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Fotografia: Pexels

Cinemas portugueses em risco de encerrar

A Associação Portuguesa de Empresas Cinematográficas (APEC) alertou que muitos cinemas portugueses estão em risco de fechar portas. A APEC e a Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais (FEVIP)  estiveram na Assembleia da República esta terça-feira, dia 6, cerca de duas semanas antes da reabertura prevista das salas de cinema, a 19 de abril.

Ouvidas pela comissão parlamentar de Comunicação e Cultura, as associações disseram que se prevê a descida das receitas para cerca de metade, este ano, e muitos encerramentos, especialmente em cinemas no interior do país. “Pode estar em causa esta presença nacional, e os locais que mais poderão ficar afetados pelo encerramento de salas serão os locais do interior onde a procura é inferior”, disse Paulo Aguiar, membro da direção da APEC.

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Fotografia: NiT

A perda de metade das receitas prevista para 2021 surge após um ano em que as perdas foram ainda maiores – cerca de 80% das receitas, segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual.

Temos uma data de abertura com imensas restrições, pelo menos nos primeiros quinze dias, e isso trará problemas acrescidos a uma atividade que está representada de norte a sul do país, 365 dias por ano, e em que há um risco extremamente elevado de encolher, de forma bastante substancial, a sua oferta de cinema aos portugueses“, declarou ainda Paulo Aguiar.

Estas restrições incluem a proibição de venda de comida, entre outros cortes de receitas, e a eliminação das sessões em horário nobre, tudo com um impacto profundamente negativo para o setor, alertou. Perante uma pandemia em que cerca de 300 a 400 pessoas do setor ficaram desempregadas, a esperança reside, segundo a APEC em declarações à Agência Lusa em fevereiro, na vacinação e na imunidade de grupo.

A APEC representa 90% das empresas exibidoras de cinema em Portugal, como a NOS Lusomundo Cinemas, a Cineplace, a NLC – Cinema City, a UCI Cinemas e a Socorama. A FEVIP representa empresas produtoras e distribuidoras do audiovisual e videojogos, como a Cinemundo, a Sport TV, a NOS Lusomundo Audiovisuais e a PRIS Audiovisuais.

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