Óscares 2021. Os nomeados a Melhor Ator ‘ao detalhe’

O Espalha-Factos preparou uma análise sobre cada nomeado das seis categorias mais importantes da noite

A cerimónia dos Óscares 2021 realiza-se este domingo, 25 de abril. No meio de circunstâncias muito diferentes a que estes prémios nos foram habituando, a festa do cinema realizar-se-á em três cidades diferentes (Los Angeles, Londres e Paris) pela primeira vez e, tal como tem acontecido nas edições passadas, esta também não terá um apresentador fixo. 

Como costuma acontecer, os nomeados foram escolhidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com o intuito de premiar aqueles que foram os melhores no cinema durante 2020 e início de 2021.

O Espalha-Factos preparou uma análise sobre cada nomeado das seis categorias mais importantes da noite (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Atriz Secundária e Melhor Ator Secundário), dando a conhecer um pouco de cada um dos seus respetivos candidatos. Neste artigo examinamos os candidatos ao Óscar de Melhor Ator, prémio vencido por Joaquin Phoenix no ano passado.

Chadwick Boseman (Ma Rainey’s Black Bottom

Chadwick Boseman como Leeve em Ma Rainey
Chadwick Boseman como Leeve em Ma Rainey (Fotografia: Netflix/David Lee)

Como tem acontecido em boa parte das cerimónias de prémios deste ano, Chadwick Boseman é o grande favorito ao prémio de Melhor Ator. Tem acontecido em todo o lado e apenas em algumas ocasiões, como nos BAFTA, é que não teve confirmação. 

O ator americano, mais conhecido pelo papel principal em Black Panther, deu duas das performances da sua vida durante 2020. A primeira aconteceu em Da 5 Bloods, o filme de Spike Lee, e a ela seguiu-se um trabalho fenomenal em Ma Rainey’s Black Bottom, um projeto que estreou já depois da triste notícia a relatar a morte de Chadwick.

A sua participação no filme que lhe valeu a nomeação tem toda uma aura pesada à sua volta, parecendo quase uma despedida em grande da sétima arte a cada fala que entoava ou a cada nota que tocava no seu trompete. É o grande favorito à vitória final, algo que a confirmar-se, é muito merecido, apesar de terem existido trabalhos melhores no cinema de 2020 e início de 2021 (e alguns deles até estão nomeados na mesma categoria dos Óscares).

Gary Oldman (Mank)

GOLDEN GLOBES
Imagem: Netflix

Mank, como viemos a dizer sempre que mencionamos o filme, teve críticas mistas mas toda a gente concordou que o que suporta o filme é o trabalho dos atores. Depois de Amanda Seyfried ter sido nomeada para Melhor Atriz Secundária, o ator principal do filme, o veterano Gary Oldman, também conseguiu reservar o seu lugar entre os melhores atores do ano. 

O britânico passa boa parte de Mank deitado numa cama, de copo na mão e álcool no sangue metafórico, emanando um cheiro horrível a tabaco sempre que aparece em cena e quase a suplicar por um banho, interpretando nada mais nada menos que Herman J. Mankiewicz, o lendário argumentista de Hollywood e o cérebro responsável pelo guião de Citizen Kane, talvez o filme mais influente de sempre. 

O trabalho é esforçado, como todo o filme, mas claramente Gary Oldman já teve performances bem mais dignas de Óscar que esta e acabou a ser ignorado. Acabou por tirar um lugar numa cerimónia de Óscares cheia de sangue novo. 

Steven Yeun (Minari)

2021 chegou e com ele chegou também a primeira nomeação de Steve Yeun para um Óscar, algo que acontece com alguns anos de atraso. 

Depois de ter sido ignorado para os Globos de Ouro de forma inexplicável (como boa parte das coisas que acontecem nessa cerimónia), Steven Yeun garantiu a nomeação para os Óscares pela sua interpretação de Jacob, uma personagem inspirada no pai do realizador de Minari, Lee Isaac Chung, nomeado para Melhor Realizador. Esta nomeação acontece depois da sua performance em Burning, considerada por muitos como uma das melhores da década passada, ter sido ignorada. 

Steven interpreta Jacob com uma calma inexplicável apesar de ser visível na sua cara uma angústia enorme para tentar suceder nos Estados Unidos e assim dar conforto económico à sua família. É um filme emocional, triste e melancólico e Steven Yeun, que ficou conhecido depois da participação na série The Walking Dead, é um dos pilares para o funcionamento de Minari. Conseguiu uma das melhores performances do ano, sendo até melhor que Chadwick Boseman. 

Anthony Hopkins (The Father)

Num ano em que boa parte das performances nomeadas são uma autêntica acalmia numa tempestade, Anthony Hopkins é o exemplo perfeito disso depois de ter interpretado um homem idoso que vai adoecendo cada vez mais devido à demência. 

Depois de ter vencido o seu primeiro (e único) Óscar, há 29 anos, com a sua interpretação de Hannibal Lecter em Silêncio dos Inocentes, Hopkins foi nomeado no ano passado por ter encarnado o Papa Bento XVI no filme The Two Popes, mas acabou por perder. Tem aqui mais uma oportunidade para aumentar o seu museu, naquela que tem sido uma performance que tem crescido cada vez mais e mais no gosto dos críticos. 

Anthony Hopkins é um homem confuso e atordoado em The Father, sempre a tentar procurar respostas às perguntas que faz na sua própria cabeça para tentar perceber toda a confusão que está a acontecer à sua frente, naquele que é um dos melhores retratos de demência na história do cinema. Apesar de Chadwick ser favorito, a vitória de Anthony Hopkins não é de descartar. 

Riz Ahmed (Sound of Metal)

De onde menos se esperava surgiu a melhor performance do ano. Sound of Metal é um filme que já estreou há muito e as críticas, inicialmente, nem foram as mais incríveis. O que ninguém esperava é que, dois anos depois da sua estreia, o filme arrecadou seis nomeações para Óscares, onde se encontra Riz Ahmed, nomeado para Melhor Ator

Riz, um ator anglo-paquistanês e rapper nas horas vagas, interpreta Ruben Stone, um baterista de uma banda de punk rock que fica surdo repentinamente. O que acontece depois do primeiro momento de surdez acontecer é de cortar de respiração, com Riz Ahmed a tentar lutar contra o inevitável, sempre sem sucesso. 

O filme é triste, lento e, acima de tudo, um espetáculo técnico a que se juntam performances dignas de registo de vários atores, entre eles Paul Raci, que também acabou nomeado para Melhor Ator Secundário. No entanto, o protagonismo é todo de Riz Ahmed porque não é fácil fazer o que ele fez neste filme. O seu talento mostrou-se e a nomeação chegou o que, em qualquer outra cerimónia de Óscares, seria uma vitória certa. No entanto, o prémio parece já ter o nome de Chadwick Boseman impresso, ficando também muito bem entregue.

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