Óscares
Fotografias: Divulgação/D.R.

Óscares 2021. Os nomeados a Melhor Ator Secundário ‘ao detalhe’

O Espalha-Factos preparou uma análise sobre cada nomeado das seis categorias mais importantes da noite

A cerimónia dos Óscares 2021 realiza-se este domingo, 25 de abril. No meio de circunstâncias muito diferentes a que estes prémios nos foram habituando, a festa do cinema realizar-se-á em três cidades diferentes (Los Angeles, Londres e Paris) pela primeira vez e, tal como tem acontecido nas edições passadas, esta também não terá um apresentador fixo. 

Mais uma vez, os nomeados foram escolhidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com o intuito de premiar aqueles que foram os melhores no cinema durante 2020 e início de 2021.

O Espalha-Factos preparou uma análise sobre cada nomeado das seis categorias mais importantes da noite (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Atriz Secundária e Melhor Ator Secundário), dando a conhecer um pouco de cada um dos seus respetivos candidatos. Neste artigo examinamos os candidatos ao Óscar de Melhor Ator Secundário, prémio vencido por Brad Pitt no ano passado. 

Daniel Kaluuya (Judas and The Black Messiah)

Daniel Kaluuya no filme ‘Judas and The Black Messiah’.

Já depois de termos considerado Daniel Kaluuya como o mais provável vencedor ao Globo de Ouro para Melhor Ator Secundário, o ator britânico surge na linha da frente para vencer o mesmo galardão, agora na cerimónia dos Óscares. 

Judas and The Black Messiah foi um filme universalmente adorado por todos por todos os aspetos e mais alguns e, naquele que é uma das maiores qualidades desse filme, Daniel Kaluuya tem uma performance que, certamente, ficará gravada nos anais do cinema, depois de ter dado vida ao famoso líder dos Panteras Negras, Fred Hampton. 

Vibrante, intenso, forte, violento. Tudo isto pode adjetivar a protagonização de Daniel Kaluuya que chega ao ecrã de Judas and The Black Messiah cheio de força e nunca abranda, levando tudo à frente. O britânico é um dos atores mais talentosos da sua geração, senão mesmo o melhor, e a sua vitória no certame dos Óscares é praticamente certa, sendo que qualquer resultado a não ser o seu sucesso seria uma enormíssima surpresa. 

Lakeith Stanfield (Judas and The Black Messiah)

Lakeith Stanfield no filme ‘Judas and The Black Messiah’

Uma das maiores surpresas em todo o lote de nomeações, não por ter tido uma fraca performance mas por ser o claro protagonista do filme, Lakeith Stanfield não se mostrou com tanta força como Daniel Kaluuya em Judas and The Black Messiah mas o seu papel não o exigia. 

O ator americano, que passou anos e anos a ser ignorado depois de ter tido trabalhos a ter em conta com filmes como Sorry to Bother You, Short Term 12, Straight Outta Compton ou até mesmo Knives Out, para não falar da série Atlanta, tem finalmente aqui algum reconhecimento depois da sua interpretação de Bill O’Neal, o infiltrado do FBI nos Panteras Negras.

A sua performance, uma autêntica bomba relógio pronta a explodir a qualquer momento, foi um dos pontos altos de um filme praticamente perfeito e, ainda que a sua vitória seja praticamente impossível, é ótimo ter conseguido a nomeação. 

Leslie Odom Jr. (One Night In Miami…)

Leslie Odom Jr. no filme ‘One Night In Miami…’

Algo desconhecido no que a cinema diz respeito, Leslie Odom Jr. era considerado por muitos como o principal favorito à vitória até ao aparecimento de Daniel Kaluuya e a verdade é que o prémio seria totalmente merecido se lhe fosse dado. 

Depois do seu sucesso no eletrizante musical da Broadway Hamilton, que lhe valeu um Prémio Tony para Melhor Ator, Leslie Odom Jr. foi um dos atores a protagonizar One Night In Miami…, filme realizado pela estreante Regina King, e que era um dos favoritos a vários Óscares mas que acabou esquecido no meio de toda a miscelânea de filmes. 

Interpretando o cantor americano Sam Cooke, considerado por muitos como um dos artistas mais influentes de sempre, Leslie Odom Jr. é reservado a entoar o diálogo do guião mas, assim que pega num microfone no filme, passa a ser eletrizante muito rapidamente. Mais uma vez, a vitória é impossível, mas o reconhecimento foi feito. 

Paul Raci (Sound of Metal)

Paul Raci no filme ‘Sound of Metal’

Naquela que foi a nomeação mais surpreendente de todas, Paul Raci reservou o seu lugar entre os melhores do ano na sua categoria, isto tudo de forma bem merecida. 

Tendo apenas oito créditos no seu currículo no que ao cinema diz respeito, Paul Raci fez muita da sua carreira em televisão depois da sua estreia em Baywatch, em 1993. Um veterano de guerra do Vietname, o ator foi escolhido porque trazia uma autenticidade ao papel que nenhum ator dito de renome conseguia, já que foi criado por pais surdos e é fluente em linguagem gestual. 

Interpretando Joe, o ator americano parece ser um céu azul no meio da tempestade que está a acontecer na vida de Ruben, a personagem principal de Sound of Metal, acabando por ser o mentor do mesmo. O resultado foi uma performance emocionante, crua e esperançosa capaz de deixar qualquer um à beira de um ataque de choro. O facto de estar nomeado é uma vitória em si tendo em conta que, há um ano, ninguém esperava que Sound of Metal se desse tão bem com o público e, por isso mesmo, ninguém pensaria que Paul Raci conseguisse a impensável nomeação mas a verdade é que ela aconteceu de forma extremamente merecida. 

Sacha Baron Cohen (The Trial of The Chicago 7)

Sacha Baron Cohen no filme ‘The Trial of The Chicago 7’

Naquele que foi um ano para recordar mais tarde, Sacha Baron Cohen conseguiu a nomeação pela interpretação de Abbie Hoffman, o famoso ativista americano, podendo ainda vencer o Óscar de Melhor Argumento Adaptado pela sua sequela de Borat: The Subsequent Moviefilm. 

Sacha, um ator reconhecido pela sua versatilidade mas que nunca tinha tido um papel com esta seriedade no cinema, deu uma performance viva na pele de Abbie Hoffman, mas parece algo bem mais leve no que toca à verdadeira pessoa que o ativista era, um conhecido radical, podendo dizer-se o mesmo de todo o filme realizado por Aaron Sorkin. No entanto, o britânico foi um dos pontos altos do longo filme dramático e foi, a dado ponto, considerado por vários críticos como o favorito aos Óscares. Apesar de tudo, a vitória de Daniel Kaluuya é das coisas mais certas e fáceis de prever em toda a cerimónia. 

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