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Vodafone Paredes de Coura 2019. | Fotografia: Sofia Matos Silva

Primeiros eventos-teste em Portugal acontecem já em abril

Os eventos-teste permitem perceber se espetáculos de maior dimensão, como festivais de verão, poderão ou não acontecer durante os próximos meses, em segurança. Para isso, vão ser reunidas 400 pessoas no espaço exterior do Altice Forum de Braga, nos dias 29 e 30 de abril. Numa das datas os espectadores estarão sentados e, na outra, estarão de pé. para testar diferentes cenários.

A novidade foi dada depois de alguma especulação acerca da possível realização de eventos deste tipo, sendo que foi a ministra da Cultura, Graça Fonseca, que deu a notícia numa entrevista à SIC na passada quinta-feira (22).

Durante a entrevista, a ministra referiu que “o nosso compromisso é de abrir os eventos culturais como eles encerraram e, a partir daqui, trabalhar para identificar as condições de progresso de podermos estar em eventos ao vivo. Sempre, naturalmente, de acordo com a evolução da pandemia“.

Outros países, como a vizinha Espanha, já realizaram estes eventos-teste. Graça Fonseca realçou a importância dos mesmos, visto que, com eles, “vai ser possível à Direção-Geral da Saúde, depois, fazer a avaliação das pessoas que estiveram nestes eventos“.

Como vão funcionar os eventos-teste

Embora o cartaz destes dois eventos ainda não esteja fechado, é esperado que seja anunciado até ao dia 24 de abril. Desta forma, posteriormente à divulgação dos artistas, os interessados em participar nos eventos poderão voluntariar-se.

Adicionalmente, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, contou à Rádio Observador que “à entrada do evento, os voluntários que vão participar terão de ser todos testados através de testes rápidos, em parceria com a Cruz Vermelha“.

Assim, o resultado destes eventos-teste poderá levar a várias alterações no mundo dos festivais de verão, inclusivamente nos limites de público e na área dos eventos.

“Um dia histórico para Portugal”

Foi assim que o classificou a ministra Graça Fonseca, depois de ter sido aprovado o Estatuto do Trabalhador da Cultura na passada quinta-feira (22).

Após décadas de pedidos e exigências, os trabalhadores do setor da cultura veem finalmente surgir um documento que visa definir o enquadramento legal de várias profissões, documento esse que se prevê que entre em vigor em 2022 e que apresenta três componentes: registo dos trabalhadores, contratos de trabalho e regime contributivo e apoios sociais.

Desta forma, Graça Fonseca afirma que este estatuto prevê a criação de um subsídio de suspensão de atividade. No âmbito laboral, o grande objetivo é fazer com que a atividade descontínua característica do setor, a chamada intermitência, não seja sinónimo de trabalho precário, fazendo com que os direitos e deveres dos profissionais sejam devidamente aplicados”.

Para além disso, a ministra referiu ainda que “no que se refere à parte contributiva, o estatuto permitirá que muitos profissionais da cultura possam ser integrados num sistema de proteção social, tal como os outros trabalhadores, de modo a para ele descontarem e por ele serem protegidos“, sendo que “os trabalhadores com contratos de muito curta duração passam a estar protegidos em todas as circunstâncias“.

 

 

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