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Foto de Anete Lusina no Pexels

Vendas de produtos ativados por voz crescem 61%

Ficar em casa fez disparar a compra de aparelhos e eletrodomésticos inteligentes. Desde aspiradores, televisões, robôs de cozinha a assistentes virtuais, são cada vez mais as pessoas que preferem a automação nas suas casas.

O distanciamento social e a preocupação com o toque em superfícies foram alguns dos fatores que aceleraram a procura por artigos tecnológicos inteligentes. Segundo a GfK Portugal, esta tendência tem se verificado principalmente na Europa, tendo resultado num crescimento de 61% nas vendas destes produtos.

O mercado global de bens tecnológicos de consumo cresceu 2%, sendo que grande parte desse aumento foi impulsionado por produtos inteligentes. Nos mercados da UE7 (Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Holanda e Bélgica), registaram-se mais 24% das vendas desses itens.

O estudo realizado pelo Market Intelligence Sales Tracking da GfK mostrou que grandes nomes tech como a Apple, Amazon e Google estão a aproveitar este interesse para oferecerem produtos dentro desta categoria, mesmo que ainda não exista um grande sucesso de mercado. “No entanto, ainda nenhum fabricante conseguiu apostar num produto vencedor. Os produtos de tecnologia inteligente que oferecem vários ecossistemas diferentes continuam a ser mais atraentes para os consumidores experientes em tecnologia”, revelou a GfK.

Quando o assunto se trata de facilitar tarefas do quotidiano e áreas da casa como a cozinha e a sala de estar, houve um grande impacto na forma como as pessoas fazem compras de eletrodomésticos e aparelhos eletrónicos. “A pandemia é a grande impulsionadora de uma digitalização acelerada em casa dos consumidores. A tendência de trabalhar em casa e estudar em casa deu origem a uma procura por produtos tecnológicos, gerando um crescimento de 19% para produtos de Smart Entertainment & Office nos mercados da UE7“, refere a GfK em nota de imprensa.

Por se verem em casa durante mais tempo, as pessoas viram-se a cozinhar mais, o que resultou em mais 48,2% de vendas de novos fogões de cozinha e num aumento de 71,5% da venda de produtos de “culinária inteligente”. Em aparelhos ligados ao entretenimento, as televisões e os headsets foram os responsáveis pelo aumento de valor. Já em relação à preocupação com a saúde e higiene, existiu uma subida de 41% das vendas de aspiradores, aparelhos de diagnóstico pessoal, gadgets para medir a condição física e pulseiras de atividade.

Mais procura por “casas inteligentes”

Hoje, é cada vez mais comum poder expressar vocalmente as nossas necessidades com os nossos aparelhos tecnológicos. Já pedimos informações e comandamos tarefas por voz como se os assistentes pessoais inteligentes como a Siri e a Alexa fossem parte da casa. Inclusive, a popularidade destes aparelhos inteligentes fez com que as imobiliárias já vendam casas totalmente equipadas com esta tecnologia e levou a que as financeiras de crédito criassem ofertas de crédito pessoal específicas para este fim.

Em 2020, verificou-se a venda de 801,5 milhões de aparelhos “smart home”, que representou um aumento de 4,5% face ao ano anterior. Este ano, a International Data Center (IDC) já prevê que o mercado vai crescer a dois dígitos até 2025, atingindo os 1,4 mil milhões de dispositivos.

Visto que se espera que este mercado cresça, a LG já revelou que pretende abandonar o negócio de smartphones e apostar em outras áreas, como as casas inteligentes. Essa nova visão de mercado irá incorporar componentes para automóveis, robótica ou inteligência artificial.

Mesmo com a pandemia, a procura neste sector não abrandou. Adam Wright, analista sénior de Smart Home na IDC, afirmou que “os consumidores transferiram as prioridades dos seus gastos de outras áreas como viagens, refeições fora de casa e idas ao cinema para se focarem em adicionarem mais conforto, conveniência e entretenimento em casa”.

Com estes aparelhos, existe uma maior facilidade para que a casa se adapte às pessoas e não ao contrário. É possível poder:

  • Programar o ar condicionado para chegar a casa e já ter a divisão com a temperatura da sua preferência;
  • Controlar a temperatura do frigorífico de acordo com as compras feitas (por exemplo, ativar o modo de economia de energia para quando for viajar);
  • Ser notificado no telemóvel de quando a sua máquina de lavar termina um ciclo;
  • Controlar o que quer ver ou até desligar a televisão por voz;
  • Ser avisado de quando existe um problema em algum aparelho, de forma a identificar avarias.

Na verdade, as opções são imensas. Ainda se consegue controlar a renovação do ar, a temperatura da água da piscina, os estores, as telecomunicações, a segurança da casa ou até selecionar música ambiente. Estas soluções reduzem o tempo dedicado às tarefas domésticas assim como permitem que se poupe tempo e dinheiro nas contas da luz. Isto porque ao escolher ligar certos aparelhos em determinadas horas de menor impacto energético, vai diminuir os gastos. Além disso, pode-se programar desligar automaticamente os aparelhos, por isso evita-se que estes fiquem a consumir energia por esquecimento.

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