Óscares
Fotografias: Divulgação/D.R.

Óscares 2021. As nomeadas a Melhor Atriz Secundária ‘ao detalhe’

O Espalha-Factos preparou uma análise sobre cada nomeado das seis categorias mais importantes da noite

A cerimónia dos Óscares 2021 realiza-se este domingo, 25 de abril. No meio de circunstâncias muito diferentes a que estes prémios nos foram habituando, a festa do cinema realizar-se-á em três cidades diferentes (Los Angeles, Londres e Paris) pela primeira vez e, tal como tem acontecido nas edições passadas, esta também não terá um apresentador fixo. 

Como tem acontecido, os nomeados são escolhidos pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas com a intenção de premiar os melhores do ano no que ao cinema diz respeito. 

O Espalha-Factos preparou uma análise sobre cada nomeado das seis categorias mais importantes da noite (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Atriz Secundária e Melhor Ator Secundário), dando a conhecer um pouco de cada um dos seus respetivos candidatos. Neste artigo examinamos as candidatas ao Óscar de Melhor Atriz Secundária, prémio vencido por Laura Dern no ano passado. 

 Youn Yuh-jung (Minari)

Youn Yuh-jung
Youn Yuh-jung no filme ‘Minari’ | Fotografia: Divulgação

A presença da veterana atriz coreana Youn Yuh-jung neste lote foi uma surpresa para muitos. Afinal de contas, tornou-se na primeira mulher natural da Coreia do Sul a ser nomeada em toda a história dos Óscares. A verdade é que, aquando das nomeações dos Globos de Ouro, já se falava que o seu nome estava em falta mas especulou-se que seria resultado das regras confusas que regem as nomeações para esses prémios, tendo também afetado Steven Yeun, protagonista de Minari e que acabou nomeado para Melhor Ator neste certame.

Youn Yuh-jung mostrou-se serena em Minari, passeando pelo ecrã como alguém que já viveu muito e que, certamente, se relaciona imenso com a história do filme. A maneira como deixa qualquer espectador pensativo sobre uma vida que não viveu é palpável e, como tal, a sua nomeação é mais que merecida mas não deixa de ser uma agradável surpresa. 

Maria Bakalova (Borat: The Subsequent Moviefilm)

Maria Bakalova Borat
Maria Bakalova no filme ‘Borat: The Subsequent Moviefilm’ | Fotografia: Divulgação

Num ano de estreias, chegou-nos a primeira nomeação para uma atriz búlgara em toda a história dos Óscares. Na primeira experiência internacional de Maria Bakalova, já depois de ter participado num punhado de produções no seu país, a jovem atriz chegou cheia de força aos ecrãs de cada um de nós, fazendo-nos rir a cada fala que entoava no corpo de Tutar no filme Borat: The Subsequent Moviefilm

Uma palavra de agradecimento tem que ser dada a Sacha Baron Cohen, que não teve medo e confiou na desconhecida atriz e colocou-a a contracenar ao seu lado, sendo muitas vezes ofuscado por ela num filme que idealizou à volta da personagem de Borat. Maria Bakalova não deixou ninguém indiferente e esperemos que tenha tido o mesmo efeito no que toca aos votantes para os prémios dos Óscares, depois de ter vencido um Critic’s Choice Award

Olivia Colman (The Father)

Olivia Colman The Father
Olivia Colman no filme ‘The Father’ | Fotografia: Divulgação

Um daqueles filmes que é capaz de deixar a lágrima no canto do olho até ao mais insensível do ser humano, The Father, nomeado para seis categorias (entre elas Melhor Filme), resultou extremamente bem. Muito disto deveu-se ao trabalho de Olivia Colman, atriz que dividiu o estrelato com o veteraníssimo Anthony Hopkins.

A britânica, que já venceu um Óscar em 2019 pela sua interpretação da rainha Anne no filme The Favorite, chega a esta cerimónia com pouca pujança mas, sendo uma favorita do público pelo seu carisma enquanto pessoa, é sempre um nome a ter em conta nestes prémios. Contudo, não deverá ser a vencedora mas, se acabar por acontecer, o prémio ficará muito bem entregue. 

Amanda Seyfried (Mank)

Amanda Seyfried no filme 'Mank'
Amanda Seyfried no filme ‘Mank’ | Fotografia: Divulgação

Depois de muitos anos a entregar boas performances, umas atrás das outras, a nomeação de Amanda Seyfried finalmente aconteceu. A americana chega a esta cerimónia cheia de pompa e circunstância depois de ter interpretado Marion Davies no mais recente filme de David Fincher, Mank. 

A interpretação de Marion Davies, atriz conhecida pelos seus loucos anos 20, não se revelava nada fácil mas Amanda, uma das atrizes mais desvalorizadas em Hollywood, mostrou que não tinha medo da responsabilidade e entregou-nos uma performance digna de registo, cheia de pequenas nuances e com a doçura característica de Marion Davies. A vitória é muito difícil, sendo mesmo a pior posicionada nas casas de apostas, mas só a sua presença já é um prémio para uma atriz que é muitas vezes esquecida na hora de apontar os melhores. 

Glenn Close (Hillbilly Elegy

Glenn Close no filme 'Hillbilly Elegy'
Glenn Close no filme ‘Hillbilly Elegy’ | Fotografia: Divulgação

Não seria uma cerimónia de Óscares sem uma surpresa mais desagradável aqui e ali e, infelizmente, este ano, esse papel calhou a Glenn Close. Hillbilly Elegy, filme onde interpreta Mamaw, personagem que lhe deu esta nomeação, é uma confusão do início ao fim, sendo mesmo um dos pontos mais baixos do cinema de 2020. Sem surpresa, as críticas ao filme foram mistas, mas dando mais azo aos pontos negativos do que aos positivos. 

Glenn Close, uma veterana, acabou por ser nomeada para um Razzie por ter uma das piores performances do ano, sendo a terceira atriz a ser nomeada para esses prémios e para os Óscares pela mesma personagem. Fica a ideia que, num ano cheio de bons trabalhos de atrizes em filmes independentes, superiores em todos os aspetos ao trabalho de Glenn Close, que este prémio de carreira, que anda lhe anda a tentar ser dado de forma muito forçada, poderia ter sido adiado para um papel que realmente o merecesse, não ocupando o lugar a várias atrizes que se destacaram muito mais ao longo do ano. 

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