Dia do Beijo: os melhores beijos no cinema

O Dia do Beijo chegou e, para comemorar, o Espalha-Factos preparou uma lista de alguns dos beijos mais marcantes e sentidos da história do cinema. Alguns deles são o culminar de grandes paixões mostradas em filme, outros são apenas momentos que deixaram qualquer espectador à beira das lágrimas.

O beijo no cinema passou por várias mudanças, desde as tentativas de ultrapassar a censura com toques de lábios rápidos, até aos dias de hoje, onde temos longos segundos de paixão entre personagens. Aqui está a nossa lista dos melhores: 

 The Big Sleep, realizado por Howard Hawks

Lauren Bacall e Humphrey Bogart em ‘The Big Sleep’

Howard Hawks, o mestre das chamadas comédias screwball nos anos 40 e 50, fez uma carreira de clássicos que ficariam eternizados para sempre. Numa das suas tentativas de se intrometer no género do filme noir, trouxe-nos The Big Sleep, interpretado por Humphrey Bogart e Lauren Bacall. A química de ambos era palpável, de tal forma que acabaram por casar seis meses depois da estreia deste filme. Para a história fica um dos melhores beijos da época dourada do cinema americano, mostrando que o que se via no ecrã não era apenas o trabalho incrível de dois dos melhores atores de sempre.

Roman Holiday, realizado por William Wyler

Audrey Hepburn e Gregory Peck em ‘Roman Holiday’

Outro dos grandes realizadores dos anos 50, William Wyler era conhecido pela sua inovação e pela criatividade que metia nas suas histórias. Em 1953, realizou Roman Holiday, dando a conhecer a desconhecida Audrey Hepburn, e lançou bases importantes para qualquer comédia romântica produzida até aos dias de hoje. O primeiro beijo trocado entre a atriz britânica e o galã de serviço Gregory Peck é rápido mas acarretou um peso enorme numa história que já estava a ser dolorosa para qualquer fã de um bom romance cinemático. De qualquer maneira, Roman Holiday, que viria a ser nomeado para dez Óscares, é um marco importante na história do cinema e representa tudo aquilo que um bom filme deve ter: muita diversão e pessoas a viverem amores proibidos. 

Breakfast at Tiffany’s, realizado por Blake Edwards

Audrey Hepburn e George Peppard em ‘Breakfast at Tiffany’s’

Um clássico reconhecível até por aqueles que não lhe meteram os olhos em cima, Breakfast at Tiffany’s moldou gerações e acabou por tornar-se num filme de culto para qualquer fã de comédias românticas. Mais uma vez, Audrey Hepburn, agora uma laureada atriz reconhecida por todos, encarnou Holly, um dos papéis mais sensíveis e emotivos da sua carreira. No filme, Holly passa boa parte das duas horas de duração à procura de alguém que goste dela e a trate como ela pensa que merece ser tratada e, quando isto acontece, um beijo icónico entre ela e George Peppard inunda o ecrã numa cena final icónica e emotiva. 

Before Sunrise, realizado por Richard Linklater

Julie Delpy e Ethan Hawke em ‘Before Sunrise’

Um filme que dispensa qualquer tipo de apresentação, o romance de Richard Linklater tornou-se uma exibição obrigatória para qualquer pessoa, especialmente se o coração estiver partido. O clássico do cinema é um marco cinemático e conta com Ethan Hawke e Julie Delpy a vaguear pelas ruas de Viena até à hora do voo de Jesse, aqui interpretado por Hawke. Os diálogos são verdadeiros e crus e a paixão crescente entre eles é palpável, culminando com um beijo nos instantes finais do filme, que tem tanto de catártico como de doloroso. 

Magnolia, realizado por Paul Thomas Anderson

Melora Waters e John C. Reilly no filme 'Magnolia'
Melora Waters e John C. Reilly no filme ‘Magnolia’

No meio das milhentas histórias pesadas mostradas no épico de 1999 realizado por Paul Thomas Anderson, existe o romance de Claudia e Jim, interpretados por Melora Waters e John C. Reilly, respetivamente. A relação entre ambos, algo estranha ao início, mostrou-nos a debilidade do ser humano no que ao amor diz respeito como poucos mostraram no cinema. Depois das longas cenas que acontecem no apartamento de Claudia, ambos acabam por ter um encontro e, nesse mesmo encontro, ambos despejam as suas fragilidades e tristezas, em vários monólogos de parte a parte. A construção para o esperado beijo é intensa e cheia de emoção, acontecendo depois de uma forma até inesperada mas do mais bonito que já foi visto em cinema. Tal como toda a relação entre ambos. 

Punch Drunk Love, realizado por Paul Thomas Anderson

Emily Watson e Adam Sandler no filme "Punch Drunk Love"
Emily Watson e Adam Sandler no filme ‘Punch Drunk Love’

Um dos melhores realizadores a trabalhar hoje em dia, Paul Thomas Anderson é um mestre a construir romance nos seus filmes. A comédia romântica Punch Drunk Love, que conta com Adam Sandler como protagonista, é diferente do que normalmente é visto no género, tendo vários toques surrealistas pouco comuns, mas desde o primeiro minuto que a relação entre Barry, personagem de Sandler, e Lena, interpretada por Emily Watson, é construída. O momento do beijo é muito bem construído, mostrando a ansiedade da personagem masculina antes do surgimento da sua amada, que acaba por aparecer a correr até aos braços de Barry, beijando-o durante largos segundos que, dada a cinematografia do filme, quase parecem eternos. 

Drive, realizado por Nicolas Winding Refn

Carey Mulligan e Ryan Gosling no filme ‘Drive’

Drive não é, de todo, um filme de romance, mas ele está presente em todo o lado. O thriller de ação do dinamarquês Nicolas Winding Refn conta com Ryan Gosling no papel principal, e com a inglesa Carey Mulligan, tem mais ação e sintetizadores aos berros que propriamente atos de amor entre ambos mas, quando acontece, de facto não deixa ninguém indiferente. O beijo do elevador, como é apelidado pelos fãs porque, de facto, acontece num elevador, é um plano bastante longo e estático das duas personagens principais a trocarem o primeiro beijo, parecendo quase o terminar de algo entre ambos que ainda nem sequer começou. 

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