Óscares
Fotografias: Divulgação/D.R.

Óscares 2021. Os nomeados a Melhor Filme ‘ao detalhe’

A cerimónia dos Óscares 2021 realiza-se este domingo, 25 de abril. No meio de circunstâncias muito diferentes a que estes prémios nos foram habituando, a festa do cinema realizar-se-á em três cidades diferentes (Los Angeles, Londres e Paris) pela primeira vez e, tal como tem acontecido nas edições passadas, esta também não terá um apresentador fixo. 

Como é habitual, os nomeados são escolhidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com o intuito de premiar aqueles que foram os melhores no cinema durante 2020 e início de 2021.

O Espalha-Factos preparou uma análise sobre cada nomeado das seis categorias mais importantes da noite (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Atriz Secundária e Melhor Ator Secundário), dando a conhecer um pouco de cada um dos seus respetivos candidatos. Neste artigo, iremos concluir a nossa antevisão dos Óscares com o prémio mais aguardado da noite: o Óscar de Melhor Filme, vencido de forma histórica pelo coreano Parasite no ano passado. 

The Father, realizado por Florian Zeller e produzido por Philippe Carcassonne, Jean-Louis Livi e David Parfitt

Durante muito tempo, The Father estava a ser falado para uma nomeação, até possível vitória, para o Óscar de Melhor Filme, mas ninguém percebia o porquê porque ainda nem sequer tinha estreado. Começou a brincar-se dizendo que o filme nem existia, algo que era corroborado pelo poster horrível inicialmente lançado.

A verdade é que, no mês passado, o filme foi despejado na internet e, de facto, a qualidade abunda em cada minuto. Contando a história de um homem com um caso sério de demência, interpretado por Anthony Hopkins, com ajuda de Olivia Colman, The Father é uma maneira bastante inovadora de contar este tipo de narrativa, sendo quase um labirinto sem saída. É um dos melhores filmes do ano e com razão. 

Judas and the Black Messiah, realizado por Shaka King e produzido por Ryan Coogler, Charles D. King e Shaka King

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Um daqueles filmes que devia aparecer mais vezes, Judas and the Black Messiah é um onda de força que leva tudo à frente e não pede desculpa a ninguém. Corajoso como poucos, chama as coisas pelos nomes e, acima de tudo, é do mais honesto que foi feito nos últimos tempos.

Com uma realização soberba de Shaka King, o filme é liderado por Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield, que dão duas das melhores performances da sua vida, com o primeiro em particular a mostrar que é um dos melhores atores da sua geração. O facto de estar nomeado, por tudo o que implica, já é bom o suficiente. 

Mank, realizado por David Fincher e produzido por Ceán Chaffin, Eric Roth e Douglas Urbanski

David Fincher não precisa de apresentações e há muito que o realizador tentava produzir Mank. Finalmente conseguiu, graças ao poderio financeiro da Netflix, mas desapontando no final se tivermos em conta todo o potencial existente. 

Escrito por Jack Fincher, o pai do realizador, Mank é protagonizado por Gary Oldman e conta também com Amanda Seyfried, Charles Dance, Lily Collins e Tuppence Middleton, contando a história de Herman J. Mankiewicz e a consequente escrita do filme Citizen Kane, um dos mais influentes de sempre. O filme perde-se em histórias secundárias que não interessam muito e acaba por ser aborrecido em alguns momentos mas a Academia adora filmes sobre Hollywood, e a sua nomeação era mais que esperada. 

Minari, realizado por Lee Isaac Chung e produzido por Christina Oh

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Um daqueles filmes que mais parece um abraço apertado, Minari chegou com uma intimidade e ternura pouco vistas em filmes nomeados e arrebatou críticos um pouco por todo o mundo. 

A história da família Yi, protagonizada por Steven Yeun, na busca pelo sonho americano foi uma das melhores ano, diretamente inspirada na infância do realizador Lee Isaac Chung, resultando em duas horas de amor e paixão que são tão necessárias em filmes, de vez em quando. Em tempos foi um dos favoritos à vitória final nos Óscares mas, agora, tem a concorrência de Nomadland, anunciando, à partida, uma derrota quase na certa. 

Nomadland, realizado por Chloé Zhao e produzido por Mollye Asher, Dan Janvey, Frances McDormand, Peter Spears e Chloé Zhao

Como está escrito acima, Nomadland é o vencedor praticamente certo do Óscar de Melhor Filme, tendo vencido praticamente todos os prémios importantes que tinha para disputar. Na verdade, contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que não venceu, o que acaba por dizer muito sobre a dominância deste filme. 

Realizado por Chloé Zhao, a provável vencedora ao Óscar de Melhor Realizador, Nomadland conta a história de Fern, interpretada por Frances McDormand, e a sua respetiva vida de nómada. O filme conta com muitos momentos bonitos de união entre pessoas, mas acaba por ser bastante contraditório nalguns pontos, sendo considerado até, por alguns, como um deserto de ideias. Achando o filme mau ou bom, a vitória é certa e, se isso acabar por não acontecer, será uma das maiores surpresas de sempre na história dos Óscares

Promising Young Woman, realizado por Emerald Fennell e produzido por Ben Browning, Emerald Fennell, Ashley Fox e Josey McNamara

Um dos filmes mais corajosos do ano, Promising Young Woman chegou aos nossos ecrãs tímidos com uma brutalidade pouco vista, levando à frente tudo o que se metesse no seu caminho. 

Primeiro filme de Emerald Fennel, Promising Young Woman impressionou pela sua narrativa, cinematografia, realização e pela performance da sua protagonista, Carey Mulligan, sendo um autêntico filme de culto em construção. O final do projeto pode ser do desagrado de alguns, já que é contraditório com o resto do film,e mas o reconhecimento como um dos melhores do ano ninguém lhe tira, sendo um dos favoritos a vários Óscares, incluindo Melhor Atriz e Melhor Argumento Original. 

Sound of Metal, realizado por Darius Marder e produzido por Bert Hamelinick e Sacha Ben Harroche

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Toda a ascensão de Sound of Metal, desde que estreou no longínquo mês de Setembro de 2019, tem sido de assinalar, transformando-se num favorito dos votantes da Academia a olhos vistos. 

A comovente história de um baterista de punk rock que, lenta mas repentinamente, se vai tornando surdo, impressionou tudo e todos, tendo sido elogiado pela sua realização, som e pelas performances incríveis dos seus atores, com Riz Ahmed a dar espetáculo sempre que está em cena. Se tudo fosse perfeito, Sound of Metal venceria Melhor Filme e Melhor Ator. No entanto, é esperado que isso não aconteça. De qualquer maneira, a presença de um filme independente que cresceu de forma tão natural e orgânica é impressionante e uma vitória por si só. 

The Trial Of The Chicago 7, realizado por Aaron Sorkin e produzido por Stuart M. Besser e Ben Platt

Um filme com uma boa premissa mas que acaba por parecer diluído e insonso quando comparado com outros lançamentos deste ano, especialmente Judas and the Black Messiah, The Trial of the Chicago 7 foi um favorito a todos os Óscares – e mais alguns – quando foi lançado. Mas depois apareceu Nomadland e, como podemos perceber, isso mudou. 

Contando a história dos sete de Chicago, julgados em 1968 por protestos contra a guerra do Vietname, tem o seu ponto alto num argumento de qualidade mas a que se pedia que arriscasse um pouco mais na sua narrativa, acabando de forma cliché e aborrecida. É o segundo favorito à vitória, segundo as casas de apostas, mas não é expectável que isso aconteça. 

Os Óscares têm transmissão garantida na RTP1 no próximo domingo, dia 25 de Abril, com uma emissão especial liderada por Catarina Furtado e Mário Augusto.

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