Fortnite
Fotografia: Pixabay

Artistas e desportistas impulsionam jogos na cultura pop

O Fortnite conquistou a música e tem conquistado manchetes em todo o mundo

O crescimento da indústria dos videojogos tem-se tornado cada vez mais evidente, com o envolvimento de artistas, influencers e desportistas na órbita do gaming. Se há pouco mais de 15 anos, foi uma grande notícia a contratação de Samuel L. Jackson para dar voz a uma personagem de GTA San Andreas, hoje momentos como esse tornaram-se comuns.

Mais recentemente, o rapper Post Malone deu um concerto a assinalar os 25 anos de Pokémon, saga de anime e jogos de origem japonesa que conquistou o mundo com intensidade e velocidade impressionantes. Post Malone que, por coincidência ou não, tem exatamente 25 anos.

Há vários exemplos desse envolvimento de jovens estrelas de outros campos que querem aproveitar este boom. E nada é mais normal do que isso: as novas celebridades cresceram a jogar Playstation, Nintendo e a usar GameBoys.

O crescimento da indústria é algo notável e pouco a pouco alguns mitos que se foram criando são derrubados, justamente pelo seu claro potencial positivo e importantes retornos financeiros.

Hoje tornou-se também habitual ver os jogos em direto e, em simultâneo, com informações, tutoriais e até estatísticas em português e outros idiomas.

Já vimos isto antes

A possibilidade de usar a fama de alguém ou algo para criar sinergias e aumentar o interesse gerado por todos os envolvidos é algo muito antigo. Frank Sinatra e Elvis Presley surgiram na música e logo saltaram para o cinema. Sinatra inclusive ganhou um Óscar como melhor ator em 1953, por A Um Passo da Eternidade.

Para usar exemplos mais recentes, bandas autorizaram o uso das suas músicas em vários jogos. O citado GTA San Andreas tem uma banda sonora espetacular, que passa por géneros como rap, rock, country e reggae. As edições do FIFA são marcos históricos na música porque, ao longo dos anos, foram revelado hinos indie de bandas que ainda estavam crescendo.

A união entre música e jogos pode alcançar perfeitamente a união entre música e desporto. O Fortnite, por exemplo, foi o palco para o rapper Travis Scott fazer um concerto memorável. O potencial a explorar é enorme, com benefícios diretos para o artista, o jogo e, claro, os fãs de ambos.

Falando em jogos e Fortnite, Neymar não esconde o apreço pelo jogo e por videojogos em geral, sendo um exímio jogador de CS:GO. O craque do PSG com certeza está ocupado nos relvados franceses e europeus, mas consegue sempre tirar um tempo para algumas batalhas virtuais.

Mesmo jogos de futebol também contam com jogadores de carne e osso para fazer publicidade e convocar os fãs para a compra. A japonesa Konami investiu em licenciamento e patrocinou o Barcelona, podendo ter acesso assim a Lionel Messi, seis vezes eleito o melhor jogador do mundo. Um golaço.

O próximo passo dos jogos

Citamos muitos jogos de computador e consolas, mas os jogos de telemóvel também são impressionantes no sentido de criar verdadeiras franquias de entretenimento. É fácil entender: o telemóvel é acessível e os jogos são gratuitos, conseguindo ter uma penetração ainda maior.

Isso explica parte do sucesso de Angry Birds, lançado em 2009 pela empresa finlandesa Rovio Entertainment. O engagement gerado entre os jogadores e o desenvolvimento das personagens motivou a criação de um filme em 2016. Resultado: uma bilheteira superior a 350 milhões de dólares em todo o mundo, equivalente a quase 300 milhões de euros.

Este tipo de integração é procurado pelos estúdios pela capacidade de gerar rendimento sem custos tão elevados. Atores de carne e osso são importantes nos filmes de animação, mas não tanto quanto os personagens em si. Ou seja, é possível levar a história a qualquer lugar e criar mais filmes sem se preocupar tanto com personalidades, agendas dos atores e até com pedidos de aumento e outras exigências. É o sonho de qualquer estúdio: poder fazer uma história de sucesso ser recontada várias vezes sem precisar gastar tanto e ganhando muito.

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