Dia da Mãe. Cinco filmes que não recomendamos que vejas com a tua mãe

O cinema é uma arte que sempre nos habituou a mostrar relações tóxicas entre país. As mães, em especial, sempre foram retratadas de maneiras muito negativas, sendo que as figuras maternais mais tóxicas prevalecem sobre aquelas que representam um abrigo para os seus filhos.

Com isto em mente, e já depois de termos mostrado alguns pais questionáveis no cinema, o Espalha-Factos preparou uma pequena lista de filmes algumas das piores mães na história do indústria para este Dia da Mãe (domingo, 2 de maio) – e fica o aviso: não recomendamos que vejas nenhum destes com a tua. 

The Graduate (1967, realizado por Mike Nichols)

Dustin Hoffman e Anne Bancroft no filme 'The Graduate'
Dustin Hoffman e Anne Bancroft no filme ‘The Graduate’

O romance The Graduate é muitas vezes um exemplo dado de realização exímia a todos os níveis e conta com uma das mães mais tóxicas que o cinema já teve o (des)prazer de conhecer. 

Desenrolando-se à volta de um triângulo amoroso pouco convencional, The Graduate conta com Anne Bancroft a interpretar a personagem Sra. Robinson, uma mulher que exige ser amante de Benjamin, a grande paixão da sua filha. Nem podemos falar muito sem revelar muito do filme, por isso mesmo é melhor cada um ver o que se passa com os seus próprios olhos. 

Autumn Sonata (1978, realizado por Ingmar Bergman)

Ingrid Bergman no filme 'Autumn Sonata'
Ingrid Bergman no filme ‘Autumn Sonata’

Tido por muitos como o melhor realizador da sua geração (ou até mesmo de sempre), o sueco Ingmar Bergman desenvolveu filmes com os mais variados temas, com Autumn Sonata, talvez o seu melhor esforço, a tratar do amor maternal. 

Uma mãe e uma filha, que terrível combinação de sentimentos e confusão e destruição é uma das falas mais fortes a ser entoadas da boca da atriz principal Liv Ullmann enquanto contracena com a sua mãe no drama, a lendária Ingrid Bergman. Autumn Sonata é sossegado no meio de toda uma explosão de sentimentos reprimidos numa das relações entre mãe e filha mais tóxicas na história do cinema. 

Ordinary People (1980, realizado por Robert Redford)

Mary Tyler Moore e Timothy Hutton no filme 'Ordinary People
Mary Tyler Moore e Timothy Hutton no filme ‘Ordinary People

Vencedor do prestigiado Óscar de Melhor Filme, Ordinary People é um filme perdido no tempo que fazemos questão de relembrar hoje. 

Um drama pesado e carregado de emoção, Ordinary People conta com traumas para todos os gostos, com Conrad, a personagem principal, a ser o principal recetor de todo o caos, principalmente da sua mãe, que o culpa de tudo o que aconteceu de mal naquela família. A mãe neste filme tem um coração frio e não mostra qualquer tipo de afeto durante boa parte do filme, levando o seu filho à loucura.

Mommy (2014, realizado por Xavier Dolan)

Suzanne Clément no filme 'Mommy'
Suzanne Clément no filme ‘Mommy’

O filme canadiano Mommy, realizado por Xavier Dolan, é um monstro de criatividade a todos os níveis, demonstrando um jovem cineasta no topo das suas capacidades já aos 24 anos. 

Contando a história da relação entre um filho violento e uma mãe instável, Mommy acerta em praticamente todas as decisões criativas que tenta apresentar e, metaforicamente falando, é um murro no estômago. A relação entre os dois é devastadora, muitas vezes faz lembrar um combate de boxe, tal é a violência que atiram um para cima do outro, sendo que não é aconselhável verem isto com a vossa mãe. Para a história, fica uma cena final incrivelmente memorável e uma violência verbal pouco vista. 

Black Swan (2010, realizado por Darren Aronofsky)

Barbara Hershey no filme 'Black Swan'
Barbara Hershey no filme ‘Black Swan’

Black Swan é um filme que dispensa qualquer tipo de apresentação, tal é o grau de análise a que já foi exposto na última década. No entanto, vale a pena falar dele neste tópico em específico dada a relação entre a mãe e a filha no filme. 

Um thriller psicológico como poucos, Black Swan mostra-nos Natalie Portman na pele de Nina, uma bailarina que vai sendo controlada, tal e qual um fantoche, pela sua mãe, Erica, numa relação que, a dado momento, torna-se mesmo difícil de assistir. A possessão da mãe do filme é trágica e enervante, trazendo à tona quaisquer problemas que o espectador possa ter na sua vida pessoal. Por isso tudo e mais alguma coisa, é o filme que menos aconselhamos que vejam com a vossa mãe. 

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