reality shows
Fotografias: TVI/Divulgação, SIC/Divulgação

Com o fim do ‘Big Brother’, qual o futuro dos reality shows em Portugal?

Chegou ao fim na semana passada mais uma edição do Big Brother na TVI. O reality show, com o molde tradicional de vários concorrentes fechados dentro de uma casa, esteve no ar quase um ano seguido, apenas com pequenas pausas entre edições.

Fita Isoladorapodcast do Espalha-Factos, analisa as últimas incursões destes programas em Portugal e o que deve mudar no futuro. Será este o fim da era dos realities fechados em casas ou o formato ainda está para durar?

Ouve aqui o episódio:

Apesar de contestações de vários espectadores, que se diziam cansados deste formato constante, as audiências demonstram que o público continuou a assistir ao Big Brother, com o programa a marcar bons resultados mesmo nas duas últimas edições, A Revolução e Duplo Impacto. Mas, após edições sucessivas, não estará o formato próximo de se esgotar? O que faz falta na dinâmica de reality shows em Portugal?

Neste episódio, Tiago Serra Cunha recebe Andreia Santos e Joana Balsa, dois novos elementos da equipa de podcasters dos Espalha-Factos, que analisam em detalhe não só o que correu bem e mal ao longo destas edições, como também o que poderá ser o futuro deste tipo de formatos na televisão nacional.

O que aconteceu ao Big Brother?

No decorrer da conversa, destaca-se o arranque do BB2020, que prometia uma nova era de reality shows em Portugal, quer pelo casting quer pela dinâmica do próprio programa, muito assente na reflexão de causas que os concorrentes defendiam.

No entanto, apesar do sucesso do programa, o modelo acabou por não ser seguido nas edições subsequentes, tendo, porém, condicionado o comportamento dos concorrentes, acabando por influenciar o resultado final e a dinâmica do jogo. Por outro lado, Joana Balsa acrescenta que “a produção deve ser altamente blindada” e conseguir ser imune aos sucessivos comentários provenientes de concorrentes e de redes sociais.

Andreia refere ainda que nos últimos tempos, tudo lhe pareceu “uma confusão”, sendo bastante difícil de acompanhar. Desde logo, e no caso do Duplo Impacto, os concorrentes selecionados para o jogo e provenientes de diversas origens, alguns de quem já nem tínhamos qualquer memória. Por outro lado, a falta de imparcialidade de apresentadores e comentadores, que alimentava polémicas externas ao programa, e que acabava por atrair maior atenção do que o jogo que se fazia dentro da casa.

O futuro passa por mais formatos do amor?

SIC tem, ao longo dos últimos anos, apresentado diferentes formatos de reality que fogem à tradicional casa tantas vezes repetida em Portugal, com uma temática comum: o amor. Casados à Primeira Vista, Carro do AmorO Noivo é Que Sabe ou Quem Quer Namorar com o Agricultor, este último a regressar com uma nova temporada em breve, foram apostas com bons resultados da estação de Paço de Arcos que trouxeram novidade ao que se faz nestes formatos em Portugal.

Diana Chaves Casados À Primeira Vista
‘Casados à Primeira Vista’ | Fotografia: Divulgação / SIC

Para o painel, de qualquer forma, é unânime que o modelo tradicional da casa também ainda não está esgotado, no entanto, inovação precisa-se e é urgente que se olhe para o que faz lá fora. A equipa sugere formatos como Too Hot to Handle ou The Circle da Netflix, Are You the One? da MTV ou Alone da SIC Radical, ou até mesmo recuperar formatos passados (inovadores para a época) como forma de inspiração para quem pensa a televisão.

Semana especial de aniversário chega ao fim

Esta semana o Fita Isoladora completou um ano no ar e, por isso, o Espalha-Factos preparou vários episódios especiais onde serão apresentadas as novas vozes da equipa de podcasters. O podcast, habitualmente semanal, esteve no ar de segunda a sexta-feira.

Recorda aqui os episódios desta semana:

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