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Óscares
Fotografia: Todd Wawrychuk/A.M.P.A.S.

Óscares atingem mínimo de audiências histórico nos EUA

Pandemia, mais pessoas em casa, uma maior audiência. Pode ter sido uma fórmula que se verificou no consumo de streaming e do cabo ao longo do último ano, mas a festa maior do cinema ficou de fora dos planos da maioria dos norte-americanos. A transmissão da 93.ª cerimónia dos Óscares, que aconteceu este domingo, 25 de abril (madrugada de 26 de abril, em Portugal), foi a menos vista de sempre nos Estados Unidos e atingiu resultados abaixo dos 10 milhões de espectadores.

A transmissão em direto da ABC (canal detido pela Disney) ficou-se pelos 9,85 milhões de espectadores, correspondentes a um share de 1,9% na faixa dos 18-49 anos, indicam os dados primários recolhidos pela Nielsen. Estes são os valores de audiência mais baixos de sempre e representam uma queda de 58% face aos resultados obtidos no ano passado, que tinham já sido os mais baixos até então – 23,6 milhões; na demográfica principal, a queda chega a ser de 64.2%.

A queda de audiência, este ano de quase 14 milhões de espectadores face ao ano passado, continua a trajetória descendente dos resultados dos Óscares ano após ano. A cerimónia, que cresceu ligeiramente em audiência em 2014, atingindo o pico da última década com 43,7 milhões de espectadores, foi caindo substancialmente nos anos seguintes: 37,3 milhões (2015), 34,4 milhões (2016), 32,9 milhões (2017), 26,5 milhões (2018), 29,6 milhões (2019) e os 23,6 milhões de 2020.

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A edição deste ano dos Óscares foi transmitida a partir da Union Station, em Los Angeles. | Fotografia: Spencer Lowell & Rockwell Group via Twitter/A.M.P.A.S.

As mudanças introduzidas na cerimónia deste ano para corresponder às restrições da pandemia, incluindo uma duração mais compacta (devido à qual foram retiradas as atuações dos nomeados a Melhor Canção da cerimónia principal) não resultaram e reforçam, também, os baixos resultados obtidos nas premiações de várias áreas, que decorreram nos últimos meses, todas em circunstâncias extraordinárias.

Mesmo com os baixos resultados obtidos na transmissão em direto, os Óscares foram a entrega de prémios mais vista entre as recentes edições. Seguem-se os Grammys (8,8 milhões), os Globes (6,9 milhões) e os Emmys (6,1 milhões). No cenário específico da ABC, foi o programa de entretenimento mais visto no canal desde outubro de 2020, altura em que uma transmissão das finais da NBA atingiu números semelhantes.

Entre as causas óbvias para a baixa audiência estão também o encerramento dos cinemas durante grande parte do último ano, a nomeação de filmes e nomes menos reconhecidos e as polémicas despoletadas nos últimos anos devido à falta de representatividade nas nomeações aos Óscares e a outras entregas de prémios nos EUA. Estão também em causa as alterações na forma como os norte-americanos consomem televisão, com uma queda global das audiências do cabo e das transmissões em direto, substituídas por gravações, acompanhamento onlinestreaming dos programas.

Em Portugal, a transmissão da RTP1 não passou do terceiro lugar no horário. Óscares 2021 – Passadeira Vermelha (1,6% / 7,5%) e Óscares 2021 – A Cerimónia (0,7% / 6,3%) ficaram atrás das apostas da SIC e da TVI.

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A 93.ª cerimónia dos Óscares, uma edição reduzida transmitida a partir da Union Station, em Los Angeles, entregou estatuetas ao melhor do cinema norte-americano e global no último ano. Nomadland foi o Melhor Filme, com Chloé Zhao a vencer Melhor Realizador. Frances McDormand venceu na categoria de Melhor Atriz e o prémio de Melhor Ator foi conquistado por Anthony Hopkins. Lê aqui a lista completa de vencedores deste ano.

Atualizado às 12h de 27 de abril com mais informações sobre os resultados de audiência da cerimónia.