Jornalismo / Covid-19
Créditos: Jorge Maya/Unsplash

Covid-19. Mais de 1200 jornalistas morreram no último ano com o vírus

A pandemia provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela doença Covid-19, resultou na morte de 1.227 jornalistas no mundo, revelou esta segunda (3) a Press Emblem Campaign (PEC), no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Em comunicado, a organização afirma que “a pandemia de Covid-19 teve um impacto devastador no jornalismo”, o que se traduz num custo humano “singularmente alto”. Para o Secretário-Geral da PEC, “trata-se de um massacre sem precedentes e uma grande perda para a profissão”. Blaise Lempen garante que o dia deve servir para “honrar eminentes colegas de todas as idades que não sobreviveram à pandemia”.

Ao todo, 1.227 jornalistas perderam a vida após complicações relacionadas com o vírus em 75 países. Essenciais para reportar no terreno os desenvolvimentos da pandemia, “os jornalistas praticam uma profissão particularmente exposta ao vírus”, e “muitos foram forçados a continuar a trabalhar em contacto com a população”.

A PEC pede aos governos que ajudem os meios de comunicação social mais afetados, bem como as famílias das vítimas. A organização alerta ainda para a necessidade de uma forte distribuição de vacinas pelo mundo, para impedir que o vírus se alastre aos países em desenvolvimento, uma vez que a “produção de vacinas é limitada” e está a ser “quase completamente absorvida pelos países ricos”. A situação prejudica “o seu acesso a jornalistas no Sul do continente Americano e Asiático”, conclui.

Índia como foco de preocupação

A Índia tem sido sistematicamente apontada como um caso sério de preocupação sanitária, ao registar mais de 300 mil novos casos de Covid-19 em todos os últimos dez dias. O país conta com cerca de 20 milhões de infetados e a situação dos hospitais é caótica, com relatos de pessoas internadas que estão a tentar fugir dos hospitais.

Nas últimas duas semanas, pelo menos 50 jornalistas morreram com Covid-19 no país, uma média de três por dia. De resto, a taxa de jornalistas mortos em todo o mundo acelerou ainda mais no mês de abril, com óbitos de 125 jornalistas em apenas um mês. Desde março de 2020, quatro países se destacam dos restantes pela negativa no que a falecimentos diz respeito. São eles o Brasil, com mais de 183 mortes, cerca de uma por dia, o Peru (140), a Índia (121) e o México, com 106 mortes de jornalistas.

A região da América Latina encabeça a lista de vítimas, 673 em 20 países. De seguida vem a Ásia (254 vítimas em 18 países), a Europa (175 vítimas em 19 países), África (56 vítimas em 16 países) e finalmente a América do Norte, com 47 mortes em dois países.

Lê também: Reportagem. Os perigos inerentes ao exercício do jornalismo

A Press Emblem Campaign também deixa o aviso de que o número total de vítimas “é certamente maior”, pois a “causa de morte de jornalistas não é especificada ou as mortes não são publicadas”. Ainda assim, o relatório dá nota positiva ao facto de a quantidade de mortes de jornalistas ter “diminuído vertiginosamente” na Europa e América do Norte, resultado de medidas de proteção efetivas e da maior vacinação.

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