotaque mais falso do que nunca, e acabou em muitas listas que falavam dos melhores trabalhos de um ator em 2020. 

Veremos o que o futuro lhe reserva, sendo certo que será o próximo Batman (um papel que lhe tem valido várias críticas) e trabalhará, mais uma vez, com Claire Denis no filme The Stars at Noon. O certo é que, aconteça o que acontecer, o rótulo de melhor ator da sua geração não lhe será retirado muito facilmente.

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