(Fotografia: Inês Lacerda/Espalha-Factos)

Fotogaleria: No Porto, a reabertura dos espaços comerciais foi feita de contrastes

Fomos ao Porto descobrir como foi o primeiro dia do "regresso ao passado".

Entre as ruas do Porto e o Via Catarina Shopping – situado na Rua de Santa Catarina, uma das mais movimentadas da baixa –, estão apenas umas portas automáticas. No entanto, nesta segunda (19), dia em que reabriram os centros comerciais em todo o país, havia uma grande diferença para lá dessas portas.

Contrastando com as ruas recheadas de esplanadas cheias, música e energia, estava pouco movimento dentro do shopping da zona comercial mais antiga da cidade. Apesar da localização central – e contrariamente ao que se podia esperar de um regresso tão desejado -, veem-se muitas lojas vazias e não há filas; na zona da restauração, os principais clientes são os trabalhadores das outras lojas.

Quem por cá anda parece vir em passeio, para matar a curiosidade de ver como é o tão esperado regresso. Uma imagem que não condiz com a afluência que houve noutros estabelecimentos comerciais por todo o país.

(Fotografia: Inês Lacerda/Espalha-Factos)

No caso do NorteShopping, o caso muda de figura. Aqui, não há dúvidas de que os portugueses estavam ansiosos para regressar às compras. Com muito mais movimento, filas para o cinema e mesas ocupadas, é como se de uma miragem da normalidade se tratasse – apenas interrompida quando às 21h se começa a ouvir o som das grades das lojas a fechar.

Os centros comerciais têm agora de fechar às 21h, com exceção dos restaurantes e dos cinemas, que encerram às 22h. Aos fins de semana, as portas fecham às 13h, salvo para os hipermercados.

Após três meses de funcionamento muito limitado, a abertura total dos espaços comerciais acontece quando Portugal avança para a terceira fase de desconfinamento. É visível o cuidado com as medidas de segurança – com sinalização, gel desinfetante e vários seguranças que tentam controlar se todos cumprem com o que é preciso para que não se volte a escrever as palavra “reabertura” e “centros comerciais” na mesma frase.  São dias de esperança para um setor que emprega mais de 300 mil pessoas.

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